Obrigado Joesleys, por Rui Daher

Sim, os açougueiros Batista podem ser uns crápulas, como os Odebrecht, Andrade, Cerveró, Paulo Roberto Costa, Palocci, outros, mas foram eles que catapultaram o movimento pelas "Diretas Já", como visto ontem na Princesinha do Mar, e que a cada dia poderá ganhar mais força e até mesmo vingar contra as constitucionalidades indiretas, agora usadas, embora esquecidas quando no impeachment de Dilma Rousseff.

Daí meu agradecimento, envergonhado é verdade, ao Doutor Joesley, sempre recomendado para a lateral-direita do Atlético ou do Cruzeiro.

O Rio de Janeiro sempre se caracterizou pela inconformidade. Desde Negrão de Lima, na época da ditadura militar. Para lá, foram Brizola e Darcy. Saturnino e Marcelo Alencar lá estiveram, como hoje estão Lindberg Farias, Jandira Feghali e Marcelo Freixo, artistas-pitangas que não têm medo da Rede Globo.

Para nós, em São Paulo, contam mais CUT, MTST, MST, e seus líderes clássicos. Ao Brasil afora caberá se manifestar de forma crescente, como aconteceu ontem no Rio de Janeiro, pela convocação imediata de eleições diretas.

A remobilização veio de Joesley, ao armar facas, serras e cutelos para desossar Cunha, Aécio, Temer e toda a quadrilha. Só então o Brasil pôde perceber a cagada feita ao pegar em panelas e marchar com os patos-amarelos.

Batistas, como vocês conseguiram essas fortuna e proeminência no mercado externo? Sacanearam o BNDES da Silvinha Despedida? Não passam de uns escroques agora exilados nos EUA? Logo saberemos e, provavelmente, pouco os incomodaremos como fizemos com Paulo Maluf ou com os US$ 600 bilhões escondidos em paraísos fiscais.

Mesmo assim, vale o agradecimento. Vocês destrincharam as aves de rapina e serviram-nas aos pedaços com a verdade sobre os que nos mentiam acobertados pela mídia desonesta.

Foram abatidas em pleno voo do golpe e das reformas. Agora desatinaram, dão encontrões uns nos outros, não sabem mais onde bater panelas. Talvez nas próprias cabeças sob risco de furos de onde corram fezes. Defendem-se sem armas.

Grande Joesley, lateral-direito (claro, só poderia, não tem pé esquerdo), mas que defende e vai pro ataque.

O Barcelona procura um para substituir Dani Alves, hoje na Juventus. Como dizem os italianos: raccomando, conta di me.

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