***

MTST tem obrigação de ocupar os apartamentos de Lula

O proprietário liberou, o que o Mtst espera para ocupar o triplex e o apartamento em São Bernardo do Campo?... E o MST não vai ocupar a chá...

Lava jato: chantageia descaradamente

Sob comando de Janot e Dellagnol, delação é ameaçada por incriminar Serra

Jornal GGN - Passaram-se quatro meses desde que executivos da Odebrecht delataram à Procuradoria-Geral da República e à força-tarefa da Operação Lava Jato que José Serra (PSDB-SP) recebeu o equivalente a R$ 34 milhões da empreiteira por caixa dois, para a campanha de 2010.

Detalhes foram fornecidos aos investigadores, como o fato de que parte do dinheiro foi entregue no Brasil e outra transferida por meio de depósitos bancários em contas no exterior. O delator, executivo da empreiteira, chegou a assegurar o envio de extratos bancários que tinham a campanha do tucano como destinatário final dos depósitos. 

Desses R$ 25,4 milhões de caixa dois, segundo a empreiteira, no ano de 2010, apenas R$ 2,4 milhões foram registrados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como doações legais da Odebrecht ao fundo do então senador e hoje ministro de Relações Exteriores de Michel Temer. Assim, Serra recebeu R$ 23 milhões ilegais, por "fora".

O relato, soube-se agora, era de Pedro Novis, ex-presidente da Odebrecht. 

Mas naquele 20 de junho, quando a notícia foi divulgada nos meios de comunicação, o acordo de delação não havia sido fechado pela PGR, comandada por Rodrigo Janot, e pela equipe de procuradores de Curitiba, comandada por Deltan Dallagnol.

Leia mais: Delações atingem Serra, que teria recebido R$ 23 milhões via caixa dois

Nesses quatro meses, o que teria justificado o atraso para fechar o acordo de Novis com os procuradores da Lava Jato? A colunista Monica Bergamo responde: "O executivo acabou 'enquadrado'".

A expressão faz referência ao fato de que os investigadores literalmente pressionam o delator a prestar as informações com o direcionamento que a Lava Jato quer. No caso de Pedro Novis, os procuradores consideravam que o ex-presidente da companhia "tentava dourar a narrativa que envolvia a relação da empreiteira com personagens do mundo político, como o atual chanceler José Serra".

E, da mesma forma, mas na contramão, a pressão viria para "dar mais informações sobre o ex-presidente Lula", sob o risco de a força-tarefa ameaçar interromper as negociações de delação premiada, justificando que o delator omite fatos para preservar Luiz Inácio Lula da Silva, a exemplo do que ocorreu com Alexandrino Alencar.

De forma simplificada, as equipes comandadas por Janot e Dellagnol pressionaram Pedro Novis a evitar as acusações contra Serra e, na medida do possível, delatar contra Lula.

A maior ferramenta de pressão para conquistar o que os investigadores da Lava Jato buscam é o atraso e risco de o réu da Operação não ter o abrandamento da pena que o acordo pode trazer às severas condenações do juiz federal de primeira instância do Paraná, Sergio Moro.