SERRA CAI MAIS QUE MANGA MADURA

Belém é uma das mais bonitas capitais brasileiras e a mais bela do Norte.
Belém é a capital das mangueiras, cujo fruto, a manga, quando madura, não se segura no pé – e cai.
E não há força que a segure.



As mangas que caem das frondosas mangueiras belemenses são um deleite para o paladar. Carnuda, de poupa doce e saudável, alimentam o corpo e o espírito poético dos paraenses.
É um espetáculo gostoso de se ver. As mangas invadem Belém.
Nas feiras, nas quitandas, nas barracas de pequenas vendas e nos hipermercados da cidade.
As mangueiras com suas mangas estão por toda parte.
Na luxuosa Braz de Aguiar e na Presidente Vargas... descendo por Nazaré.
De maneira que as mangas generosamente vão caindo e se despedindo de suas mães-mangueiras para alimentar os seus irmãos paraenses, maranhenses, cearenses. Porque Belém é a Casa do Pão que acolhe todos os brasileiros de todos os estados e rincões.



Belém é a cidade das mangueiras e das mangas que caem para a alegria de muitos.
Assim como o Serra e suas obras caem em São Paulo.



Só que as mangas caem para dar vida e alegria porque são alimentos.
Enquanto que as obras serristas ao caírem trazem dores e desalentos.
Serra não se satisfaz apenas com as quedas das suas obras: robanel, metrô, shopping center...
Ele se apraz também com as suas quedas nas pesquisas de opinião para o que ele jamais será na vida: Presidente da República.


A Dilma, penduraram um balaio aparentemente muito pesado nela. Ela não sobe. E sobe, mais muito pouquinho, devagarinho...
Mas o Serra. Esse é um verdadeiro artista. Na arte de cair em pesquisas.
Aí ele não cai simplesmente. Despenca. Desaba.
Que nem as mangas maduras...
Das mangueiras de Belém.
Da linda Belém do Pará.