Dispositivos móveis ganham espaço no cotidiano dos usuários, que dependem cada vez da boa vida útil da bateria

 Contar com a ajuda da tecnologia em qualquer lugar é uma vantagem da mobilidade. Notebooks, smartphones, tablets, aparelhos de MP3, câmeras digitais e outros dispositivos móveis quebram o galho quando o usuário está longe de casa. Mas, para que o equipamento cumpra bem seu papel longe das tomadas, a bateria - um componente cujas características de durabilidade geralmente são esquecidas na hora da compra - merece a atenção dos usuários.

Lembradas pelo usuário somente na hora em que descarregam, as baterias têm seu uso envolto em muitos mitos e incertezas. Um dos principais mitos que hoje não resistem à tecnologia das atuais baterias, mais modernas, é o de que elas devem ter sua carga utilizada até o final para, então, serem recarregadas. As baterias de polímero de íon de lítio (Li-Ion), que hoje acompanham os dispositivos, não precisam cumprir ciclos completos de carga e descarga.

Por conta das características das antigas baterias de níquel cádmio (NiCd) ou níquel-metal-hidreto (NiMH), muitos usuários ainda pensam que as atuais podem sofrer o chamado "efeito memória". Esse efeito fazia com que, se o usuário recarregasse uma bateria já com 20% de carga, ela passaria a ter apenas 80% de carga. Isso fazia com que acabassem perdendo carga antes do tempo.

Assim como agora o usuário pode carregar a bateria quando bem entender - mesmo antes de descarregá-la totalmente -, ele também pode interromper o carregamento sem problemas. O resultado é mais mobilidade. Se estiver com o aparelho conectado à tomada e tiver de sair com ele, a bateria não será prejudicada. Outro mito que alimenta hábitos equivocados é o de que é necessário dar uma carga de 24 horas antes de utilizar o equipamento pela primeira vez. A nova geração de baterias já pode ser usada com os aparelhos desde o momento da compra.

Hoje, mesmo que o usuário deixe seu dispositivo carregando o dia todo, os carregadores modernos contam com um sistema de proteção que corta a corrente quando a carga está completa. Esta característica, que protege os equipamentos, mostra que a evolução não chegou apenas à bateria ou ao aparelho o qual ela alimenta.

Por outro lado, querer guardar a bateria, para poupá-la utilizando apenas o aparelho ligado à tomada, não é uma boa ideia. Quando a bateria fica inutilizada por mais de duas semana, ela passa a ter sua eficiência reduzida. Segundo os fabricantes, as baterias precisam ser utilizadas com frequência para ter o máximo de performance.

Mas, assim como há mitos, também há verdades, que exigem atenção e cuidados dos usuários. O período em que a bateria retém a carga diminui com o tempo. Ela vai perdendo a eficiência com o tempo, de forma gradual. Daí, o usuário deve ter alguns cuidados. Uma estatística divulgada por fabricantes - como a Apple - diz que uma bateria mantida adequadamente está projetada para reter até 80% da sua capacidade original em 300 ciclos de carga e descarga completas. Entre os cuidados, o usuário deve evitar, por exemplo, carregar seu aparelho com carregadores que não são próprios para ele. Também deve ser evitada a carga em ambientes de alta temperatura (acima de 35ºC). Da mesma forma, a umidade deve ser evitada - praia, piscina e banheiro não são locais adequados para o uso dos dispositivos.
Mitos sobre baterias

1 - "Toda bateria deve ter sua carga usada até o final antes de ser recarregada". Trata-se de um mito. As baterias mais modernas (fabricadas nos últimos quatro anos) não precisam cumprir ciclos completos de carga e descarga. Na prática, o usuário pode ligar o equipamento na tomada antes de consumir totalmente a carga.

2 - "Parar de recarregar um dispositivo antes que esteja 100% carregado prejudica a bateria". Isso também é um mito. Neste caso também não há necessidade de cumprir um ciclo de recarga completo. O usuário pode desligar o equipamento da tomada antes de atingir 100% de carga.

3 - "Os dispositivos eletrônicos devem ser desconectados da tomada logo após a bateria atingir 100% de carga". Outro mito. Na verdade, os novos carregadores já vêm preparados para parar de enviar energia à bateria assim que ela atinge o seu nível total de carga.

4 - "Quando o equipamento é novo, é preciso dar uma carga inicial de 24 horas". Isto se aplicava somente no caso das baterias antigas de níquel. As baterias atuais, de íons de lítio, podem ser utilizadas normalmente desde a primeira carga.

5 - "Utilizar sempre que possível o equipamento ligado à tomada, sem a bateria, ajuda a poupá-la". Não é verdade. Se a bateria passar muito tempo sem utilização, ela acaba tendo sua capacidade diminuída. As baterias de íon de lítio precisam ser usadas (com ciclo completo) pelo menos uma vez por mês para manter sua performance.

6 - "A recarga com o equipamento desligado tem melhor desempenho do que se ele estiver em funcionamento". Na verdade, os aparelhos podem ser carregados tanto ligados quanto desligados. A única diferença é o tempo necessário para atingir 100% de carga. Desligado, o dispositivo é recarregado mais rápido.


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