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Quem perdeu, quem ganhou, por Jorge Furtado


Vencedor ou Perdedor


Fernando Haddad sai gigante desta eleição. Mostrou que é muito maior que seu partido (PT). Espero que seja nosso próximo presidente, se tivermos eleições em 2022. Terá o meu voto, sempre. 
Guilherme Boulos cresceu muito, será um líder fundamental na defesa da democracia. Concordo com tudo que ele diz.

Ciro Gomes sai minúsculo, mostrou ser um sujeito desprezível. Votei e fiz campanha para ele no primeiro turno, acreditava que, com o forte sentimento anti-petista no país, havia muita chance da vitória da extrema-direita e, quanto a isto, eu estava certo. Mas estava errado em confiar em Ciro, não imaginei que ele poderia ser um sujeito sem caráter. Ciro encerrou sua carreira política para além do Ceará, é um dos principais culpados, por sua omissão, pela eleição de Bolsonaro.
O PT terá que ser reinventado ou não mais chegará ao poder. Mais uma vez, como em 2014, os líderes do PT pensaram no partido e não no país. São responsáveis, também, pela vitória da extrema direita. 
A imprensa brasileira marcha para a insignificância. Foi ignorada na campanha e, ao contrário de vários jornais estrangeiros, acovardou-se e lavou as mãos ante a escalada do fascismo. Principal reaponsável pelo anti-petismo doentio que elegeu a extrema-direita, terá que se rebaixar ainda mais para sobreviver, sem qualquer relevância.
Os partidos da direita tradicional, MDB e PSDB, viraram nanicos. A tão esperada renovação do congresso aconteceu: ficou muito pior.
Os jovens militantes, enchendo as ruas com sua alegria e fúria, são a esperança de um futuro melhor para o país.
A mídia alternativa, blogs, sites, grupos organizados, foram um respiro de democracia no ambiente sufocante desta campanha. Sem eles, estaríamos perdidos. O melhor a fazer agora é garantir que eles cresçam, apoiando e assinando os blogs e jornais alternativos.
O judiciário brasileiro está em frangalhos. Juízes venais, procuradores arrivistas, uma suprema corte humilhada e omissa, deixam os brasileiros órfãos de justiça.
Os artistas, que tomaram as ruas e mostraram a cara em defesa da democracia, terão nossa gratidão eterna.
A luta continua.


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