Dilma: Nunca peguei dinheiro público e fiz aeroporto, deixando as chaves pra familiar meu cuidar

Questionada em entrevista coletiva hoje sábado (11), em Minas Gerais sobre se tinha medo de ser atacada por Aécio Neves no próximo debate na televisão, terça-feira (14) na Bandeirante.

A resposta:
“Ô meu querido, eu não temo nada sabe. Eu tenho uma vida limpa e além de eu ter uma vida limpa, eu tenho tolerância zero com a corrupção. Eu gostaria muito que alguém confrontasse o retrospecto da vida. E também tem outra coisa, eu não faço mau uso do dinheiro público, eu jamais desapropriei um pedaço da fazenda de algum familiar meu, jamais construí um aeroporto nessa fazenda e jamais peguei a chave desse aeroporto e entreguei para ser gerida por um familiar meu. Eu quero te dizer o seguinte, eu tenho uma prática de uso absolutamente correto dos recursos públicos e quem me conhece sabe que é assim, a regra é essa, não tem essa história de tentar explicar o inexplicável porque eu acho muito estranho, não é só uma questão de ser legal ou ilegal, não é moral”.

Mais uma vez, Dilma foi abordada sobre o vazamento de provas pela mídia tradicional envolvendo a Petrobras, desta vez, sobre o uso eleitoral do tema, advertido por Miguel Rossetto aqui no Muda Mais. A presidenta falou sobre o processo, sobre a necessidade de as provas serem divulgadas juntamente com a denúncia e recomendou cuidado com o “vazamento de dados”, afinal, as pessoas podem ser surpreendidas após as eleições, por descobrir que os denunciantes são os denunciados. “Vazamento seletivo durante campanha eleitoral tem uma característica eleitoreira”, advertiu.

“O que eu considero incorreto é que as provas e as denuncias não estão sendo encaminhadas direito nessa fase. Pra se divulgar, divulga-se tudo, nós vamos ver todos os envolvidos”, declarou. Para a presidenta, as denúncias que estão sendo alardeadas pela mídia tradicional não saem da Polícia Federal e mais uma vez ressaltou: “doa a quem doer, as pessoas têm que responder pelo que fazem, seja de que partido sejam, têm que explicar as coisas”. Mas ressaltou que não pode condenar ninguém sem provas, pois seria uma medida demagógica eleitoral e, por isso, requereu das autoridades competentes os dados sobre os envolvidos. “Eu demito quem tem culpa”, afirmou.

Dilma ainda lembrou que hoje não há aparelhamento da PF como ocorria no passado e recomendou aos jornalistas que verificassem quem foi o último diretor da PF no governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC). Mas, antecipou parte do trabalho, ao indicar que era um filiado ao PSDB. “O candidato adversário fala sempre em aparelhamento da máquina. Não há maior aparelhamento da máquina do que colocar um diretor-geral da PF um filiado de um partido político”. Ainda sobre aparelhamento, Dilma declarou que nunca foi presidente da Caixa Econômica Federal aos 25 anos de idade. “Eu, todos os cargos que tive, foram pelos meus méritos e não por indicação de ninguém”.

A presidenta ainda falou sobre saúde e o programa de governo para o próximo mandato, caso eleita, com destaque para o Mais Especialidades. Além disso, lembrou que o governo de Minas Gerais assinou um termo de ajustamento de gestão com Tribunal de Contas do Estado porque não cumpriu o mínimo constitucional e deixou um deficit de R$ 7,8 bilhões. “Então, qual é a credibilidade do meu adversário dizer que vai de fato investir em saúde se quando pôde não fez. A pergunta é: por que faria?”

Dilma ainda se disse estarrecida com o fato de o governo de Minas optar em deixar os municípios sem Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU) para não fazer a parceria com o governo federal. Apenas 28% do Estado tem cobertura, o que não é comum no Brasil. “A prova, ou a contraprova, é que o resto do Brasil investiu, porque senão nós não teríamos a cobertura de 150 milhões de pessoas na área do atendimento de urgência, que são todas as viaturas do SAMU e o sistema de central de reservas”, afirmou.



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