Prá desopilar

Esta é das boas, Nilma Freitas


Simpatia para prender a pessoa amada.
Coloque 1 kilo de maconha ou crack na mochila dela e ligue 190 denunciando.

Palavras são perfumarias

Não confio em nada do que as pessoas falam e confio em tudo do que as pessoas fazem.
Não confio no que as pessoas falam não porque desconfio de todo mundo e acho que estão sempre me enganando, mas porque conheço as limitações da palavra e tenho empatia com as vacilações da alma.
Não confio no que as pessoas falam porque as pessoas quase sempre não sabem o que querem e não sabem o que sentem.
Mesmo quando sabem, muitas vezes não conseguem articular verbalmente;
E, mesmo quando conseguiriam articular verbalmente, muitas vezes não ousam falar, porque têm vergonha, porque são fracas, porque querem agradar, porque pegaria mal, porque magoaria alguém.
* * *
Quem diz que ama brócolis mas nunca compra brocólis, nunca coloca brócolis no prato e, quando o prato vem com brócolis, não come…
Essa pessoa não ama brócolis.
Mas, apesar disso, nos nossos relacionamentos amorosos, inflados de amor e esperança, desesperados por acreditar e perdoar, invertemos essa regra e inventamos inúmeras explicações para o que está bem na nossa frente.
Preferimos mais nos agarrar a um “eu te amo” verbalmente articulado uma vez do que a mil gestos de abandono, desprezo, desinteresse, descompromisso ao longo de semanas e meses.
É o que nos faz humanos.
* * *
Na verdade, não é nem que não confio no que as pessoas falam: não me dou nem ao trabalho de ficar duvidando do discurso das pessoas.
É bem mais simples:
O que a gente fala não conta. Palavras são perfumaria pra encher o tempo e evitar o silêncio. 
O que conta é o que a gente faz.
Palavras são perfume para inibir o cheiro natural do silêncio e da ação

A cábula da Blablarina

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O resultado é:
a sustentabilidade prográmatica, sonhática e lunática de alguém que diz tudo que não significa nada.
do 

Coronel Lalado adopta a dupla Mari & Dudu

Maravilha!

Sempre defendi a dupla para enfrentar esta ginecocracia-chavista de paquete.

Por certo não devemos colocar todos os ovos em uma mesma rede, aquele playboy carioca só é papo firme no Leblon. A levecza do piano do Tamandatueí carece de significado fora de Pyratininga. Resta Geraldo que após dar a volta por cima, decretando o dia do ovo, actingiu de morte os mensaleiros que andam de ovo atravecsado.

Mas caro professor a família marcha com Deos pela liberdade, o que nos une é Deos e a liberdade nunca a lucta contra o homosexualismo, que sempre causará repulsa ao bom cristao, ou o exoptico evoluccionismo acteo e nagaccionista já que Deos criou Darwin. Portancto solicicto a volta de nosso antigo bordão. No macximo a incclusão da excpressão: ‘pela volta daNacçao aos dias Glorios

MENSAGEM DA PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF AOS SERVIDORES PÚBLICOS

Há 70 anos, o Brasil celebra, em 28 de outubro, o Dia do Servidor Público. Um dia dedicado a homenagear mulheres e homens que elegeram como opção profissional servir ao cidadão. Cada um de vocês, servidores públicos brasileiros, representa a face humana do Estado. Vocês são aqueles a quem os cidadãos recorrem quando precisam garantir o exercício de seus direitos.

Por isso, a existência de um Estado garantidor dos direitos de todos os cidadãos, ético e justo depende muito de vocês, servidores públicos. Em especial em um país de população e território imensos como o Brasil, em que os desafios ao desenvolvimento exigem muito trabalho para a sua superação. Como servidora e Presidenta, quero manifestar os meus mais sinceros agradecimentos a todos vocês que se dedicam à tarefa de prestar serviços públicos nos quais os cidadãos podem depositar cada vez mais confiança. Parabéns a todos os servidores públicos brasileiros!

Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil

Roberto Carlos e biografias não autorizadas

Se existem dois Robertos, nenhum tem nexo, nem concavo nem convexo
Há dois Robertos sobre o palco. Um deles foi à Justiça para arrancar das livrarias a biografia ‘Roberto Carlos em detalhes’, sob censura há seis anos e meio. O outro diz ser “a favor” do projeto de lei que autoriza a publicação de biografias não autorizadas. Juntos, esses dois Robertos não fazem sentido.
O segundo Roberto é recentíssimo. Foi ao ar no programa ‘Fantástico’, na noite deste domingo. Para que ele fizesse nexo, o primeiro Roberto, conhecido desde abril de 2007, teria que sair de cena. A entrevistadora Renata Vasconcellos tentou abrir a porta de saída:
— Você permitiria a biografia que foi feita a seu respeito há alguns anos?
Roberto, o primeiro, pensou por alguns segundos. E deu uma resposta que faz de Roberto, o segundo, um personagem desconexo:
— Isso tem que ser discutido.
Chama-se Paulo César de Araújo o autor do livro retirado das prateleiras. Que pecados teria cometido para merecer o banimento editorial? Imaginou-se que, ao se dispor a enfrentar o tema sob holofotes, Roberto 1º exporia suas razões em profundidade. Não foi o que sucedeu. Ele preferiu ziguezaguear ao redor do tema:
— O biógrafo também pesquisa uma história que está feita. Que está feita pelo biografado. Então, ele na verdade não cria uma história. Ele faz um trabalho e narra aquela história que não é dele. Que é do biografado. E a partir do que ele escreve, ele passa a ser dono da história. E isso não é certo.
— [Não é certo] por uma questão também comercial?, a repórter tentou entender.
Nesse ponto, Roberto 1º saiu-se com uma declaração que abre um mar de reticências que, de tão profundo, pode ser atravessado por uma formiga –com água na altura da canela:
— Por tudo, ele se limitou a dizer.
De repente, ganharam viço as indagações que Ruy Castro dirigiu à ministra Marta Suplicy (Cultura) na Feira do Livro de Frankfurt. Escritor refinado, Ruy também já foi vítima dos artigos do Código Civil que permitem aos famosos e aos seus parentes requerer a censura prévia de livros. “Eu perguntei [à ministra] se o biógrafo vai ter que pagar um dízimo ao biografado”, contou Ruy Castro dias atrás. “Pagar esse dízimo vai garantir nossa liberdade? Eu posso pagar um dízimo ao Roberto Carlos e falar da perna mecânica?”
Sempre se imaginou que o caso da perna, mencionado pelo jornalista Paulo César de Araújo na obra proibida, fosse o motivo da revolta de Roberto 1º. Curiosamente, ele negou essa versão. Revelou à plateia que vem aí uma novidade.
— Eu estou escrevendo a minha história. E informando muito mais a essas pessoas sobre a minha vida, sobre as minhas coisas, muito mais do que qualquer outra fonte.
Em vez de pagar dízimo a terceiros, o dono da perna mecânica como que reivindica o monopólio do culto à sua autoimagem:
— Pessoas têm dito que eu sou contra [a biografia] por causa do meu acidente, que foi contado, essa coisa toda. Não é isso, não. Eu, quando escrever meu livro, eu vou contar do meu acidente. Ninguém poderá contar do meu acidente melhor que eu. Ninguém poderá dizer aquilo que aconteceu com todos os detalhes que eu posso. Porque ninguém poderá dizer o que eu senti e o que eu passei. Desculpa a rima, porque isso aí só eu sei.
Roberto 1º tem todo o direito de escrever sobre si mesmo. Ele é dono da própria vida. Construiu uma biografia edificante. Mas isso não o torna dono da história. Tampouco o biógrafo, ao narrar “uma história que está feita”, vira proprietário dela. A história é um bem coletivo. E a privacidade de quem optou por viver na vitrine é um direito relativo. A vacina contra eventuais calúnias, difamações ou mentiras é o processo judicial, não a censura prévia.
— Quem escreveria a biografia do Roberto Carlos com as bênçãos do Rei?, quis saber a entrevistadora.
— Eu. Detalhes que, com certeza, não vão estar em outras biografias.
— Mas às vezes o biografado não quer contar tudo, né, Roberto?
— Sim, mas eu vou contar tudo que eu realmente acho que tem sentido de contar em relação àquilo que eu senti, que eu vivi.
Levando-se Roberto 1º ao pé da letra, confirma-se a suspeita de que toda tentativa de relato historiográfico, a começar pelo texto inaugural de Heródoto, o ‘pai da história’, é uma lenda. Só que muito mais mentirosa. O que salva o passado do esquecimento são as autobiografias.
Assim, nenhum brasileiro deve entrar em pânico se, ao folhear uma obra chapa-branca sobre a história da música popular brasileira e dos seus maiores ídolos, sentir uma sensação estranha. A sensação de um passageiro que viaja num avião sabendo que sua bagagem, com tudo o que possui, viaja em outro.
O direito à informação estaria mais garantido se Roberto 2º, aquele que se diz “a favor” das biografias não autorizadas, prevalecesse sobre o outro, que condiciona o fim da censura prévia à realização de “alguns ajustes”. O diabo é que Roberto 1º se nega a detalhar os “ajustes”.
— Que ajustes seriam esses?, perscrutou a repórter.
— Isso aí tem que se discutir. São muitas coisas. Tem que haver um equilíbrio e alguns ajustes para que essa lei não venha a prejudicar nem um lado, nem outro. Nem o lado do biografado, nem o lado do biógrafo. E que não fira a liberdade de expressão e o direito à privacidade.
Moral da “história”: em terra de cego, biógrafo que tem um olho foge do rei.
por Josias de Souza

Rede Hariovaldo Almeida Prado

Seguindo o exemplo dos demais homens bons, nosso sítio noticioso muito em breve passará a se chamar Rede Hariovaldo Almeida Prado, ao invés de Professor Hariovaldo Almeida Prado. Trata-se de uma mudança salutar, pertinente às nossas posições políticas aristocráticas, um investimento em nossa imagem que dará reforço singular à luta organizada contra o domínio das hostes bolchevistas em Brasília, através da colocação de alguém da nossa confiança como garantia de nossos negócios, visto que se aceitaram até um apedeuta por lá, não deve ser difícil.

Basta de postes do ex-usurpador de Garanhuns, vamos batalhar decisivamente para impor à gentalha alguém de nossa marca, para que possamos levar à cabo nossos projetos sem intermediários ou obstáculos políticos. Se não for possível a eleição de um homem de bem, vamos garantir pelo menos que um funcionário nosso consiga tal posição para a defesa de nosso interesses.