Super-ladrões brasileiros armazenam em paraísos fiscais a quarta maior fortuna do mundo: R$ 1 tri

De uma coisa pode ter certeza, estes brasileiros estribados, são os mesmos que fazem campanha diariamente para pagar menos impostos. Corja!!!

O dinheiro não traz felicidade. Mas leva… Estudo divulgado neste domingo (22) revela que os super-ricos do Brasil armazenam em contas abertas em paraísos fiscais o equivalente a um terço do PIB nacional.
Os brasileiros respondem pela quarta maior fortuna do mundo depositada nesse tipo de conta bancária, a salvo de tributação. Deve-se o levantamento (The Price of Offshore Revisited) ao economista americano James Henry.
Ele cruzou dados do Banco de Compensações Internacionais, do FMI, do Banco Mundial e de governos nacionais. Verificou que os endinheirados do Brasil escondiam do fisco em paraísos fiscais cerca de US$ 520 bilhões em 2010. Em reais: mais de R$ 1 trilhão. Nessa época, o PIB brasileiro somava R$ 3,6 trilhões.
O trabalho perscrutou o movimento de fuga da riqueza de 139 países. Entre 1970 e 2010, os milionários dessas nações elevaram o montante depositado em paraísos fiscais de US$ $ 7,3 trilhões para US$ 9,3 trilhões. O autor do estudo classifica essa dinheirama de “um enorme buraco negro na economia mundial.”
O levantanento foi encomendado pela Tax Justice Network, organização que combate os paraísos fiscais. Diretor da entidade, John Christensen comentou: “As elites fazem muito barulho sobre os impostos cobrados delas, mas não gostam de pagar impostos.”
Acrescentou: “No caso do Brasil, quando vejo os ricos brasileiros reclamando de impostos, só posso crer que estejam blefando. Porque eles remetem dinheiro para paraísos fiscais há muito tempo.” Bingo.
por Josias de Souza

Artigo semanal de Marcos Coimbra


A força dos prefeitos
O debate sobre os efeitos da eleição municipal na política nacional tem tomado um rumo mais realista. Velhas ideias equivocadas estão sendo aposentadas.

Ainda existem aqueles que insistem em enxergar a escolha de prefeitos e vereadores como uma preliminar da eleição presidencial. São os que acham que nosso sistema político é igual ao americano e pensam que elas são equivalentes a uma coisa que existe por lá, as midterm elections, que acontecem a meio caminho entre as eleições presidenciais - para renovar parte do Congresso e dois terços dos governos estaduais, e que costumam antecipar os sentimentos do eleitorado em relação à sucessão na Casa Branca.
A analogia não faz sentido e nossa experiência desde a redemocratização o demonstra. A vitória de nenhum de nossos presidentes decorreu do desempenho de seu partido nas eleições locais anteriores.
Isso vale no atacado e no varejo. Ser o campeão na quantidade de prefeitos não quer dizer nada na hora de contar os votos para presidente. Que o diga o PMDB, que conquista esse troféu a todo ano e que, quando resolveu ter candidato próprio, amargou derrotas acachapantes.
Consciente de que de pouco adianta ter uma tonelada de prefeitos, desde 2002 se contenta com o papel de coadjuvante, fornecendo o vice a quem imagina que vai vencer (nem sempre acertando, mas com ótimo retorno). 
Tampouco é importante, do ponto de vista eleitoral, conquistar as grandes cidades ou a maior de todas. Ganhar ou perder a prefeitura de São Paulo é fundamental para quem lá atua, mas, na política nacional, é puramente simbólico. Quem duvidar que se lembre de 1996: Celso Pitta se sagrou prefeito, Maluf teve uma espetacular vitória e nada mudou na vida política brasileira.

A maioria dos analistas se deu conta que as eleições locais são decisivas por outra razão: nelas, os partidos melhoram ou pioram suas possibilidades de eleger representantes no Legislativo. Muito especialmente, o número de deputados que mandam para a Câmara em Brasília.
O tamanho das bancadas é o primeiro critério que determina o acesso dos partidos aos cargos de comando do Legislativo, desde a Presidência do Senado e da Câmara, à chefia de suas comissões importantes. Parlamentares eleitos por legendas pequenas só chegam aos postos relevantes se tiverem muito prestígio pessoal – e o apoio das maiores.
Leia a íntegra em A Força dos Prefeitos

Valorize as sardas

Quer aprender a maquiar peles com sardasSaiba como esconder ou valorizar as sardas, sem perder o efeito natural da pele.

 Letícia Spiller
Um dos segredo para tornar disfarças as sardas é investir em efeitos que chamem a atenção para os olhos ou boca. Como o ideal é deixar um efeito natural no rosto, as sombras cintilantes ou de cores iluminadas são uma boa pedida para os olhos. Letícia Spiller usou um blush alaranjado, batom nude e olhos iluminados.


