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Duvivier ironiza imbecis que pediram greve em feriado

Tem certas coisas que só existem no Brasil mesmo. Sexta-feira vimos surgir um novo fenômeno bem brasileiro: a greve em pleno dia de trabalho. Greve, como todos sabem, é algo que se faz no feriado, pra não atrapalhar ninguém. O marido da Ana Hickmann calcula que perdeu R$ 25 mil. Vocês já viram a sala da casa dele? Aquilo precisa de 15 pessoas pra limpar. Deve tá uma nojeira.

Claro que o trabalhador pode protestar. Mas primeiro tem que pensar na sociedade. Tem que escolher um dia bom. Feriado serve pra isso: você pode ir à praia, ao sítio ou fazer greve. Vai do gosto de cada um.

Jesus, por exemplo, poderia ter nascido em qualquer dia. Mas nasceu no Natal. Por quê? Porque era feriado. Ele sabia que quando nascesse ia parar tudo, daí ele escolheu uma data em que já tá tudo parado, pra não atrapalhar o marido da Ana Hickmann. E ainda nasceu uma semana antes do Réveillon, numa época que todo o mundo já tá mais tranquilo, dá pra emendar as duas datas, ir pra Bahia. E vamos combinar que ele morreu numa época ótima, também. Mas isso a gente deve aos romanos. Os romanos sabiam tudo de calendário. Podiam ter matado Jesus em qualquer época, mas escolheram a Páscoa, pra não atrapalhar o trânsito nem a vida de ninguém.

D. Pedro foi outro que arrasou: declarou a independência num feriado, o Sete de Setembro, pra não atrapalhar a vida de ninguém. Tem dia melhor pra declarar a independência que o Dia da Independência? Matou dois coelhos com um feriado só.

"Quem não luta pelos seus direitos, não é digno deles", Rui Barbosa

Fortaleza - Sindicato patronal, dos trabalhadores, prefeitura e governo do estado unidos contra o usuário do transporte público

O título da postagem diz tudo.
Algum dos citados acima que tenha vergonha na cara e me desminta.
Aguardo, deitado porque sentado canso.
Iédivigise fonório e finrinrinfororó

Por que o Brasil está em greve?

