O RESPEITO ÀS DIFERENÇAS FAZ A DIFERENÇA

A vaidade aliada à necessidade de chamar para si a atenção das massas tem sido a justificativa para que um grande número de pessoas digam e façam coisas desconexas, injustificadas e desprovidas de sentido.

Traduzindo: o mundo está até aqui, ó! de gente louca para aparecer diante dos holofotes.
Semana passada, um dos maiores astros da música mundial, o cantor e compositor britânico, Elton Jhon afirmou que Jesus era um gay superinteligente.
Superinteligente é quem faz uma descoberta dessas.Uma verdadeira pérola e um achado da Ciência.
Elton Jhon é gay assumido.
E um exemplo cristalino de quem quer ser notícia.
Elton Jhon disse também que Jesus era "piedoso", magnânimo e "compreendia os problemas humanos". Que coisa sensacional!
Dois mil anos após a sua morte, e se não fosse essa descoberta inominável do Elton Jhon, ninguém descobreria que Jesus Cristo era Jesus Cristo.
Jesus era generoso. Eu juro que fiquei sabendo disso agora...
O mundo está tomado de gays e o cara vai mexer logo com o Filho de Deus, o maior e mais importante personagem da História. Fazer o quê?


Quando alguém se fragiliza pelo desejo vil de virar manchete sai por aí fazendo ou dizendo qualquer coisa.
Mas, e que o Elton Jhon tem a ver com o título desta inútil crônica? Tudo.


É que Elton Jhon é diferente.Diferente no que se refere à sexualidade. Ele prefere gostar do igual.
Até as pedras sabem que a maioria não gosta de quem gosta do igual.
Os gays gostam.
E muita gente não gosta de gay.
O pior é que às vezes os que não gostam, fazem é gostar. E por gostarem tanto, usam, como subterfúgio e disfarce o ódio e a aversão para fugirem do julgamento impigido pela sociedade hipócrita.


São os homofóbicos – de homofobia
Homofóbico vem de (homo = “igual” + fobia do grego “medo”.
O homofóbico discrimina os que optam e se atraem pelo sexo idêntico.
Ser gay ou hetero é uma opção a ser feita.
Não convém a quem quer que seja julgar ninguém por sua orientação sexual.
É uma questão de respeito e transigência.
Ser tolerante, magnânimo e compreensivo, para usar as palavras do “sábio” Elton Jhon.
A coerência, a razão e a justiça recomendam que não julguemos os outros.
Não é coerente, razoável nem justo.
A homofobia, mas que um termo, revela um sentimento mesquinho que deveria envergonhar quem o alimenta.
Porém, condenar o preconceito e a discriminação contra homosexuais não significa apoiar as atitudes tresloucadas, às vezes, por estes cometidas e que os expõem constrangedoramente.
Sem falso moralismo, é tudo uma questão de auto-estima, de amor-próprio e de equilíbrio, sem exageros na dose.



Quem é gay pode – porém não deve – fazer o que quiser da sua vida.
E todos devem respeitá-lo na sua diferença.Isto é constitucional. O Estado deve promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade, ou quaisquer outras formas de discriminação.
O gay, não tem também, o direito de se auto-discriminar e de não zelar para se fazer merecedor do respeito que a Constituição da República lhe assegura.

Disso talvez o Elton Jhon não saiba.

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