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PHA - Lula, Lulinha, os moleques e as ratazanas silenciosas

O ansioso blogueiro pergunta:

- Mas, é verdade que o Lula é mesmo dono do Itaquerão?

- Verdade!

- Mas, eu li uma entrevista do presidente do Corinthians dizendo que precisa se virar para pagar a dívida do estádio… Quem é o dono: o Corinthians ou o Lula?

- O Lula.

- Mas, quem paga a dívida é o Corinthians…

- Esse Andrés Sanchez é petista… Ele é laranja do Lula.

- Mas, por que o Lula quis comprar o Itaquerão?

- Para valorizar a área.

- Que área?

- Itaquera, é claro. Tudo ali em volta do estádio é do Lulinha!

- Do Lulinha?

- É! Lulinha comprou tudo…

- Entendi.

- E me contaram aqui também que o Lulinha quase comprou um frigorifico no Pará.

- Um frigorifico no Pará?

- É. Pra abater o gado dele…

- E por que não comprou?

- Porque não quis passar recibo…

- É, aí, fica difícil.

- Agora essa mesma pessoa que me contou isso me contou também que outro dia um cartório de registro de imóveis lá no interior do Pará teve que ficar aberto até a meia noite...

 - Te contaram?

- O mesmo cara.

- Mas, por que ficar aberto até meia noite?

- Pra Dilma poder registrar uma fazenda em nome dela.

- Mas, por que não foi no horário normal?

- Porque poderiam bater nela…

Apesar da incrível verossimilhança, esse diálogo do ansioso blogueiro não se travou com nenhum delegado de sediciosa Polícia Federal, nem com um dallagnol da República.

Pode parecer, mas não é.

Foi com um motorista de táxi que serve no aeroporto de Congonhas.

Como se percebe, ele ouve muitas delações e tem muitas convicções.

Mas, aí, ele perguntou de volta:

- E essa PEC 241, você que é jornalista… O que você acha?

- Acho que vai salvar o Brasil!

- Vai salvar p… nenhuma!

- Por que não?

- Não é a PEC dos gastos?

- Essa mesma, a PEC dos gastos.

- Se eu não gastar no posto de gasolina e pra abastecer de álcool essa m… não anda…

- Pensando bem…

Passamos em frente a uns tapumes da obra do metrô tucano de São Paulo.

O ansioso blogeiro perguntou:

- Essa obra tá parada?

- Tá. Botaram os tapumes, levaram as máquinas, mandaram todo mundo embora e a obra parou.

- Mas, parou de novo?

- Claro. O dinheiro sumiu!

- Sumiu? Quem sumiu com o dinheiro?

- As ratazanas silenciosas!

Pensando bem…

Paulo Henrique Amorim