Novo comentário em 2 Brasis.

Resposta do Laguardia a um comentário do Danilo sobre a "2 Brasis": 

Danilo.

Não, não concordo e te digo porque:

1. Há alguns anos atrás a qualidade da educação pública era 1000 vezes melhor. Estudar em escola pública aqui em Belo Horizonte, como no Colégio Estadual onde Dilma Rousseff estudou era garantia de se passar no vestibular.

2. Estudar no grupo escolar Pandiá Clógeras (que fica perto da assembleia legislativa em Belo Horizonte) era estudar no melhor grupo escolar do estado.

3. O aposentado recebia de acordo com a sua contribuição e não via o seu benefício ser reduzido em termos de salário mínimo como hoje.

4. Era seguro andar a noite no centro da cidade de Belo Horizonte ou em qualquer outro lugar da cidade.

5. O transporte público era bem melhor. Podia-se ir sentado no onibus para o trabalho.

6. Uma formação universitária significava emprego certo numa grande empresa com salários bons. As empresas recrutavam dentro das universidades nos últimos anos do curso.

7. A situação piorou na época de Sarney com inflação alta que chegou a 83% num único mês, coisa que hoje é difícil para uma pessoa que não viveu aquela época imaginar.

8. Com o plano real em 1994 as coisas começaram a melhorar. O salário não perdia metade do valor para a inflação do início para o fim do mês.

9. Não pagávamos mais do que 20% de imposto sobre nossos salários, e tinhamos ensino público de boa qualidade, não se falava em plano de saúde como Unimed etc, porque não era necessário.

10. Os juros não eram tão altos e podia-se financiar uma moradia pelo BNH. Meu pai nunca conseguiu comprar uma casa própria, eu, com financiamento do BNH comprei meu apartamento que paguei em 20 anos.

Só quem não viveu aquela época pode pensar que o Brasil hoje está melhor. Não está. 


A conspiração das elites


por Carlos Chagas
                                               
De vez em quando é bom  mergulhar no passado, quando nada para  não  repetir erros, porque se não nos  diz o que fazer, o passado sempre nos dirá o que evitar.


                                               Logo se completarão 50 anos de um período onde vivia o Brasil crise iminente. Depois da entusiástica reação nacional ao golpe, em 1961, liderada por Leonel Brizola, entramos em 1964 sob a égide da conflagração. O então presidente João Goulart tivera assegurada sua posse e governava, por força da resistência do cunhado, governador do Rio Grande do Sul e logo depois o deputado federal mais votado da história do país, eleito pela Guanabara. O problema estava na permanência ativa das forças que tentaram rasgar a Constituição e permaneciam no mesmo objetivo. Uns pela humilhação da derrota, outros por interesse, estes ingênuos, aqueles infensos a quaisquer reformas sociais – todos se vinham fortalecendo sob a perigosa tolerância de Goulart. Conspirações germinavam em variados setores sob a batuta de um organismo central, o IPES, singelo Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais, mas, na verdade, um milionário centro de desestabilização do governo trabalhista, erigido em cima de milhões de dólares. Sua chefia era exercida pelo general Golbery do Couto e Silva, na reserva, arregimentando políticos, governadores, prefeitos, militares das três armas, fazendeiros, empresários aos montes, classe média e até operários e estudantes. O polvo tinha diversos tentáculos, como o CCC (Comando de Caça aos Comunistas), MAC (Movimento Anticomunista), CAMDE (Campanha da Mulher pelas Democracia), IBAD (Instituto Brasileiro de Ação Democrática) e outros, muito bem subsidiados, que se encarregavam de agir nas ruas. 

                                               Claro que a maioria da imprensa dava ampla cobertura a essas diversas  atividades, sempre escondidas sob a fantasia da defesa da democracia “ameaçada pelas reformas de base pretendidas pelo governo comunista de João Goulart”. Publicidade e dinheiro vivo era o que não faltava, além, é claro, das inclinações pessoais dos barões da mídia. 

                                               Do outro lado, organizavam-se as forças que imaginavam estar o Brasil marchando  para o socialismo. O CGT (Comando Geral dos Trabalhadores), a Frente Nacionalista, o Grupo dos Onze, as Ligas Camponesas e outros.

                                               Depois da ridícula experiência parlamentarista o presidente retomara, através de um plebiscito, a plenitude de seus poderes. Diante da  resistência do Congresso em votar  as reformas, Jango decidiu promovê-las “na marra”. Abria perigosamente o leque, ao invés de realizá-las de per si, uma por uma. Ao mesmo tempo, pregava a reforma agrária, pela desapropriação de terras por títulos da dívida pública;  a reforma bancária, com a estatização do sistema financeiro;  a reforma educacional, com o fim do ensino privado;  a reforma urbana, através da proibição de os proprietários manterem casas e apartamentos fechados, sem alugar;  a reforma na saúde, pela criação de um laboratório estatal capaz de produzir remédios a preços baratos; a reforma da remessa de lucros, limitando o fluxo de dólares que as multinacionais enviavam às suas matrizes; a reforma das empresas, impondo a participação dos empregados no lucro  dos patrões e a co-gestão;  a reforma eleitoral, concedendo o direito de voto aos analfabetos, aos soldados  e cabos.  Entre outras.

