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Artigo do dia

Queria ver a cara do Deltan Dallagnol (DD) e da procuradora fraquinha. Apenas eles?
É coisa de “mano”. Triste, vulgar, mesquinho, verdadeira baixaria, coisa de arruaceiros. Olha! Eu de novo fazendo o jornalismo que mais critico – jornalismo adjetivado – se é que isso existe, e se é que eu estou fazendo jornalismo. Não dá para fugir das adjetivações, pois é coisa de bandido, gente chula, trapaceiros, coisa que brota do submundo-crime, estelionatários, traficantes, quadrilheiros. Crime sob auspícios de orações, correntes de fé, bravatas moralistas, pseudo-legalidade, apoio midiático. Detalhe: tendo como pano de fundo, bandeira e hino nacional…
Há duas semanas, neste espaço, pincelei os esforços da civilização para atingir estágio mínimo de plano civilizatório, no qual fosse possível convivência pacífica entre os diferentes – não importando cor, origem, gênero, credo, tudo quanto mais torna cada ser possível diante de Si e no Ser coletivo. Isso aconteceu por meio duma ficção chamada Estado, cuja ideia, até em verbetes acadêmicos de redes sociais, contempla um mergulho em origens, formação, estrutura, organização, funcionamento e suas finalidades. É o Estado sistematizado por conhecimentos jurídicos, filosóficos, sociológicos, políticos, históricos, geográficos, antropológicos, econômicos e psicológicos.
Atingir o Bem Comum é missão do Estado. Isso se dá por meio de instituições, que têm “aura nobre própria”, sublime. É instrumento de materialização do sentimento dum povo. Por assim ser, declaro-me chocado com a baixaria na qual se converteram as instituições; sobretudo o Ministério Público Federal. Não necessariamente a instituição em si, mas… Figuras que o degeneram.
Quando assisti entrevistas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no cativeiro onde encontra-se sequestrado, senti o peso de sua afirmação ao dizer: “Não saio daqui sem ver essa farsa desmascarada. O delegado mentiu – disse Lula – o procurador mentiu, o juiz mentiu e os tribunais superiores não leram o processo”. E concluiu enfático: “Quero ver todos eles desmascarados”.
Não sei se era “bizú”, pressentimento, mero anseio ou sede de Justiça. O real é que a desmoralização dos moleques, fedelhos e velhotes oficiantes da “Farsa Jato” veio mais rápido que se imaginava. Com bolsos cheios ou não, a corja golpista impune vai entrar para a história como bandidos, pois o Direito Penal protege valores éticos, e não necessariamente patrimoniais, tipo: Roubou, não roubou!
Nas entrevistas de Lula, ficava olhando a cara dos policiais federais que o assistiam e me perguntava: ‘o que passa na cabeça dessa gente, ouvindo tudo isso?’. Vendo aquela cara de quem come três vezes por dia, com salário gordo assinado por Lula, naquelas instalações inauguradas por Lula, e a PF com o status dado por Lula, assistindo esse mesmo Lula dizendo verdades. O que passaria, passou ou passa na cabeça daqueles policiais?
Sempre chamei de Farsa Jato o que hoje se revela fraude. Hoje, mais do que nunca, gostaria de ver a cara de tacho do ex-juízeco e dos procuradores revendo suas tramoias divulgadas pelo The Intercept. Não tem preço e imagino-os a dizer: “É, pior é que eu disse mesmo, é verdade, eu disse, eu escrevi, foi exatamente isso… Putz! Que vacilão eu fui!”. Malandro é malandro mané é mané.
Posso imaginar as caras tontas dos tontos do MBL sendo tratados por tontos pelo marreco. Ah! E a cara do Randolfe com seu discurso hipócrita? Risível, não? Ver a cara dos vaidosos ministros do STF – investigados – pelos fedelhos da Farsa? (He! He! He!…). A cara dos juízes, procuradores, delegados… palestrantes remunerados à sorrelfa com direito à sonegação fiscal? Posso imaginar a cara de bandidos tentando esconder ganhos, cedendo informações privilegiadas, invadindo privacidades… E o conluio com mídia? Os “acordos” para entregar Lula, então…
“Olha, vem pra caixa você também! Você fica com metade do roubo e diz que o resto era pra Lula. Vai por mim, dá uma forcinha, mano. Pensa nisso, parsa… É nóis na fita!”. Quanto “Ah! – Há Hurru!”  não rolou nos subterrâneos e nos rituais macabros da destruição da Nação? E as tratativas para criar a crise – sem a qual o povo não aceitaria a derrubada de Dilma e a prisão de Lula?
Imagino a procuradora fraquinha tendo sua “capacidade” questionada pelo indigente Marreco de Maringá. Ah, Toffoli, Fux, Fachin, Gilmar, Barroso! O que estão achando disso? Queria ver vossas caras lendo o The Intercept e adjetivando os fedelhos da PF, MPF. Será que os trataria como filhos de mãe de juízes de futebol? Caras perplexas, a pensar: – É, não existe crime perfeito. Criminalistas dizem que cadáver que fala. Os sinais estão nas mensagens não apagadas, computadores abertos, via hacker de Araraquara ou Moscou.
Trambiques eleitorais, palestras para empresas investigadas, procuradores sugerindo que Moro protegia filho do Bozo. Ah! O marreco rejeitando a delação do Cunha, para não constranger Michel Temer… A proteção do celular de Eduardo Cunha pelo marreco não seria prevaricação? Juro! Queria ver a cara das esposas-laranja, da procuradora laranja…
A “fossa a jato” está aberta. O que passa na cabeça da corja farsa-jatista? Eles sabem que os diálogos são verdadeiros, que foram além da legalidade. O que passa na cabeça, de um ou outro que, de boa fé, acreditou mesmo que aquilo seria a redenção do Brasil?
E fico a pensar: o que fizeram com Hans Kelsen, Cesare Beccaria, Nelson Hungria, Rui Barbosa? O que fizeram com a obra de Luigi Ferrajoli, jurista citado entre dez a cada onze juízes, procuradores e delegados da PF? Que vergonha, não? Ver Ferrajoli assinando manifesto pró Lula… Susan Rose-Ackerman (“ídala” do DD Dinheirol) – desancando o fedelho classe média – verdadeira “aberração cognitiva” (Marilena Chaui). Enquanto isso, paus mandados da PF assistem o jogo sujo naquilo que, por burrice, maldade ou boa-fé anuiram. Pobre “fedelherais”!
Como bandidos quaisquer golpistas negam tudo. E aí, fico a imaginar… Se um processo sigiloso fosse subtraído da Justiça Federal e seu conteúdo fosse revelado. Haveria crime? Sim. Mas isso alteraria o conteúdo desse processo? Não. Mas, o melhor é dar foco ao roubo do processo e esquecer o conteúdo porco, capaz de jogar no lixo a biografia de todos, e desmascarar a eleição do Bozo.
Cá! Com meus botões! Vislumbro a cara de todos, sabendo que tudo é verdade, aquilo mesmo que negam como bandido qualquer, ainda que com desculpas sofisticadas, para enganar trouxas.
E o mais grave: ver a cara dos corregedores juízes, magistrados e delegados tramando como passar pano na pouca vergonha de todos os rábulas que, como quadrilheiros, se se organizaram para enganar a Nação. Arrrr!
Armando Rodrigues Coelho Neto

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