A falsa moralidade da mídia, do mpf, do judiciário e a impunidade do capital, por Sérgio Medeiros

- Enquanto os jornalistas dos Marinho se indignam com as delações premiadas, se esquecem de denunciar a sociedade privada entre a Rede Globo e Odebrecht para privatizar a telefonia e cartelizar as obras da Petrobras acabando com licitações na empresa durante o governo FHC. Esse foi o início do Petrolão que agora revolta e surpreende os moralistas de puteiro da grande mídia. Hipócritas! - Joel Neto


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Em nome da moralidade(falsa) o Judiciário e o MPF, precipuamente, colocaram no poder a nata da corrupção no país, que esta destruindo todos os direitos sociais e trabalhistas - reforma da previdência, terceirização, reforma trabalhista -, e entregando de forma clara, todo o patrimônio nacional, notadamente da Petrobrás (a venda da Vale do Rio Doce, a preço de banana, chega a passar vergonha perto do que esta se fazendo com os ativos da Petrobrás).
A economia foi destruída, e ao contrário do que dizem os ilibados Procuradores, quem vai ocupar o lugar das empresas nacionais, não serão outras empresas nacionais puras, mas sim as corruptas empresas multinacionais, com seu vasto currículo de destruição e exploração, através da mais desenfreada corrupção possível que emerge das negociatas internacionais do grande capital rentista e mesmo do capital produtivo e exploratório.
Da mesma forma, a destruição de toda classe política, não importando se culpados ou não, coloca todos em pé de igualdade, e abre espaço para a continuidade do sistema.
Isso por um singelo motivo, não é explicitado qual é a causa da corrupção, que, certamente não são os políticos, estes são o resultado de um sistema econômico que, de todas maneiras, através das grandes empresas e a custa de rios de dinheiro, elege, eleição após eleição, seus prepostos, e desta forma, por via indireta (travestida de democracia) se apropria do Estado e o usa para seus interesses pessoais.
Toda a corrupção sistêmica mostrada, tem uma única origem, o dinheiro da iniciativa privada – que se espraia, via grande mídia, via representantes prepostos de seus interesses, via cooptação do aparato estatal,  judiciário e ministério público – oriundo  de grandes empresas, que buscam apenas o lucro pessoal em detrimento do Estado Brasileiro.
Isso sim é sistêmico – a chamada privatização do estado (que melhor definida seria, a iniciativa privada, de privada só tem o nome, é sócia do Estado (que assume eventual prejuízo e é subtraído de todo direito no caso de eventual lucro)) - , e isto não é privilégio das empresas nacionais, mas sim importação do modus operandi, das grandes empresas multinacionais.
Assim, desta grande  imprensa, que nada mais é do que o porta voz do capital internacional improdutivo - rentista (grandes bancos e conglomerados de investimentos), podemos apenas esperar que, de seu modo costumeiro de agir, que estimule o bordão que tudo deve mudar, mas, manipule a realidade, de tal modo, que a forma de dominação continue a mesma.
A Globo, a Folha de SP, o Estadão, nunca foram imprensa “livre”, são meros porta-vozes do sistema que domina e corrompe o Estado Brasileiro desde sua estruturação inicial.
Portanto, não se espere que deste setor, venha a solução, pois é nele que esta o problema





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