Homenagem a Dorival Caymmi (1914-2008)

A cor da saudade

Era uma vez uma menina que tinha como seu melhor amigo um pássaro encantado.
Ele era encantado por duas razões.
Primeiro, porque ele não vivia em gaiolas, vivia solto, vinha quando queria.
Segundo, porque sempre que voltava suas penas tinham cores diferentes, as cores dos lugares por onde tinha voado.

Certa vez voltou com penas imaculadamente brancas,
e ele contou estórias de montanhas cobertas de neve.
Outra vez suas penas estavam vermelhas, e ele contou estórias de desertos incendiados pelo sol.
Era grande a felicidade quando eles estavam juntos. Mas sempre chegava o momento quando o Pássaro dizia: "Tenho de partir."
A menina chorava e implorava:
"Por favor,não vá.Fico tão triste.Terei saudades.E vou chorar..."

"Eu também terei saudades", dizia o Pássaro "Eu também vou chorar. Mas vou lhe contar um segredo!
"Eu só sou encantado por causa da saudade.
É a tristeza da saudade que faz com que minhas penas fiquem bonitas.
Se eu não for, não haverá saudade. E eu deixarei de ser o pássaro encantado.
Você deixará de me amar."
E partiu...

A menina, sozinha, chorava.
E foi numa noite de saudade que ela teve uma idéia:
"Se o pássaro não puder partir,ele ficará.
Se ele ficar, seremos felizes para sempre.
E para ele não partir
basta que eu o prenda numa gaiola."
Assim aconteceu,
a menina comprou uma gaiola de prata, a mais linda.
Quando o pássaro voltou eles se abraçaram, ele contou estórias e adormeceu.

A menina, aproveitando-se do seu sono, o engaiolou.
Quando o pássaro acordou ele deu um grito de dor.
"Ah ! menina o que você fez?
Quebrou-se o encanto.
Minhas penas ficarão feias
e eu me esquecerei das estórias.
Sem a saudade o amor irá embora..."
A menina não acreditou.
Pensou que ele acabaria por acostumar.

Mas não foi isso que aconteceu.
Caíram as plumas e o penacho.
Os vermelhos, os verdes e os azuis das penas transformaram-se em um cinzento triste.
E veio o silêncio.Deixou de cantar. Também a menina se entristeceu.
Não era aquele o pássaro que ela amava.
E de noite chorava,
pensando naquilo que havia feito ao seu amigo...

Até que não mais agüentou.Abriu a porta da gaiola.
"Pode ir, pássaro", ela disse:
"Volte quando você quiser..."
"Obrigado, menina", disse o pássaro,
Irei e voltarei quando ficar encantado de novo.
E você sabe: Ficarei encantado de novo quando a saudade
voltar dentro de mim e dentro de você...

A cor da saudade


Era uma vez um menino que tinha como seu melhor amigo um pássaro encantado.
Ele era encantado por duas razões.
Primeiro, porque ele não vivia em gaiolas, vivia solto, vinha quando queria.
Segundo, porque sempre que voltava suas penas tinham cores diferentes, as cores dos lugares por onde tinha voado.

Certa vez voltou com penas imaculadamente brancas,
e ele contou estórias de montanhas cobertas de neve.
Outra vez suas penas estavam vermelhas, e ele contou estórias de desertos incendiados pelo sol.
Era grande a felicidade quando eles estavam juntos. Mas sempre chegava o momento quando o Pássaro dizia: "Tenho de partir."
O menino chorava e implorava:
"Por favor,não vá.Fico tão triste.Terei saudades.E vou chorar..."

"Eu também terei saudades", dizia o Pássaro "Eu também vou chorar. Mas vou lhe contar um segredo!
"Eu só sou encantado por causa da saudade.
É a tristeza da saudade que faz com que minhas penas fiquem bonitas.
Se eu não for, não haverá saudade. E eu deixarei de ser o pássaro encantado.
Você deixará de me amar."
E partiu...
O menino, sozinho, chorava.
E foi numa noite de saudade que ela teve uma idéia:
"Se o pássaro não puder partir,ele ficará.
Se ele ficar, seremos felizes para sempre.
E para ele não partir
basta que eu o prenda numa gaiola."
Assim aconteceu,
o menino comprou uma gaiola de prata, a mais linda.
Quando o pássaro voltou eles se abraçaram, ele contou estórias e adormeceu.

O menino, aproveitando-se do seu sono, o engaiolou.
Quando o pássaro acordou ele deu um grito de dor.
"Ah ! menino o que você fez?
Quebrou-se o encanto.
Minhas penas ficarão feias
e eu me esquecerei das estórias.
Sem a saudade o amor irá embora..."
A menina não acreditou.
Pensou que ele acabaria por acostumar.

Mas não foi isso que aconteceu.
Caíram as plumas e o penacho.
Os vermelhos, os verdes e os azuis das penas transformaram-se em um cinzento triste.
E veio o silêncio. Deixou de cantar. Também o menino se entristeceu.
Não era aquele o pássaro que ela amava.
E de noite chorava,
pensando naquilo que havia feito ao seu amigo...

Até que não mais agüentou.Abriu a porta da gaiola.
"Pode ir, pássaro", ele disse:
"Volte quando você quiser..."
"Obrigado, menino", disse o pássaro,
Irei e voltarei quando ficar encantado de novo.
E você sabe: Ficarei encantado de novo quando a saudade
voltar dentro de mim e dentro de você...

Quantas vezes em algum determinado momento, aprisionamos a quem amamos, pensando que estamos fazendo o melhor? Pense ...

Muitas das vezes deixar livre é uma forma singela de ver voltar...

QUE VOCÊ SAIBA DIRECIONAR O SEU AMOR DE FORMA A NÃO PRENDER ...MAS EM FORMA DE CONQUISTA !!