Rose Assis - Massoterapia/Estetica e aromaterapia
Veja tutorial de maquiagem: valorize as sardas no meu Blog http://massoterapiaassis.blogspot.com.br
Fonte: http://corpoacorpo.uol.com.br

O lápis e a lição

O netinho olhava o avô escrevendo. De repente perguntou:

- O sinhô tá escrevendo uma istória sobre mim? O avô parou de escrever e respondeu:

- Sim. Estou escrevendo sobre você. No entanto, mais importante que a istória é o lápis que uso. Desejo que seja como ele quando crescer. 

- Mas, esse lápis é igual a todos os outros.

- Verdade. Porém, deve aprender as cinco qualidades que possui um simples lápis. Se você tive-las e conseguir mante-las estará sempre em paz consigo e com o mundo.

  • "Primeira qualidade: você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos. Esta mão nós chamamos de Deus, e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade".
  • "Segunda qualidade: de vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas lhe farão ser uma pessoa melhor".
  • "Terceira qualidade: o lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça".
  • "Quarta qualidade: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você".
  • "Finalmente, a quinta qualidade do lápis: ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida irá deixar traços, e procure ser consciente de cada ação".


O nada, por Luis Fernando Veríssimo


‘Nothing comes from nothing/nothing ever could..." (Nada vem do nada/nada poderia vir…)

A frase não é de nenhum físico ou filósofo. É do musical “A noviça rebelde” e seu autor é Richard Rodgers, que no caso, além da música, fez a letra, em vez do seu parceiro Oscar Hammerstein (se pode-se confiar no Google).
Rodgers, sem querer, tocou num ponto muito discutido entre as pessoas que se interessam pelo Universo e como ele ficou deste jeito.
Em todas as teorias sobre a criação e a expansão do Universo sempre se chega a um ponto em que ou você aceita que algo se criou do nada ou você abandona qualquer especulação cientifica e vai criar galinhas.
Hoje a própria hipótese de tudo ter começado com um Big Bang, que você e eu pensávamos que não era mais hipótese e sim uma verdade indiscutível, está sendo discutida. E o problema é o que fazer com o nada. O que havia antes do Grande Pum era o nada ou antes — só para complicar — não havia nem o nada?
Os físicos dizem que o próprio tempo começou com o estouro inaugural que formou o Universo em segundos e portanto não faz sentido falar-se em “antes”. Mas se antes não havia nem antes havia um nada absoluto, do qual, desmentindo o Richard Rodgers, criou-se o Universo. Houve um tempo em que pensar muito sobre tudo isso chamava-se “puxar angústia”.
A descoberta do tal bóson de Higgs foi um feito extraordinário da física. Intuíram a sua existência, concluíram que ele precisava existir mesmo que nunca o tivessem visto, foram atrás e o encontraram. Chegou-se mais perto da chamada teoria unificada do Universo que já era o sonho do Einstein — agora só restam umas duzentas perguntas para serem respondidas. E o nada continuará incomodando.
A mãe do Woody Allen, num dos seus filmes semiautobiograficos, impacienta-se com a preocupação excessiva do menino com o Universo e pergunta: “O que você tem a ver com o Universo?”
Muita gente prefere fazer como aquele inglês que passa por um campo de batalha sem se abaixar ou tomar qualquer outra precaução com as balas que voam ao seu redor, pois é um estrangeiro e a guerra não lhe diz respeito.
Não temos como nos precaver contra o que o Universo nos reserva, mas ele decididamente diz respeito a todos. Até criadores de galinhas...

Vejonline: Carlinhos Cachoeira chantageia Civita e Policarpo

Da série, o pau que dá em nordestino também dá em argentino

Veja desta semana não mostra que bicheiro ameaça revelar conversar suas com Chefão da Abril e Editor-Chefe da revista.

Um dos amigos mais próximos de Roberto Civita e Policarpo Jr, Reinaldo Azevedo, está há dois meses às voltas com uma missão: o jornalista foi encarregado de manter sob controle – e em silêncio – o empresário Carlos Augusto Ramos - o Carlinhos Cachoeira -. Reportagem não publicada em VEJA desta semana revela que, às vésperas da reconvocação a cpmi do pig, o contraventor está chantageando mais uma vez Civita e Policarpo.

Denunciado pelo procurador-geral da República como o operador do maior esquema de corrupção da história, Carlinhos Cachoeira responde por crimes cujas penas, somadas, podem chegar a 100 anos de prisão. Em maio, ele fez chegar à cúpula da Abril uma ameaça: estava decidido a procurar o Ministério Público para revelar detalhes de suas conversas com Roberto Civita e Policarpo Jr. O Chefão da Veja nega a existência de qualquer vínculo entre ele e o operador do esquema Pig.

