Um PT unido reabre seu 4º Congresso

Pronunciamentos da presidenta Dilma Rousseff, do ex-presidente Lula e do presidente nacional do PT, deputado Rui Falcão (SP), abriram o 4º Congresso do PT que se realiza em Brasília neste fim de semana - a primeira etapa do encontro ocorreu no ano passado.

O partido, por seus dirigentes e líderes, mais uma vez se mostrou antenado com a realidade brasileira, defendendo as reformas política e administrativa fundamentais para o combate a corrupção, mais recursos para a Saúde (especialmente para o SUS) e a necessidade de o país fechar o seu processo de revisão histórica do período da ditadura militar com a aprovação da Comissão da Verdade e da Justiça.

"Estamos apoiando as medidas da presidenta Dilma de combate à corrupção. Portanto, não é a mídia ou a oposição que vai ditar para a gente como isso deve ser feito. Não queremos a demonização da política", frisou o presidente do PT, deputado Rui Falcão. Dirigindo-se à presidenta Dilma, Rui foi taxativo: "Seu governo tem e terá sempre o nosso total apoio". (leiam a íntegra de seu pronunciamento no post A reforma político-eleitoral é, sem dúvida, a mais urgente ).

Presidenta repudia intrigas que a contrapõem ao antecessor


A presidenta Dilma, por sua vez, repudiou publicamente as intrigas que procuram incompatibilizá-la com o antecessor, além de reafirmar os compromissos que vem viabilizando desde o início de sua gestão a 1º de janeiro desse ano.

"Eu vejo muitas vezes tentarem dizer na imprensa que eu, que me elegi presidente baseada na trajetória deste partido, no sucesso do governo do presidente Lula, tenho uma herança que não é bendita. Essa tentativa solerte, às vezes envergonhada e enciumada, tenta esconder uma das maiores conquistas dos últimos anos: nós mudamos a forma do Brasil se desenvolver", assinalou a chefe do governo.

"O povo brasileiro - assinalou a presidenta - é sério, não gosta do malfeito. Temos o compromisso republicano e inarredável de lutar contra a corrupção. É um compromisso ético. Os recursos são públicos e não privados. Repudio aqui o esquecimento de ações do governo Lula contra malfeitos".

A determinação de criar a Comissão da Verdade

Dois pontos do pronunciamento da chefe do Estado brasileiro, quando ela abordou a questão dos direitos humanos, merecem especial destaque: o primeiro, quando condenou a espetacularização das ações policiais que desrespeitam até a presunção da inocência nas investigações e prisões de envolvidos em denúncias de irregularidades; o segundo, quando reafirmou sua determinação de criar a Comissão da Verdade.

" Acredito na Justiça - ponderou - e acredito que a Justiça não se faz com caça às bruxas, nem com colocação de pessoas à execração pública. Ações espetaculares, geralmente expõem as pessoas e acabam com a presunção da inocência".

"Dizem que sou inepta para a política - prosseguiu -, mas tenho orgulho de ter feito política quando havia risco de ser morta ou presa". Referia-se à militância e a prisão que viveu no regime militar e sua disposição de ver o quanto antes a Comissão da Verdade e Justiça aprovada pelo Congresso Nacional.

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