Renovação 2010


Kamila Fernandes 
Que o Governo Lula depende do PMDB para a sua “governabilidade”, ninguém duvida. Está aí a recente saga de Sarney nas páginas dos jornais para provar: cada vez que alguém do governo vai a público para defendê-lo, coloca no meio da conversa essa palavra “governabilidade”, “porque precisa do apoio do PMDB para equilibrar forças no Congresso”, onde o PT não tem sequer a maior bancada, e sobretudo no Senado, onde a “minoria com complexo de maioria” tem ainda mais poder. OK. Só que estamos chegando perto de uma eleição que coloca em jogo toda a Câmara dos Deputados e 2/3 do Senado, justamente a turma eleita naquela primeira eleição que o Lula ganhou, em 2002, ainda com PSDB e PFL (hoje DEM) com algum poder nos Estados. Com esse preâmbulo, pergunto, referindo-me especialmente aos acordos que tem sido discutidos no Ceará sobre 2010: para garantir a aliança com o PMDB e conseguir eleger Eunício Oliveira senador, como ele tanto quer, vale a pena para o Governo Federal entregar a outra vaga do Senado de mão beijada a Tasso Jereissati (PSDB), um de seus maiores opositores na Casa? 

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