by Juremir Machado
O Brasil está em greve porque os nossos políticos continuam surdos aos gritos das ruas. A afirmação é simplória, mas certas verdades são tão claras que se tornam simplórias. O Brasil está em greve porque muitos políticos são canalhas, aproveitadores, malandros e falsamente surdos. Ouvem, mas não respondem. A prova disso é a reação dos senadores que decidiram manter a estupidez dos parentes suplentes alegando que não viram cartaz algum nas ruas pedindo o fim dessa idiotice oportunista.
O Brasil está em greve porque o presidente do Senado e o presidente da Câmara dos Deputados são duas raposas que há muito deveriam ter sido expulsas da esfera pública. O Brasil está em greve porque o presidente do STF, último herói moralizador nacional, frequenta o camarote de uma estrela de televisão, que retribui com emprego para o filho do magistrado, o qual, muito agradecido, grava vídeo de feliz aniversário para o pai anônimo da estrela. Esse presidente tem sido cantado em prosa e versa não por combater a corrupção, mas por combater a corrupção do PT, o que deixa felizes os antipetistas, com toda razão, sendo que a corrupção dos não petistas não lhes choca da mesma maneira. O mesmo vale para os petistas que combatem a corrupção dos outros, mas não se chocam com a própria.
O Brasil está em greve por não suportar mais esse tipo de moralismo seletivo.
O Brasil está em greve porque lê mal ou pouco, ou nada, admira mal, confunde admiração com idolatria, esquece rapidamente o que condenou e tem conservadores tão conservadores que não conseguem ser conservadores à moda europeia, confundindo-se com a extrema-direita europeia, aquele pessoal que ainda pensa em termos de egoísmo selvagem do século XIX.
É risível que pessoas confundam críticas aos excessos do capitalismo com apologia ao comunismo. Sempre tem um idiota que salta na cadeira e dispara como se fosse um gênio:
– Então vai para Cuba.
Isso é coisa de anta e de quem admira anta. Só atrasado quer ir para Cuba. Só muito atrasado acha que a solução para um país decente é abandonar as pessoas ao salve-se quem puder da ausência total de Estado ou da lei do mais forte com direito a bônus por exploração dos outros. O Brasil está em greve porque ainda não conseguiu corrigir a montanha de erros do passado nem convencer muitos dos seus políticos de que seus hábitos são nocivos, nefastos, hediondos, imorais e, muitas vezes, ilegais.
Sim, o Brasil poderia ter uma constituinte exclusiva. Sim, o Brasil, pode fazer uma consultar popular valendo para a eleição 2014. Isso só não sairá porque os políticos acham que o pior já passou. As ruas precisam rugir sem parar até que eles entendam, até que eles se dobrem, até que eles peçam perdão e capitulem. Enquanto eles não transformarem o Brasil num Egito, não sossegarão. Enquanto o colunista tido por mais lido de um Estado for uma anta que defende a implosão do melhor do nosso patrimônio histórico, continuaremos no atraso e necessitando de greves. Enquanto o fator previdenciário continuar sugando aposentados, precisaremos interromper estradas com manifestações ruidosas.
O Brasil está em greve porque ainda continuamos na pré-história do humanismo social, da democracia social, da visão social de trabalho, produção, lucro e interação. O Brasil está em greve porque, mesmo quando a “esquerda”, quase esquerda, meia esquerda, chega ao poder, o que só aconteceu três vezes, precisa entregar os dedos para não perder as mãos e poder tentar alguma coisa muito pequena.
O PT, para chegar ao poder, fez o jogo dos seus adversários históricos achando que ia enganá-los. Depois de devidamente informados, os aliados abriram fogo. O PT caiu na armadilha. Quis bancar a raposa no meio dos lobos. Sucumbiu. A luta que se trava hoje é entre os que desejam piorar ainda mais a situação, os que pretendem mantê-la como está e os idealistas que sonham com algo melhor.
O Brasil está em greve porque continua acreditando que moderno é ter ônibus, não bondes e metrô, e shopping centers, não mercados públicos pulsando de vida, cores, cheiros e humores.
O Brasil está em greve, de certo modo, em certa medida, porque a sua revista mais lida é a Veja, uma publicação neoconservadora de quinta categoria, que destila como verdade a sua ideologia melancólica, abusiva, jamais sustentada, simplesmente cuspida como uma filosofia.
Eu só sou agressivo contra ideias contrárias que são agressivas contra ideias contrárias.
Daí o tom deste texto.
De resto, viva a diferença!

Funcionários públicos federais de 17 categorias encerram a greve

Em assembleia, a Condsef - Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal - aceitou a proposta de reajuste de 15,8%  - parcelados em 3 anos - e deve retornar ao trabalho imediatamente. A entidade representa 18 categorias do funcionalismo. Aproximadamente 80% da corporação do Estado.

Governo encerra negociação com professores em greve

O secretário de Relações de Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, declarou que o governo deu essa etapa de negociação como encerrada. Ele afirmou que o governo deverá enviar para o Congresso, sem alterações, a proposta com novo plano de carreira para professores universitários apresentada semana passada para o movimento grevista.

Comentário de Fábio Jansem:

Os salários foram melhorados, foram criadas universidades, foram contratados milhares de professores, o número de bolsas foi aumentado....
Qual a retribuição? Traição! garante que muito mesmo irão votar no PSDB ou em outros (o que é o mesmo).
Uma auditoria básica seria simples para mostrar que 90% dos professores e funcionários são picaretas. Publicam pouco e com baixa qualidade, não preparam os estudantes para o ambiente empresarial, dão aula mal, são extremamente arrogantes e por ai vai.
Se algum professor acha que ganha tão mal assim, vá buscar no mercado privado. Ai vão cair na realidade, pois da maneira que agem, não durariam mais de dois meses ganhando a metade.


Governo melhora proposta a professores

Em reunião com entidades que representam os professores o governo melhorou os termos da proposta apresentada à mesa na semana passada.

  • O reajuste mínimo subiu de 12% para 25%. 
  • O índice máximo foi mantido em 45%. 
  • O aumento será parcelado até 2015. 
  • O governo calcula que o impacto dos reajustes será de R$ 4,2 bilhões ano. 

Além disso sugeriu mudar a data-base da categoria. Em vez de julho, a negociação salarial passaria a ocorrer em março de cada ano. 
Os professores ficaram de responder na próxima semana.

