Sou antiraças
Não Sou apenas antiracistas, sou antiraças Não reconheço a raça Vermelha Amarela Branca Preta Azul ou qualquer outra cor com que queiram def...
Aceitar os fatos, por Marcos Coimbra
*Ibop - o jacaré abriu abriu a bocarra
Pig considera verdades todo ataque ao PT e desconstrução qualquer crítica a Aécio
Como sabemos pelos dados e números do Manchetômetro, a mídia brasileira não fez outra coisa nessa campanha eleitoral além de oposição ao nosso governo e ao PT. Nos dois primeiros dias do segundo turno, os noticiários e os âncoras só pioraram. São verdadeiros comitês eleitorais de Aécio. Os articulistas e colunistas dos jornais, com raras exceções, vestiram a camisa tucana ou antipetista e ponto final.
Leia mais>>>
É hora de campanha, não de avaliação
Passou o 1º turno, ontem, agora é hora de consolidar o apoio do cidadão eleitor que apoiou e votou na presidenta Dilma Rousseff no 1º turno contra tudo e contra todos. Menos do que contra os candidatos Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (coligação PSDB-DEM), o que mais se sobressai é que a maioria (a presidenta Dilma ganhou quase 42% dos votos) votou contra a posição da mídia, toda ela contra a candidata do PT e as posições do partido.
É hora, também, de chamar o voto de esquerda a partir de compromissos sociais e políticos históricos do PT com nosso projeto de desenvolvimento nacional apoiado na distribuição de renda, nos programas sociais, no mercado interno e na poupança nacional.
Apoiado, também, não se pode deixar de ressaltar, na defesa de nossa política externa soberana, da integração sul-americana, de uma política econômica que não se renda ao neoliberalismo e ao Estado mínimo, porque aí, nesse apoio e reeleição da presidenta, está a garantia de manutenção e ampliação das conquistas sociais, trabalhistas, da continuidade do aumento real do salário mínimo e dos benéficos da previdência.
Reeleger Dilma é dizer não ao recuo e ao retrocesso social
Além da manutenção de conquistas sociais como o Bolsa Família, o PróUni-FIES (financiamento de curso superior a estudantes), o programa Mais Médicos, o PRONATEC (escolas e curso técnicos) e o Minha Cada Minha Vida.
A hora, então é de apoiar a presidenta Dilma como reafirmação do apoio ao papel dos bancos públicos, do investimento publico que garanta em 1º lugar o emprego e a renda dos trabalhadores e que se oponha a banca e ao capital financeiro. Fazer campanha e reeleger Dilma é compromisso com as reformas política e tributária, com os avanços sociais na reforma agrária, na saúde e educação e na mobilidade urbana.
A hora, portanto, insistimos, é de chamar e convocar a juventude, para fazer avançar nosso governo na defesa de seu lazer e cultura. Hora de compromisso com a diferença e de repúdio à homofobia e ao racismo. Hora de se comprometer com uma mudança radical do país em suas políticas de segurança e penitenciária.
Para tanto é preciso diálogo e a reafirmação de compromissos programáticos
Um apoio e um ânimo cada vez maior na campanha que virão no 2º turno, com certeza, em cima e com base em compromissos programáticos e de abertura do governo para o diálogo e participação na elaboração das políticas públicas. Compromisso como o de mobilizar o país para avançar na reforma política com financiamento público das campanhas eleitorais, único caminho para por fim ao domínio do poder econômico nas eleições, o que hoje ocorre pelo financiamento privado.
Compromisso pela reforma tributária que realize a justiça social e federativa, viabilize os investimentos públicos e a estabilidade fiscal do país – e que o faça sem recessão, arrocho salarial, desemprego, diminuição da renda do trabalhador e desindustrialização do país. Que possibilite e dê as condições para uma revolução social, cultural e tecnológica no nosso Brasil.