                                               Contava-se, como piada, haver um túnel secreto ligando as instalações do IPES à embaixada dos Estados Unidos, no Rio. Verdade ou mentira,  os americanos estavam enfiados até o pescoço  na conspiração,  por meio do embaixador Lincoln Gordon e do adido militar, coronel Wernon Walters, antigo oficial de ligação do Exército americano com  a Força Expedicionária Brasileira, na Itália. Linguista exímio, sabendo falar até mesmo o português do Brasil e o de Portugal, em separado, tornara-se amigo dos majores e coronéis que lutaram na Itália, agora  generais importantes. E em grande parte, conspiradores.

                                               A estratégia inicial era impedir as reformas de base  e deixar o governo Goulart exaurir-se, desmoralizado, até o final do mandato. Tudo mudou quando o presidente se deixou envolver por outra reforma, a militar. Partindo de um inexplicável artigo da Constituição que limitava a possibilidade de os sargentos se candidatarem a postos eletivos, bem como das dificuldades antepostas pela Marinha para a organização sindical dos subalternos, tudo transbordou. Pregava-se a quebra da hierarquia entre os militares.  Acusada de estar criando um soviete, a Associação dos Marinheiros e Fuzileiros rebelou-se, instalando-se na sede do sindicato dos Metalúrgicos. Mais de mil marinheiros e fuzileiros recusaram-se a voltar aos seus navios e quartéis, tendo o governo preferido a conciliação em vez da punição. A ironia estava em que o chefe da revolta, o cabo Anselmo, o mais inflamado dos insurrectos, era um agente provocador a serviço do golpe. Quanto mais gasolina no fogo,  melhor. 

                                            Juntava-se a isso a decisão de Goulart de realizar monumentais comícios populares, onde assinaria, por decreto, as reformas negadas pelos  deputados e senadores.  Só fez um, a 13 de março, sexta-feira, no Rio, quando desapropriou terras ao longo das rodovias e ferrovias federais,  encampando também  as refinarias particulares de petróleo. Naquela noite, na Central do Brasil, e ironicamente diante do prédio do ministério da Guerra, discursaram revolucionáriamente os principais líderes  de esquerda: José Serra, presidente da União Nacional dos Estudantes, Dante Pelacani, dirigente  do CGT, Miguel Arraes, governador de Pernambuco, Leonel Brizola, deputado federal, e outros. Cada orador sentia  a necessidade de ir além do que pregara o antecessor. Quando chegou a vez do presidente Goulart, não lhe restou alternativa senão superar os companheiros. Fez um discurso que os historiadores precisam resgatar. Uma espécie de grito de revolta diante das elites, a pregação da independência para os   humildes e os explorados. O desfecho estava próximo, demonstrando que, do lado de cá do planeta, enquanto a esquerda faz barulho, a direita age.  (continua amanhã)

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8 anos do Facebook

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A essência permane
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De onde sai os políticos safados

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MundiArt no Ceará

Fortaleza sedia a Feira Internacional de Artesanato – MundiaArt entre os dias 3 a 12 de fevereiro, no centro de Negócios do SEBRAE - Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas -.
Com objetivo mostrar e valorizar a diversidade, criatividade e originalidade dos artesãos do Ceará e do mundo, o evento contará com 80 expositores, e mais de mil peças a venda nos estandes. Na programação, os visitantes poderão ainda contar com workshops e apresentações artísticas típicas dos países representados na feira. A Mundial Art é coordenada pela Associação do Bem Estar dos Artesãos Cearenses.
Entre móveis de diversos países, peças de decoração, esculturas, pinturas, tecidos e artigos de moda, a feira contará com produtos que expressam a cultura e a arte de países como Marrocos, Palestina, Índia, Paquistão, Peru, Equador , Síria, Líbano, Itália, Espanha, África do Sul, Indonésia, Tailândia, Emirados Árabes, Boílivia, Ilha de Bali, Japão, China, Coréia e República Tcheca e Brasil.
Os 21 países serão representados pelos próprios artesãos das peças, que estarão presentes no evento apresentando sua criatividade e talento. Além da exposição e dos estandes da feira, haverá um espaço gastronômico com comidas regionais e, ainda, apresentação de dança do ventre com workshop nos dias 4 e 5 e de 8 a 11, a partir das 20h.
Mundial Art - Feira internacional de Artesanato
Local: Centro de Negócios do SEBRAE - Av. Monsenhor Tabosa, 777 Meireles -
Data: 03 a 12 de fevereiro 
Horário: 14 horas as 22 horas
Entrada: R$ 5
Apresentação artística do cantor gaúcho Beto Mayer
Datas: 03, 05, 06 10 e 12 de fevereiro 19h
Workshop dança do ventre. Professora Aisha Fahd 04 a 12 de fevereiro 20h
Escola de Capoeira Água de Beber. Professor Mestre Robério Ratto
Datas: 07 a 12 de fevereiro 12h
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Porque eu voto no PT

Quero distribuição de Renda. Se quisesse concentração de renda votava no DEM e PSDB.
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Violência e direitos humanos

- Eu não permito o controle de natalidade!
- Eu não dou amor e carinho!
- Eu não dou educação!
- Eu não dou emprego!
- E querem que eu resolva tudo sozinho?

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