Artigo do dia


O mundo começa a perceber, mais rapidamente do que eu previa, a profundidade do abismo em que nos meteram os eleitores de Bolsonaro.
Até no futebol, e num torneio organizado regionalmente por uma entidade carcomida pela corrupção como a Conmebol, sobressai a proatividade do fanfarrão tosco que ocupa a Presidência brasileira.

Os argentinos estão repletos de razão: o jogo do Mineirão era uma disputa em campo alheio à política e há ritos e solenidades próprias às disputas esportivas.

Não cabia, ali, uma hiperexposição ególatra do asno-presidente. Ele foi vaiado pela maior parte dos presentes, mas como sempre faz, dobrou a aposta e decidiu descer ao gramado no intervalo.

Voltou a ser vaiado, contudo maquiou a derrota pessoal com a imagem de destemido. Na verdade, quando girou sobre a cabeça uma canga que imitava a bandeira brasileira parecia uma velha louca e em transe imolando-se no xale da pomba-gira.

Bolsonaro age de forma estudada e destinada a conservar o terço da população que o apoia com fanatismo. Outro terço o odeia com a força de todos os órgãos, neurônios e líquidos do corpo.

Integro esta parcela. Jair Bolsonaro, seus filhos, seus asseclas e seus puxa-sacos compõe que há de mais desprezível e obtuso nos seres humanos. Os restantes 40% dos eleitores brasileiros aptos a votar, que por atos e omissões nas eleições de 2018 deram a vitória a esse ser energúmeno, decidiram nos lançar no abismo em que ora nos encontramos e serão relevantes demais para nos resgatar dele.

Nem todos os eleitores desse personagem desqualificado são cretinos patológicos ou transitórios. Mas todos os cretinos patológicos e transitórios que conheço votaram nele.

Cabe-nos agora expor diariamente os constrangimentos, as contradições, a escalada rumo ao autoritarismo autocrático que ele está trilhando para evitarmos o prolongamento do desastre na vida brasileira.

Camaradas, sob o bolsonarismo viramos um país grotesco.
Luis Costa Pinto

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