É hora, também, de refazer o pacto produtivista e nacional entre os trabalhadores e os empresários que não se conformam com a rapina do capital financeiro; hora do mercado interno e da reindustrialização do país; hora de mais, cada vez mais amplos investimentos em educação e inovação; hora de se avançar nas concessões da infraestrutura e no pré-sal; em uma nova política urbana como a de São Paulo, que rompa com o atual modelo onde predomina a especulação imobiliária e a segregação social; hora de eleger a juventude como prioridade de governo e da sociedade.
É hora – e o momento nunca foi tão crucial quanto este – de chamar todas as forças democráticas, nacionalistas, populares para defender nosso legado e a reeleição da presidenta Dilma e do governo do PT. Para fazer avançar e aprofundar as mudanças e reformas que nossa juventude e sociedade reclamam, nossos empresários demandam e nosso povo aspira. Hora mais do que nunca, de garantir as conquistas dos últimos 12 anos. Hora de dizer não ao recuo, ao retrocesso, ao atraso, a volta aos fantasmas do passado.
Pedro Porfírio: Na primavera nem tudo são flores
Por enquanto é temerário comentar o produto das urnas deste dia 5 de outubro, cujas características mais protuberantes foram os conflitos ameaçadores: se tivemos algumas boas novas nas escolhas majoritárias (executivos e senadores) já parece incontestável que entre os deputados a nova turma é ainda pior do que a anterior, cujo maior emblema é o descarado Eduardo Cunha, patrocinador de expedientes nada republicanos, que ganhou um caminhão de votos. Quando o porta-voz da ditadura Jair Bolsonaro se faz o deputado federal mais votado do Estado do Rio com quase 500 mil votos temos de admitir que na primavera nem tudo são flores.
2º turno: Slogan da campanha da Presidente Dilma Roussef
Para Continuar Mudando a Vida das Pessoas
Sua opinião e sugestão de outro slogan deixe nos comentários
A velha política e sua força
Dilma: “o povo não quer quem governou apenas para um terço da população”
- “O povo não quer mais quem chamava os aposentados de vagabundos e agora tem fórmulas mágicas”, disse Dilma Rousseff (PT) em discurso emocionado, em Brasília. O ataque à candidatura de Aécio Neves (PSDB) foi direto: “o povo vai dizer que não quer os fantasmas do passado, com recessão, desemprego” e disse que o PSDB "governou apenas para um terço da população".
A presidente e candidata à reeleição iniciou sua fala homenageando e agradecendo. “A gente tem obrigação de agradecer, o eleitor, a eleitora, aquele anônimo, que saíram de suas casas e foram às urnas. Sinto-me como se dele, e aí me eu me sinto fortemente como se dele, eu tivesse recebido uma mensagem, um recado, simples, que eu devo seguir em frente, que eu devo continuar nesta luta junto de cada um desses eleitores, e eleitoras, para mudar o Brasil”, disse.
Dilma deixou espaço de destaque no seu discurso a Lula: “Faço questão de agradecer ao líder, amigo e companheiro Lula. Sem o presidente Lula eu não teria chegado aonde cheguei, de realizar meu sonho de ajudar a fazer um Brasil melhor. Como a gente dizia, durante a resistência: a luta continua. E eu quero repetir: a luta continua. Uma luta que, sem dúvida, será mais uma vez vitoriosa, porque é a luta do povo brasileiro”.
As homenagens foram estendidas ao vice-presidente Michel Temer, “que depois de ter sido um grande vice, se transformou num acansado e aguerrido militante, fervoroso, que andou o Brasil defendendo nosso projeto, nossas propostas e nosso governo”.
Agradeceu ao PT e aos partidos aliados, aos demais candidatos que fizeram campanha conjunta, levando o nome da presidente a cidades e estados, aos movimentos sociais e centrais sindicais, e à “militância guerreira do meu partido e dos partidos aliados, a quem eu reconheço o empenho em todos os cantos do meu país”.
Dilma lembrou que a eleição começou com uma "tragédia", que foi a morte de Eduardo Campos, que foi ministro no governo Lula. "Mas temos que seguir em frente", continuou a presidente.
