Kennedy Alencar e as indicações políticas


Nomeação técnica não é panaceia para estatais

BrasíliaApós recomendações e alertas do Banco Central e do Ministério Público, o presidente Michel Temer decidiu afastar quatro vice-presidentes da Caixa Econômica Federal pelo prazo de 15 dias, a fim de que deem explicações sobre acusações de irregularidades.
Ao mesmo tempo, auxiliares do presidente afirmam que ele abrirá mão de indicar os vice-presidentes da Caixa e repassará essa atribuição ao Conselho de Administração do banco.
Essa última decisão pode ajudar a combater irregularidades indiretamente, porque cria mais um filtro contra indicações políticas interessadas em obter vantagens indevidas no banco. No entanto, não resolve o problema da corrupção.
Basta lembrar que, na Petrobras, é o Conselho de Administração que indica os diretores. Nas investigações da Lava Jato, todos os diretores acusados de corrupção eram funcionários de carreira _aliás, de longa carreira em áreas técnicas.
Escolher funcionários de carreira não é garantia de lisura se o apadrinhamento político interessado na corrupção continuar a prevalecer. Um político ser indicado para diretor da Petrobras ou vice-presidente da Caixa não é necessariamente pior do que nomear um técnico.
A solução é melhorar as regras de governança. Tornar os processos decisórios mais transparentes. Tomar decisões de forma colegiada na maioria dos casos. Reforçar controles internos e externos.
O problema não está na política. Está na intenção de políticos e partidos que desejam apadrinhar técnicos ou políticos para obter vantagens indevidas nas empresas estatais.
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