Reinaldo Azevedo, hoje cão de guarda da Editora Abril, entrou em ação para evitar turbulências. Ele admite ter participado de reuniões com Carlinhos Cachoeira, mas diz que isso nada tem a ver com ameaças ou chantagens. Indagado se as conversas envolviam assuntos financeiros, ele explicou: “Ele tem uma pendência lá com a editora, de empréstimo, coisa de bandidos”. Referia-se a solidariedade dos comparsas, como pagamento pelas armações contra o PT que abasteceram o pig.
Azevedo concluiu, em tom enigmático: “ o Carlinhos Cachoeira tinha relação com a editora, ele fez coisas com a Veja. Eu nunca acompanhei isso. Então, quem pariu Mateus que o embale, né, meu querido?”
O fato é que o Pig está assombrado com com bicheiro, teme que ele decida se beneficiar da delação premiada e entregue todos da imprensa que comeram na sua mão.

Mensalão: um julgamento


por Janio de Freitas 
Para a acusação e para os réus, chega a hora em que o escândalo político não substitui mais as provas

A dez dias de iniciar-se o julgamento do mensalão, forma-se, entre os que têm acompanhado o caso, o consenso de que o Supremo Tribunal Federal e a opinião pública tendem a chocar-se em muitos dos 38 julgamentos individuais. Para a acusação e para os réus, chega a hora em que o escândalo político não substitui mais as provas, e cobra dos julgadores o máximo de verdade dos fatos e de si mesmos.

O pasmo causado pelo tráfico de dinheiro entre o PT e seus aliados, e os objetivos políticos daí surgidos contra o iniciante governo de Lula, levaram a um tumulto de deduções tanto verdadeiras quanto infundadas. A começar do nome -mensalão- criado pela eloquência metafórica do denunciante Roberto Jefferson, dando a ideia de pagamentos sistemáticos e mensais que não constavam do negócio.

A acusação lida no Supremo pelo ex-procurador-geral Antonio Fernando de Souza, de virulência só usual nos tribunais de júri, submeteu-se bastante ao clima emocional da CPI. Mas não levou mais além as provas de transações financeiras e de ações pessoais obtidas pela Polícia Federal, pela CPI ou por imprensa e TV.

Com isso, muitas acusações ficaram penduradas em deduções que também poderiam ser o contrário do que foram: havia a intuição, mas faltava a comprovação, a evidência. É assim, num dos exemplos mais fortes, a afirmação de que José Dirceu comandava as operações financeiras efetivadas por Delúbio Soares e outros.

Não há dúvida de que Dirceu foi o estrategista político da eleição e da linha programática do governo Lula. Disso há comprovações. Mas de que, depois, chefiasse "a quadrilha" que montou as artimanhas financeiras, não há evidência. Por que não teria sido Antonio Palocci, o braço do governo que transacionava com os bancos, e que já na campanha lidara com os interessados na política financeira futura e, no governo, lidava com o setor privado respectivo? Palocci não foi cogitado só por ser útil ao sistema financeiro privado? Do qual hoje é o veloz multimilionário "consultor"? Dedução por dedução, sem evidência, uma valeria o mesmo que a outra.

Não se sabe o que vai surgir, no decorrer do julgamento, em fatos e acréscimos esclarecedores. Muitos depoimentos foram tomados no processo judicial, por diferentes juízes, para o trabalho de relator do ministro Joaquim Barbosa. É possível que daí venham provas ainda sigilosas. Ou que venham as respostas não dadas nos depoimentos à CPI. O que Roberto Jefferson fez dos R$ 4 milhões que, disse, sobraram do dinheiro -o "mensalão"- dado pelo PT para deputados do PTB pagarem dívidas de campanha? E que fez o deputado Valdemar Costa Neto do dinheiro recebido com o mesmo fim?

E, mais importante, quem vai repor o dinheirão do Banco do Brasil, proveniente dos descontos no valor de sua maciça publicidade, não repassados ao banco pela agência de Marcos Valério, como obrigado em contrato? A propósito, o Tribunal de Contas da União, com parecer da recém-ministra Ana Arraes, acaba de anular a responsabilidade dos dirigentes do BB comprometidos com aquele desvio. Decisão estranha, por vários aspectos.

O mensalão ainda guarda emoções. Muitas delas, é a previsão mais difundida sobre o julgamento, o Supremo não poderia evitar. Apenas lamentar. Mas talvez venha daí a grandeza de um julgamento digno do nome.