Michê e sua bolsa pig

O governo golpista está completando seu sétimo mês no poder. Prometeram retomada instantânea do crescimento econômico. Os indicadores insistem em registrar um desastre. O País está mergulhado numa recessão. O desemprego ruma a passos largos para a casa dos 15 milhões de pessoas sem trabalho. A produção industrial despenca. O sempre robusto setor dos agronegócios começa a capengar.

A coisa anda tão feia que até a imprensa amestrada não consegue tapar o sol com a peneira. Pacotinhos, pacotes e pacotões, assim como reforminhas, reformas e reformonas são anunciadas a cada semana. Nada dá os resultados prometidos. Tanto que os colunistas igualmente golpistas passaram a fazer cobranças severas.

Mas, para domesticá-la, o governo golpista hoje lhe deu um refresco ou, como preferiu Fernando Brito em O Tijolaço, um sorvete – O Haagen Dazs de Temer para a mídia no réveillon é a cara do dono, Nos anúncios de página inteira para não se dizer que faltaram com a verdade, digamos que ela foi escamoteada. Brito ressalta:

A marotagem da peça começa no título. Temer faz “apenas” 120 dias de Governo, embora o usurpador esteja no poder há 200, desde que afastaram Dilma. E, neste período de formal interinidade, em nada se acanhou de fazer e desfazer, como ficou claro ao mandar ao Congresso uma emenda garroteando as verbas de Saúde, Educação e Assistência Social por nada menos que 20 anos, cinco mandatos presidenciais“, adverte Brito na sua página.

Agora, é esperar o comportamento da mídia, pós-anúncio, Até então, já víamos uns pedirem a queda do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, a exemplo, do que acaba de acontecer na vizinha Argentina. Outros, mais raivosos, cobravam a destituição do próprio presidente usurpador.

Tolos foram os que acreditaram na conversa fiada de que o golpe era para colocar a economia nos eixos. Cada vez mais fica claro que o golpe tinha um único propósito: livrar a cara de uma camarilha corrupta das garras da “Lava Jato”. 

E, não há de vê que colocaram nas masmorras de Curitiba, o chefe–mor do movimento golpista, o ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha!

O ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, tido e havido como um jovem promissor peemedebista a ocupar o Palácio do Planalto vive momentos de extrema aflição. Ele e a patroa Adriana Anselmo costumam aparecer nos noticiários com as caras emburradas, trajando singelas camisetas esverdeadas de algodão, fornecidas aos comensais do Complexo Penitenciário de Bangu.
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