A presidente afirmou que seu governo está baseado na "igualdade de oportunidades" e no "combate sem tréguas à corrupção". E mostrou estar confiante no segundo turno: "o principal é que o povo brasileiro anseia por mais avanços e vê no projeto que eu represento a mais legitima e confiável força de mudança”.
Afirmou que entendeu “o recado das ruas e das urnas” e que levará, se eleita para o seu segundo mandato, a reforma política como bandeira. "Temos absoluta certeza de que nós precisamos fazer a reforma política, a 'reforma das reformas'”. E completou: "o primeiro passo é mobilizar a população em um plebiscito popular”.
“Essa é a luta dos construtores de futuro, dos construtores de futuro, que não deixarão jamais o Brasil voltar para trás”, expressou a presidente.
O Povo, O voto soberano
Ricardo Noblat pede arrego
Josias de Souza: Liderança de Dilma expõe a inépcia da oposição
Contra esse pano de fundo turvo, Dilma Rousseff chega às urnas deste domingo (5) em situação de relativo conforto. Não recuperou toda a popularidade que as ruas lhe tomaram no ano passado. Mas observa à distância a briga de Marina Silva e Aécio Neves por uma vaga no segundo turno. Como explicar?
Pode-se invocar muita coisa como pretexto para a debilidade: o poder da máquina estatal, a conversão da política num ramo da publicidade, o descompromisso do marketing com a ética, a falta de discernimento de parte do eleitorado… Tudo isso ajuda a compor o quadro. Mas é preciso acrescentar à lista a mãe de todas as razões: a incompetência da oposição.
O PIB é medíocre. A inflação é incômoda. Os juros escorcham. Os investimentos evaporaram. O consumidor guarda um escorpião no bolso. Crescem o déficit externo e a dívida pública. A oposição faz o diagnóstico, mas evita aviar toda a receita. Diz-se que tiraria votos. Será que o pedaço mais lúcido do eleitorado não premiaria a sinceridade?
Dilma se aproveita da desconversa geral para instilar a suspeita de que seus antagonistas promoverão um arrocho. E ninguém se anima a dizer que bastaria realizar em 2015 um ajuste parecido com o que Lula implementou em 2003, primeiro ano do seu reinado. Contra o descalabro fiscal, um mínimo de austeridade. Qualquer dona de casa sabe do que se trata.
Na seara social, tudo o que a oposição conseguiu bolar depois de 12 anos de poder petista foi uma felicidade inciada com não: não vamos acabar com o Bolsa Família, não vamos interromper o Minha Casa…, não vamos bulir com o Prouni…” No discurso oposicionista, o Éden começa com a negação. E a plateia dos fundões do Brasil se pergunta: se é assim, por que mudar?
O eleitor parece propenso a [Não] oferecer o prazo de um segundo turno para que a oposição tente responder.
Paulo Moreira Leite: porque voto em Dilma
Artigo de Cesar Maia no Ex-blog
Leonardo Boff: porque eu voto em Dilma Roussef
Ceará eleição 2014: Tracking Ibop 25/09
Trancking do *Ibop realizado hoje teve o seguinte **resultado:
- Aílton Lopes (Psol) 1%
- Camilo Santana (PT) 48%
- Eunício Oliveira (PMDB) 48%
- Eliene Novaes (PSB) 4%
Lula: PiG é linha auxiliar contra o PT
Pedro Porfírio: Pesquisas e desempenho de Dilma já permitem sinalizar que ninguém vai chutar o pau da barraca
Em todas, Dilma Rousseff avança, embora sem estardalhaço, Marina Silva cai e Aécio Neves rodopia, confirmando o que escrevi há um mês quando da morte investigada de Eduardo Campos: a partir do novo quadro, com um personagem melhor ensaiado e seus balangandãs, o candidato aeroportuário teria de dar adeus às urnas com seus tiros de festim.