Uma pelada


Há um jogo de esconde-esconde por trás desse carnaval todo:

1. Do lado do governo: o receio da eventual exploração política, se se levantarem os gastos da Presidência. Se há um terremoto por conta da tapioca, o que não haveria se se descobrissem gastos supérfluos da valor maior? É aqui que reside o ponto central da história. O jogo político é aqui, o resto é mero foguetório.

2. Do lado da oposição: esconder que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sabia de toda a operação. A revelação de Álvaro Dias ao “Estadão” mostra que FHC estava dentro, desde o início. Esse é o ponto central desse jogo de esconde-esconde.

Olhem em que a banalização do escândalo transformou a discussão política brasileira.

O editorial do Estadão de hoje mostra bem esse clima de "pelada":

Um gol contra do senador tucano Álvaro Dias permitiu ao governo empatar o jogo de aparências, ou melhor, a pelada, que disputa com a oposição a propósito do chamado dossiê das despesas do então presidente Fernando Henrique e de sua mulher, Ruth Cardoso.
Luis Nassif

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