Greve no serviço público é imoral


Sou professor de uma universidade pública e sempre me posicionei contra as greves de minha categoria.  Acho que as greves no serviço público envolvem um mecanismo imoral de pressão. O princípio é simples. Com a greve, não se atinge diretamente o governante, responsável direto pelo pagamento de meus salários. Atinge-se a população, que é usuária do serviço prestado. É através do sofrimento imposto à população que a greve do funcionalismo público surte efeito. Isso fica particularmente claro quando a greve atinge setores essenciais, como a medicina e a segurança pública. É moralmente correto que policiais se retirem da rua, deixando a população à mercê dos bandidos, para negociarem com o Governo em posição de força? É moralmente correto que um paciente com um braço quebrado seja mandado de volta para casa porque seu caso não foi considerado "urgente" pelo funcionário do comando de greve responsável pela "triagem" na porta de um hospital durante uma paralisação? Na minha opinião, isso é moralmente condenável, e por isso acho que a greve no serviço público deveria ser proibida por lei.
Antes de colocar as greves do funcionalismo na ilegalidade, porém, é preciso criar algum outro mecanismo que garanta a manutenção do poder aquisitivo dos servidores. A melhor opção, a meu ver, é a indexação dos salários. A partir de um certo patamar de perda salarial (digamos, 10%), a reposição deve ser automática e imediatamente exigível. A determinação de critérios transparentes e simples, e a criação de mecanismos ágeis de exigência da reposição das perdas inflacionárias seria a contrapartida dada aos servidores pela retirada de seu direito a fazer greve. Teria, a meu ver, uma eficácia igual ou maior do que a greve vem tendo historicamente, evitando a situação moralmente insustentável criada por uma paralização de servidores. 
O governo petista está prestes a sentir na carne a necessidade de rediscutir esse problema. O fato de a esquerda estar no poder nos obriga a repensar determinados dogmas que foram se impondo pela repetição, e que sobrevivem numa época na qual já não existem os fatores que tornavam esses dogmas, se não aceitáveis, pelo menos racionalmente compreensíveis numa época anterior. A defesa do direito amplo e irrestrito de greve está ligada a uma certa concepção de qual seria o papel das "classes trabalhadoras" no desenvolvimento histórico do capitalismo.
Tomada em si mesma, uma greve no funcionalismo público não significa outra coisa, em termos políticos, senão a luta de uma determinada categoria para abocanhar uma fatia maior do orçamento público. É uma briga por alocação de recursos que não leva em conta nenhum tipo de projeto político mais amplo. As motivações do grevista, consideradas no âmbito restrito da greve, não vão além do seu próprio bolso. Quer ganhar mais, e por isso para de prestar serviços à população. A greve só adquire um sentido político mais amplo se acreditarmos que existe um processo mais amplo em curso que, se devidamente compreendido, pode levar à tomada do poder pelas classes trabalhadoras. A greve se transforma, então, em algo muito mais amplo do que um mero instrumento para ganhar um salário maior. Ela é um momento privilegiado para os trabalhadores tomarem consciência da própria força e compreenderem que, unidos, podem almejar outros resultados muito mais ambiciosos do que a mera conquista de um salário um pouco maior.
Essa estratégia é tributária de uma desconfiança com relação à democracia como instrumento de mundança social. As grandes mudanças seriam operadas por movimentos de massa, e não por representantes democraticamente eleitos. É por isso que a greve teria um valor estratégico na luta histórica pela superação do modo capitalista de produção. Essa superação jamais será conseguida por meio de modificações obtidas pelas vias institucionais. A ruptura é um movimento que irá se dar necessariamente fora das instituições, e a greve prepara os trabalhadores para eventualmente atuarem fora dos marcos institucionais. Embora ela mesma seja uma ação institucionalmente prevista,  ela tem um potencial de ruptura que lhe empresta um significado político muito mais amplo, e é em defesa DESSE significado mais amplo que as greves são organizadas pelos trabalhadores mais conscientes de seu papel histórico.
O problema é que grande parte do PT (e da esquerda) NÃO acredita mais nessa narrativa histórica. O PT, como partido no poder, não tem como patrocinar essa "desconfiança" em relação à democracia sem uma boa dose de má-fé. E, de boa fé, a maioria dos petistas aposta em saídas INSTITUCIONAIS. A maioria dos petistas NÃO está comprometida com enredos revolucionários. A maioria está comprometida com a sustentação de um governo democraticamente eleito e com seu programa de reformas. Não há nenhuma razão, portanto, para o PT continuar avalizando essa narrativa revolucionária de ALGUNS de seus membros. O PT é um partido que prega REFORMAS INSTITUCIONALMENTE CONDUZIDAS. Do ponto de vista de quem pensa assim, uma greve é só uma greve, e nada mais. Ela não tem nenhuma dimensão política mais ampla. Ela objetiva um certo ganho salarial pretendido por uma categoria. Se tivermos motivos (como creio que temos) para considerar que uma greve de servidores públicos é IMORAL, e se tivermos alternativas (como creio que temos) para garantir a reposição das perdas inflacionárias dos servidores, não temos mais motivo algum para defender o direito de greve dos servidores públicos. 
por Jotavê