A cor da saudade


Era uma vez uma menina que tinha como seu melhor amigo um pássaro encantado.
Ele era encantado por duas razões.
Primeiro, porque ele não vivia em gaiolas, vivia solto, vinha quando queria.
Segundo, porque sempre que voltava suas penas tinham cores diferentes, as cores dos lugares por onde tinha voado.

Certa vez voltou com penas imaculadamente brancas,
e ele contou estórias de montanhas cobertas de neve.
Outra vez suas penas estavam vermelhas, e ele contou estórias de desertos incendiados pelo sol.
Era grande a felicidade quando eles estavam juntos. Mas sempre chegava o momento quando o Pássaro dizia: "Tenho de partir."
A menina chorava e implorava:
"Por favor,não vá.Fico tão triste.Terei saudades.E vou chorar..."

"Eu também terei saudades", dizia o Pássaro "Eu também vou chorar. Mas vou lhe contar um segredo!
"Eu só sou encantado por causa da saudade.
É a tristeza da saudade que faz com que minhas penas fiquem bonitas.
Se eu não for, não haverá saudade. E eu deixarei de ser o pássaro encantado.
Você deixará de me amar."
E partiu...

A menina, sozinha, chorava.
E foi numa noite de saudade que ela teve uma idéia:
"Se o pássaro não puder partir,ele ficará.
Se ele ficar, seremos felizes para sempre.
E para ele não partir
basta que eu o prenda numa gaiola."
Assim aconteceu,
a menina comprou uma gaiola de prata, a mais linda.
Quando o pássaro voltou eles se abraçaram, ele contou estórias e adormeceu.

A menina, aproveitando-se do seu sono, o engaiolou.
Quando o pássaro acordou ele deu um grito de dor.
"Ah ! menina o que você fez?
Quebrou-se o encanto.
Minhas penas ficarão feias
e eu me esquecerei das estórias.
Sem a saudade o amor irá embora..."
A menina não acreditou.
Pensou que ele acabaria por acostumar.

Mas não foi isso que aconteceu.
Caíram as plumas e o penacho.
Os vermelhos, os verdes e os azuis das penas transformaram-se em um cinzento triste.
E veio o silêncio.Deixou de cantar. Também a menina se entristeceu.
Não era aquele o pássaro que ela amava.
E de noite chorava,
pensando naquilo que havia feito ao seu amigo...

Até que não mais agüentou.Abriu a porta da gaiola.
"Pode ir, pássaro", ela disse:
"Volte quando você quiser..."
"Obrigado, menina", disse o pássaro,
Irei e voltarei quando ficar encantado de novo.
E você sabe: Ficarei encantado de novo quando a saudade
voltar dentro de mim e dentro de você...

Quantas vezes em algum determinado momento, aprisionamos a quem amamos, pensando que estamos fazendo o melhor? Pense ...

Muitas das vezes deixar livre é uma forma singela de ver voltar...

QUE VOCÊ SAIBA DIRECIONAR O SEU AMOR DE FORMA A NÃO PRENDER ... MAS EM FORMA DE CONQUISTA !!

Dorival Caymmi

O beijo da morte

FHC DEU O BEIJO DA MORTE NO GABEIRA?

Eu respeito o deputado Fernando Gabeira. Acho que ele tem idéias interessantes. É uma pessoa correta. Porém, infelizmente, se deixou "instrumentalizar" pela mídia corporativa brasileira.

Funciona assim: toda vez que você fala alguma coisa que agrada aos donos de jornais ou das emissoras de rádio e de televisão eles te dão espaço. Mas tudo o que você disser que não combina com o discurso deles é suprimido.

E foi assim que o deputado Gabeira se tornou um darling dos intelectuais do Leblon, que sonham com o Rio de Janeiro de quando os túneis não haviam sido abertos e os pobres eram mantidos para além do morro.

Beber chope, fumar maconha e ser "de esquerda" fazia parte da cultura da praia.

Hoje a sociedade carioca é muito mais complexa, assim como o Brasil.

Porém, os intelectuais do Leblon continuam tomados pelo pensamento afrikaner.

Eles acreditam naqueles que desprezaram as pesquisas do FGV e do IPEA dando conta do surgimento de uma nova classe média brasileira.

Ao desprezar a pesquisa, pelo simples fato de que era notícia positiva para o governo Lula, deixaram de considerar a realidade: o Brasil está mudando. Devagar, mas está.
E essas mudanças têm impacto eleitoral. Em vez de calibrar seu discurso político, tentam desconhecer a realidade.

É a cultura da auto-referência. Eles assistem a novela da Globo e acham que aquele lá é o Brasil.

Pior: deram os braços à elite francesa do Higienópolis e nosso grande intelectual, Fernando Henrique Cardoso, um homem do século 20 com idéias do século 20.

Fernando Henrique foi ao Rio fazer campanha por Gabeira.

Hoje o deputado aparece com 4% das intenções de voto, de acordo com pesquisa do IBOPE.

FHC pediu: "Esqueçam o que escrevi". Esquecemos.


Luiz Carlos azenha

Ibop - SP

Resultado da ultima pesquisa:

Marta Suplicy (PT) 50%
Geraldo Alckmin (PSDB) 25%
Gilberto Kassab (DEMO) 10%
Paulo Maluf (PP) 10%
Soninha (PPS) 2% (PPS)
Ivan Valente (Psol), Renato Reichmann (PMN), Levy Fidelix (PRTB), Anaí Caproni (PCO) e Ciro Moura (PTC) e Edmilson Costa (PCB) juntos somaram 3%.

A pesquisa não tem margem de erro.

Compare os resultados com a penultima pesquisa do Ibop