PT e a candidatura Dilma


A decisão de cassação de Kassab prefeito de SP poderá trazer reflexos à candidatura do PSDB e da base paulistana, e reforça a necessidade de se ventilar alternativas como a do candidato Aécio neves, pois do contrário, a candidata Dilma Roussef aclamada pelo PT já pode se considerar eleita no primeiro turno pela força representada pelo estadista Lula!

Simão Szklarowsky 
Caldas Novas - GO

O sorriso da Coroa

Quem viu Dilma no congresso

Do PT toda contente,

Trocando muitos abraços,

Sorrindo, mostrando os dentes,

Saiu dali com uma certeza:

O poder é uma beleza,

É coisa que alegra a gente. 



II

Era grande o entusiasmo

Naquela festa petista:

Tinha esquerda, tinha direita,

E até oportunista.

Na bancada da Bahia,

Vi uma turma que servia

À oligarquia carlista.


III

Dilma disse preferir

Crítica e contestação

À mudez da ditadura,

Esse regime do cão.

Porém, pelo que vi lá,

Quase ninguém vai sobrar

Pra fazer oposição.


IV

Dilminha paz e amor

Apresentou-se tão boa,

Tão alegre e tão gentil,

Parecia outra pessoa,

Que, ao invés de dar porrada,

Ficou foi dando risada

Ao ser chamada coroa.


V

"Coisa boa é ser coroa"

Disse ela bem faceira,

"Porque a pessoa jovem

Só pensa em fazer besteira.

Com rebeldia apressada

Vive a pregar luta armada,

Nem que seja de peixeira.


VI

Coroa pensa duas vezes

Antes de qualquer ação:

Em vez de assaltar bancos

E fazer revolução,

Faz é emprestar dinheiro

Para o pobre do banqueiro

Que vai salvar a Nação.


VII

Em lugar de dar emprego

Para o povo trabalhar,

O coroa é mais esperto,

Sabe a coisa organizar:

Pra ter eleitor cativo,

Dá bolsa a morto e a vivo,

Deixa no mesmo lugar.


VIII

O jovem é muito apressado

E vive com a bolsa lisa,

Caminhando em passeata,

Empesteando a camisa

De poeira e de suor

Na ladainha do PSOL

De Babá e Heloísa.


IX

Coroa sabe perdoar,

O jovem é muito tungão.

Agora mesmo nas ruas

Só se vê a confusão,

Na Federal , na Papuda,

De jovens malhando Arruda

Por causa do Demsalão?


X

Com pinta de candidata,

Dilminha se apresentou:

A boca cheia de batom,

Jeito de paz e amor,

E quase se banha em pranto

Quando viu ali num canto

Um seu antigo assessor.


XI

Mandou um beijo pra ele

E ele também chorou,

Queria se ajoelhar,

Mas alguém o segurou,

Na mesma hora esqueceu

Os gritos que ela lhe de

E a carreira que levou.


XII

Dilma a todos conquistou,

Digo com toda certeza:

De Zé Dirceu a Geddel,

Do plebeu à realeza.

E, para a coisa melhorar,

Só falta ela conquistar

O Miguezim de Princesa!

Oh hora aperreada

Bem que o PiG(*) tentou

Frase do dia

FHC/PSDB rendeu-se a Roberto Campos. Lula/PT rendeu-se a Leonel Brizola.

A nova oposição

O que podemos observar depois do lançamento oficial da candidatura Dilma é que Serra, PSDB, DEM e PPS já era. Melhor, já foram, já deram o que tinham de dar.

Durante o governo da Muié sequer oposição verdadeira serão.

A nova oposição sairá basicamente da base aliada do governo Lula ( Ciro, PSB e PDT, Aécio Neves com um novo partido).

Anotem.

O DISCURSO DE DILMA ROUSSEFF: UMA OBRA DE ARTE

Dilma Rousseff é oficialmente a pré-candidata do PT à Presidência da República.
A largada para a vitória de Dilma foi dada neste sábado com o encerramento do 4º Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores.
A ministra e futura Presidente do Brasil discursou.
Na verdade, Dilma declamou um poma.
Poema que apaixona e arrebata seguidores e eleitores que amam quem a inspirou.
Poema musicalizado, concerto cuja tradução foi cantada em coro pela mutidão: “o povo, o povo, o povo decidiu: agora é a Dilma Presidente do Brasil”.
O discurso da futura presidente não é nada senão isso: uma peça literária cujo roteiro conduz à descoberta de uma nova fase da história que ganhará sentido a partir de janeiro de 2011.
Não tem, todavia, um objeto simbólico mas conceitua a mulher como protagonista da política nacional.