Professores universitários e mendicância

Os professores universitários em greve à 57 dias  e suas entidades representativas - ANDES, PROIFES etc - fazem questão de passar para a sociedade esta imagem ao lado, e são bem sucedidos, conseguiram fixar exatamente isso no imaginário popular. Os prejuízos causados aos alunos e pais por conta da greve por melhores salários e condições de trabalho deles, não tem nenhuma importância, é irrelevante.

O tempo perdido, custo de alimentação, aluguel, passagens, tudo em dobro? Bobagem!

Tudo muito bom, tudo muito bem mas, você sabe quanto ganha um professor universitário federal com doutorado e dedicação exclusiva?

Favor responder a enquete ao lado. E deixar tua opinião em "comentários" de quanto deveria ser o salário deles. Obrigado!

Contra corte de ponto, professores universitários prometem radicalizar greve

Radicalizar?...

Quem tem de radicalizar e exigir que o governo federal corte o ponto deles, são os pais dos alunos prejudicados pela férias renumeradas que os mesmos estão desfrutando.

Chega desta classe ficar posando de coitadinhos, eles são coitadinhos coisa nenhuma. 

A maioria dos professores de universidade ganha muito mais que os rendimentos de toda uma família que faz da tripas coração para conseguir formar um dos seus membros. 

Desafio a qualquer professor universitário que está em greve(?) mostrar seu contracheque e comparar com os rendimentos de uma destas famílias que estou falando.

Presidente Dilma Rousseff, por favor corte mesmo o ponto dessa gente. Chega, já passou da conta Não dá para que o patrão - nós contribuintes - ficarmos pagando para esta gentalha sindicalizada e protegida por leis imorais ficarem rindo da nossa cara.

Corte do ponto Já, Ontem!!!

Professores irresponsáveis prejudicam alunos

Governo federal afirma categoricamente estar aberto à negociação com as entidades que representam os professores. Mesmo assim sindicatos e associações que representam a categoria deflagram greve. Óbvio que não estão interessados em negociar, e muito menos preocupados com os prejuízos que terão os alunos e seus pais. Mas, por que a categoria age assim?...

Na lata: porque tem os seus salários religiosamente depositado na conta. E tanto faz passar um dia como um ano em greve que isto acontecerá da mesma forma. Sendo assim, trabalhar para que?...

Urge uma mudança radical na lei de greve para funcionários públicos - principalmente para os setores essenciais Educação, Saúde, Transportes -.

Sugestões

  • Estabelecer uma agenda permanente de negociação.
  • Se o Estado se retirar da mesa de negociação sem ordem judicial, será obrigado a pagar em dobro o salário da categoria.
  • Se os representantes da categoria se retirarem da negociação sem ordem judicial, automaticamente o governo será proibido de pagar salário referente aos dias parados.
O espaço é livre para cada um deixar sua opinião nos comentários. Aguardo.


Agentes de saúde e endemias anunciam greve

Agentes de saúde e endemias de Fortaleza anunciaram a paralisação das atividades na manhã de hoje durante protesto na avenida Pontes Vieira, próximo a sede da SAM - Secretaria de Administração do Município -. Os manifestantes reivindicam reajuste de 33% no salário. 

