Diogo Costa: Na boa hora todos querem estar na foto


Desde o movimento estudantil, passando pelo movimento comunitário ou pelo movimento sindical, tem um comportamento de parcela da militância que é simplesmente repugnante. 

Só aparecem na hora do bônus. Quando chega o ônus desta ou daquela decisão, escondem-se, fingem que não tem nada a ver com a decisão e se mostram 'indignados' com uma ou outra situação. 

É um comportamento cínico, deplorável sob todos os aspectos e pontos de vista. Militar num movimento, num partido ou num governo exige que se tenha a decência e a vergonha na cara de assumir posições, e de arcar com as consequências das mesmas! 

Quem só aparece na hora boa e foge, e se esconde, e se faz de desentendido nas horas ruins, adota uma postura oportunista até não poder mais. 

Se há uma divergência sobre um assunto qualquer, sem problema algum, que se faça o bom debate. Mas se a divergência é tão grande a ponto dos que só querem os louros da vitória se sentirem impedidos de defendê-la, então, que assumam essa divergência e que pulem do barco. 

Se assumam! Marquem posição! Saiam de um recinto onde as teses que defendem não prosperaram! Tenham essa decência e essa coragem! 



Mas se entenderem que a divergência não é assim tão 'terrível', que permaneçam e que parem de adotar práticas fáceis e oportunistas. 

Se o partido ou o governo acerta, são os primeiros a aparecer. Se o partido ou o governo erra (na visão deles), são os primeiros a fugir do debate ou a se aliar à oposição ferrenha contra o projeto que eles mesmos ajudaram a construir! 

Enfim, até onde me conheço por gente, a tarefa do militante é estar preparado, de prontidão para as coisas boas e ruins, para os acertos e para os erros, para as benesses e as vicissitudes que existem, sempre existiram e sempre existirão em qualquer agremiação. 

No dia em que eu não puder mais fazer isso, terei a decência de assumir esse posicionamento e cair fora. 

Oportunismo de papagaios de pirata que só aparecem nas horas boas e que somem nas intempéries, e que não se esforçam por um segundo sequer em defender as teses do projeto do qual fazem parte, definitivamente, é uma prática que não pretendo adotar.

Este post é apenas para demonstrar que qualquer um é capaz de apontar os defeitos, os limites e as contradições do governo federal e do Partido dos Trabalhadores. Dá para escrever uma 'Suma Teológica' sobre isto. 

É o que temos e é o que este escriba e milhões de militantes espalhados nos quatro cantos do país ajudaram a construir ao longo de décadas. 



Portanto, me peçam para criticar, mas não peçam para que pratique o discurso fácil da omissão ou o oportunismo de só aparecer quando a maré está boa. 

Na calmaria ou na tempestade, lutarei até o final para manter e aperfeiçoar o projeto que está a frente do governo federal desde 2003. E com muito orgulho, diga-se de passagem.


Os que ajem assim devem serem expulsos de qualquer organização que participem.

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