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Lailson
Vida que segue...

Quando rompe uma barragem, a culpa é sua, por Daniel S. Lacerda

- O título acima e o conteúdo do artigo abaixo me fez perguntar-se: Se a culpa é minha e o Estado sou eu, então para que pagar impostos para que os servidores públicos façam o serviço pelos quais são pagos?... -

Quando rompe uma barragem, a culpa é sua, vou explicar por quê.
Assistindo as coberturas sobre o crime ambiental de Brumadinho, achei curioso ver as emissoras pró-Bolsonaro tentando jogar toda a culpa na Vale, enquanto a Globo empurra a culpa para a falta de fiscalização e punição do Estado. Nesse caso, elas nem precisavam brigar.
Na minha época de consultor, fiz dois projetos de Gestão de Risco, um deles na própria Vale. A Vale é obviamente culpada quando algo assim acontece, mas não mais do que qualquer empresa que trabalhe com extrativismo. Segundo as premissas de funcionamento de mercado, ela existe para dar lucro (empresa não é ONG e nem governo), e tudo tem que ser colocado em uma equação econômica para justificar os empreendimentos. Se não dá lucro, não faz.
O 'risco’ é um evento com determinada probabilidade de ocorrer. Caso esse evento ocorra, haverá um impacto. Toda empresa tem riscos em sua operação, com impactos possíveis de diferentes naturezas (econômica, ambiental, de imagem, etc). Existem duas formas de tratar o risco: mitigando seu impacto (fazendo seguro que cobrirá o sinistro, evacuando pessoas da área de impacto, terceirizando trabalhadores para não ter processos trabalhistas, etc) ou reduzindo as chances de que aconteça (implantação de alarmes, redundância de equipamento, agindo conforme a lei, etc).
Mas todas as formas de gestão de risco implicam em custo, todo controle tem um preço. A grande questão da empresa é decidir: 1) sobre quais riscos agir e quais ignorar; 2) quais medidas de tratamento de risco adotar. E é aí que entra a equação econômica, se os custos dos controles for alto demais a operação não dá lucro. Primeiro, eventos com baixa probabilidade e baixo impacto podem ser ignorados. Para os demais, multiplicando a probabilidade de um evento ocorrer (digamos 1/100.000) pelo seu impacto econômico (digamos R$50.000.000) temos o valor do risco (nesse caso R$500). Esse é o máximo que a empresa gastará no seu tratamento.
E é aqui que entra a culpa do Estado nessa história. Como a empresa transforma o impacto de uma morte em valores financeiros para fazer essa conta? Não existe nada melhor à sua disposição do que o valor da indenização paga para a família (e de perda de um funcionário se for o caso). Como calcular o impacto de uma tragédia ambiental? Pelo valor da multa paga caso isso ocorra. Todos esses valores são calculados pela jurisprudência de casos semelhantes.
Ora, se uma empresa observa que em tragédias ambientais as multas são frequentemente “perdoadas", a suspensão da licença de operação revertida e os processos penais arquivados - frequentemente tudo isso graças ao lobby da própria empresa e suas bancadas - que valor ela utilizará então para calcular o máximo a ser gastos em seus controles de mitigação de risco? No cálculo dos agentes econômicos auto-interessados, comprar deputados tem se mostrado uma decisão muito mais racional do que investir valores muito maiores em segurança e proteção.
Diante dessa ética gerencial, eu só vejo duas saídas possíveis para uma pessoa dotada de preocupações humanitárias:
1) admitir que o capitalismo é um sistema de acumulação orientado ao crescimento infinito que é incompatível com o conceito de “sustentabilidade"; 
2) acreditar que o capitalismo pode ser "social” e eleger/lutar por políticos e políticas que fiscalizem e punam de forma exemplar qualquer dano social/ambiental, concedendo licenças de operação apenas a quem seguir rigorosamente as normas.
Ou seja, o Estado somos nós, então hoje é dia de cada um reconhecer a própria parcela de culpa por Mariana e Brumadinho.
Daniel S. Lacerda é professor e pesquisador de administração da UFRGS
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Mensagem da Vovó Briguilina


Na vida tudo tem seu apogeu e seu declínio
O natural é que seja exatamente assim
Contudo quando tudo converge
Para o que parece ser o nada
Eis que a vida ressurge
Triunfante e bela
Novas folhas
Novas flores
Sementes
Frutos
...
Na infinita e milagrosa benção do recomeço
Chico Xavier

Vida que segue...

Não há sacanagem no amor


Faço amor normalmente, tranquilamente
Sem sacanagens, sem safadezas

Tem pessoas que se dizem liberais, falam sacanagens, safadezas etc...
Se de fato fossem liberais saberiam que não existe sacanagem no amor.

Safadeza é o que a elite faz com o povo.

Para mim toda forma de amor é normal
É normal viajar no corpo da minha mulher
É normal ter meu corpo viajado por ela
Todas carícias para mim é normal
Todas posições pra mim é normal
É normal todas fantasias

Minha mulher é a extensão do meu corpo e eu o dela
Nossos corpos suados, entrelaçados, lambuzados de prazer...

Pode ser que isso seja sacanagem para muitas pessoas, para nós não é.
Acredito que tudo que é feito com consentimento, de comum acordo, é legal, é normal.
O combinado não é caro, oraite?

Luciano L.L
Recebido por e-mail

Foto com animação
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Ele é substítuível para vocês [Vale] mas para mim não



A indignação tem de ser permanente...

O que você vai ser quando crescer?


Quando eu era criança os mais velhos tinham a mania de perguntar:
"O que você vai ser quando crescer"? Eu respondia que seria jogador de futebol. O tempo passou, amadureci. Já não me perguntam mais. Se perguntassem eu respoderia: 
"Quero ser menino!"
Fernando Sabino

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Brumadinho: sem viés ideológico


No mesmo instante que soube da tragédia em Brumadinho o governo cubano ofereu médicos para ajudar no atendimento aos sobreviventes. O presidente Jair Messia Bolsonaro recusou. Depois aceitou ajuda do governo israelense. Um irresponsável e insensível. Na verdade não está nem aí para o sofrimento dos brasileiro.
Verme!
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