Nunca desista, por Cláudia Bensimon

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Clara, minha filha. Este foi um dos homens mais importantes desse País.
Tem gente que ainda hoje não acha. Pior, destila ódio à simples menção ao nome Brizola. Mas a História está aí para provar que o menino pobre de Carazinho, uma cidade da qual provavelmente você nunca ouviu falar, tornou-se um gigante. Um verdadeiro homem público, aquele cujos propósitos sempre foram servir ao povo brasileiro. O pobre povo brasileiro.
Sim, pois embora tenha governado para todos, ele nunca compactuou com essa elite insensível e violenta que, hoje, como em tantas outras ocasiões sombrias, se avoluma e tenta nos corroer as esperanças e nos roubar o futuro. O seu futuro.
Foi ele que me fez conhecer de verdade e vibrar com a política. Foi com ele que reforcei minhas convicções e aprendi o que é democracia e justiça social. Na primeira vez em que pude exercer o meu direito a voto, usurpado pela ditadura cruel que se instalou no Brasil dos anos de 1960, foi nele que depositei minha esperança juvenil por dias melhores.
Nasci em 1962. Mas só pude me tornar cidadã plena desse país, e exercer o direito de escolher o meu governante, 20 anos depois.
A chegada de Brizola, com a anistia, e a sua candidatura ao governo do estado, poucos anos depois, foi tão marcante para mim que, naquele momento, em que eu já cursava o segundo ano de jornalismo, o meu grande sonho passou a ser participar, de alguma forma, daquela grande festa cívica: um governo genuinamente popular. E eis que a oportunidade surgiu
(Ah, os sonhos… como é bom tê-los. Melhor ainda realizá-los).
Aos 29 anos (se não me engano), a convite do meu amigo e parceiro de tantas jornadas Luciano Fruht, deixei uma iniciante e talvez promissora carreira no Jornal do Brasil, onde já assinava uma coluna e contava com a boa vontade de alguns leitores e dos meus chefes, para integrar o segundo governo de Leonel Brizola no Rio. Fui feliz, sem olhar para trás, sem ligar para salário, sem me importar com nada que não fosse a alegria e a oportunidade de integrar uma equipe que estava efetivamente interessada em lutar pelas causas populares, particularmente pela Educação (com E maiúsculo). Foi nessa ocasião que conheci outro cidadão gigante, com quem tive o privilégio e a honra de conviver, este mesmo que presta uma merecida homenagem ao velho Briza, com este vídeo que compartilho orgulhosamente com você, e que me inspirou a escrever estas palavras.
Hoje, no auge da minha maturidade, revejo essas imagens e me tomo de nostalgia (sem tristeza e sem esmorecer, pois aprendi a lição).
Aplaudi de perto cada conquista, chorei rios nas derrotas (como a das Diretas-Já). Mas as lições de Brizola estão aqui gravadas na minha alma. Isso ninguém me tira.
Nesse momento de tanta injustiça e de tanta desilusão com os rumos da política e do Brasil, eis aqui o exemplo de quem personificou tão bem o que se chama de “espírito público”, de quem nunca se dobrou diante dos poderosos, nunca desistiu da luta, defendeu a liberdade e, acima de tudo, zelou pelos brasileirinhos pobres, sem oportunidades e sem estudo, infelizmente maioria nesse Brasil tão desigual.
A lição que fica aqui é ( e escrevo isso para você com lágrimas nos olhos): Nunca desista. O improvável acontece. E, sim, é possível dobrar o “impossível”.
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