Antes tínhamos as Judite, Ester, Raquel, Rebeca, Micol, Betsabéia, Tamar e Joana D’Arc.
Sem esquecermos Afrodite. E Maria. Tantas marias, aliás.
A este seleto grupo de inominável esterpe mulheril junta-se agora, a nossa Dilma. Dlma Rousseff.
Seu discurso é a representação de um poema sobre telas.
Para compor um quadro emoldurado.
Que não passará despercebido à nossa percepção como um artefato decorativo, mas decorará o ambiente interno da alma politizada.


O discurso de Dilma é, na verdade, uma pintura que expõe as cores e nuances em verde e amarelo da mais acabada obra da política brasileira.
Dilma fez o incomum sem eximir-se da praticidade.
Dilma tem nas papavras a plasticidade, a leveza e sensibilidade da alma feminina que encanta e cativa.
E tem a extrardinária faculdade que possibilita nos tocar o coração.
Porque expressa a voz do coração.
Confunde e exaspera o PIG incauto.

Dilma Rousseff representa hoje, tudo o que de melhor e excepcionalmente Lula deixa de herança para o País.

Seu discurso, uma sinfonia de doces e harmiosos acordes de tons políticos, nos aponta para um Brasil ainda mais justo socialmente, com mais riqueza e distribuição de renda.
Um Brasil que Lula começou a reconstruir há quase oito anos.
Um Brasil para todos os brasileiros.

FHC/PSDB a urubuzada crises e 2010


Leiam:


A urubuzada
e comparem com o texto abaixo escrito pelo Elio Gaspari:


“O tucanato parece disposto a organizar um comitê pela eleição de Dilma Rousseff. Só isso explica que insista em profetizar catástrofes.

No dia 5 passado, o deputado Luiz Paulo Vellozo Lucas, presidente do Instituto Teotônio Vilela, advertiu para o risco de uma crise de inadimplência na economia, provocada pelos altos custos financeiros do crédito das famílias.

Segundo o noticiário do partido, 'os especialistas alertam que o aumento do desemprego no país pode levar a uma onda de calotes'.

É a teologia da urucubaca, que teve em Lula seu grande devoto quando, durante a campanha de 1998, disse que 'como Deus é grande, e ainda não foi privatizado, o desemprego subiu'. (Um mês depois, Deus negou-lhe o emprego que pedia.)

A realidade não ajudou os tucanos. Em janeiro deste ano foram criados 181.419 empregos, um recorde na série estatística iniciada em 1992.

Uma coisa é a discussão da festa da banca, bem outra é a urucubaca de uma crise decorrente da expansão de crédito.

Quando um cidadão paga uma prestação de R$ 100, na média, só R$ 70 referem-se à mercadoria que adquiriu, mas isso não significa que a patuleia irá ao calote porque não pode pagar o que comprou.

Entre 2003 e hoje, o crédito das famílias praticamente dobrou. Compraram-se carros e trocaram-se fogões, equipamentos que identificam uma nova classe média.

Se há brasileiros satisfeitos porque compraram bens que estavam fora do seu alcance, essa é a boa notícia. (Imagina esquentar o jantar no fogão, como acontecia antes da chegada do forno de micro-ondas com sua prestação de R$ 33.)

Em setembro de 2007, um ano antes da crise da banca, a taxa de calotes estava em 7,3%, um índice razoável. Em junho do ano passado a porcentagem subiu para 8,6%. Hoje está em 7,8%.

A crítica de Vellozo Lucas aos custos financeiros dos empréstimos pode sinalizar o início de um novo PSDB. Finalmente, José Serra prevaleceria sobre a ekipekonômica de Fernando Henrique Cardoso.

Se, e quando, isso acontecer, em vez de associar a expansão do crédito ao fim do mundo, o tucanato descobrirá que pode defender menos juros para o andar de cima e mais bem-estar para o de baixo".