Leonel Brizola e a " Privataria Tucana "



Na próxima segunda-feira, completam-se 90 anos do nascimento de Leonel Brizola.  Embora ele tenha vivido seus derradeiros anos como um crítico de Lula – não por suas ousadias, mas por suas concessões -  acho que tenho algum conhecimento de seu pensamento para dizer que, se tivesse visto os acontecimentos após 2004, data de sua morte, teria cambiado suas opiniões. E seria, certamente, não um áulico do petismo, mas um foco de pressão à esquerda na base governista, algo que muita falta nos faz hoje.
Porque Brizola dizia, com muita razão que “socialista é o povo, nós somos meros aprendizes”. E veria que estava surgindo, não como abstração como foi o Lula pré-presidência, mas como ele se tornou, à medida em que se dissolvia a aparente unanimidade do “Lula-lá” e começava-se a marcar, em relação ao Lula presidente, os campos evidentes da elite e do povão, do interesse nacional e da alienação das riquezas deste país.
Não sei se seria assim, é intuição e suposição de 20 anos de convívio diário.
Mas há algo que, sem sombra alguma, teria Brizola à frente: a oportunidade de lançar luz sobre as tenebrosas transações que envolveram a privatização do patrimônio público.
Era algo que o indignava, que o transtornava, que o revoltava.
A esta altura, ele estaria andando com o livro do Amaury Ribeiro Jr. pelo país.
Mas mirando acima de José Serra: em Fernando Henrique Cardoso.
PS. Na segunda-feira, 23, o aniversário de Brizola vai ser lembrado com o que de melhor ele nos deixou: suas ações corajosas e seus pensamentos sempre cortantes. Osvaldo Maneschy, Apio Gomes, Paulo Becker e Madalena Sapucaia lançam o livro “Leonel Brizola – A Legalidade e Outros Pensamentos Conclusivos”, às 18 horas, na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI)  – na Rua Araújo Porto Alegre 71, no Centro do Rio. Editada pela Nitpress, do também ex-colaborador de Brizola, Luiz Augusto Erthal, é uma coletânea de entrevistas e depoimentos do líder trabalhista, grande parte deles preservada pelas infinitas fitas de Maneschy e pelos imensos arquivos de Ápio Gomes. 
O prefácio do livro é de Paulo Henrique Amorim.

por Brizola Neto

Um comentário:

  1. O Brasil acrescentou, no ano passado, o maior número de acessos na telefonia móvel em 12 anos. Segundo a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), as 39,3 milhões de habilitações feitas em 2011 representam um crescimento de 19,6% em relação ao ano anterior.

    Isto nunca seria possível com empresas estatais de telefonia. As privatizações beneficiaram o povo brasileiro e prejudicaram os políticos corruptos que se beneficiaram delas.

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