"Terroristas” da PF incluem “bebê islâmico” e “fundamentalista gay”


moraes

No Blog do Marcelo Auler, repórter como os nossos jornais não querem mais que os jornalistas sejam, revela, com documentos, o grau de absurdos contidos nas informações que a Polícia Federal deu à Justiça, que "justificariam" a detenção dos "célebres" terroristas da Olimpíada.

Se não fosse trágico, seria cômico.

De um dos detidos, diz-se que ele treinava o filho para o terrorismo, só que…

"um menor que nos diálogos aparecia como sendo treinado para ingressar na organização terrorista, tinha então quatro meses de idade, pouco mais de dez meses quando o pai foi preso em 21 de julho e um ano completado no último dia 5 de setembro.

Outro detido – e isso é um problema dele, claro – vive uma união homossexual estável há oito anos, há cinco registrada em cartório. O Exército Islâmico, frisa Marcelo, tem horror mortal – e, como mostrou em Orlando, no ataque à uma boate, horror assassino – aos gays.

A reportagem é extensa e detalhada, apontando várias incongruências na "investigação".

Leitura imperdível, um baita furo de reportagem que a grande mídia não pode – ou pode, não é? – ignorar.

E um imenso ridículo, o que não é por estamos nos portais de um estado policial, como adverte Auler.