A categoria também cobra a antecipação da data base -  a Prefeitura aceitou o pedido, e estão em negociação com os agentes de saúde e demais servidores -. Segundo o secretário da SAM, Vaumik Ribeiro, o salário pago aos servidores é o melhor comparado a outras capitais do país.

#CaosEmFortaleza interessa a quem?

Leiam (abaixo) o comentário Anônimo na postagem " A greve da polícia militar do Ceará ".

Anônimo disse...
'a quem interessa o clima de panico'??
Que fdp irresponsável, se tu acha que é mentira sai na rua, desgraçado.


Sabe o que aconteceu depois?...Um cunhado meu chegou dizendo que tinham feito "arrastão" numa padaria e num supermercado do bairro. Como sou devoto de São Tomé, pedi que minha esposa fizesse um café enquanto ia a padaria comprar pão e também no supermercado comprar requeijão. Fui e realmente os fregueses tinham feito um arrastão nos pãezinhos carioquinhas, tive que aguardar a próxima fornada. Saí de lá e fui comprar o requeijão...num é que tinham arrastado os fregueses, tava vazio tinham carregado os clientes.

Moral da istória: 

É terrorismo puro! 

A mando de quem?...É o que deve ser esclarecido.

A greve da polícia militar no Ceará

Ontem nas redes sociais teve início o movimento orquestrado de semear o terror entre os moradores de Fortaleza. Hoje de fato começaram a praticar "arrastões" em alguns bairros da cidade. Temos o dever de perguntar, a quem interessa este clima de pânico na população: 

Ao Governo do Estado?...
Ao Movimento Grevista?...
Quem imagina "faturar" dividendos políticos com estes episódios?...

Estas são algumas perguntas que temos o direito de receber respostas. Mas, de antemão sabemos que não teremos, será um jogo de peteca. As partes jogarão a batata quente na mão da outra.

Tem mais, este não será o balão de ensaio para usarem a mesma tática nacionalmente?...

Não duvidem o tio satanás está em toda parte.

Aguardo a opinião de vocês nos comentários.


Aeroviários e aeronautas em greve depois de amanhã

Tudo muito bom, tudo muito bem. É um direito de todo trabalhador fazer greve, quando bem quiser. 

Agora, digo o seguinte: Que seja descontado os segundos que eles não prestaram serviços a quem lhes paga, nós consumidores cidadãos.

Combinado?

Juízes fazem greve

Reivindicando aumento salarial juízes federais e da justiça do trabalho cruzam os braços durante o dia de hoje.

Dependesse do desempenho deles este bloco de sujos deveriam ter era redução salarial.

São os que mais recebem $$$$ e que menos produzem.

Um bando de preguiçosos e incompetentes.

E se acham que isto ainda é pouco reafirmo:

O judiciário é o mais corrupto dos poderes. Corrompe a ideia, o ideal de justiça.

Tá dito!

Pimenta nos olhos dos outros...é colírio no meu

O poder absoluto é uma ilusão. Não existe. Mesmo o déspota incontrastado corre o risco de topar com o destino escondido atrás da curva. Vai que de repente uma turba alucinada invade o palácio e põe fim à trajetória do dito cujo? E não é teoria. A História está cheia de exemplos.

Todo poder absoluto produz a resistência a ele, para que se atinja um ponto de equilíbrio. Essa tendência é menos perceptível quando tudo parece ir bem, mas ela está lá, latente, mesmo nos períodos de silêncio.

O cenário no universo sindical é contraditório, no mundo todo. O sindicalismo declina na economia privada e ganha força na estatal. Ao ponto de o movimento corporativo dos funcionários públicos ter se transformado em ator muito influente.

Mas é no Brasil que certas características atingem o ápice. Aqui as greves -um instrumento legítimo de luta- acabaram virando férias remuneradas. E a estabilidade, na prática absoluta, ergue uma barreira decisiva à necessária cobrança de resultados.

O Brasil construiu um belo arcabouço para proteger o funcionário público contra as perseguições políticas e contra as tentativas de desmonte do Estado. Parabéns. Mas não construiu nenhum contramecanismo, para proteger a sociedade dos eventuais abusos cometidos pelos empregados do Estado. Pêsames.

Esse desequilíbrio agudiza e fica mais visível nas greves, quando a paralisação de serviços essenciais vai para as manchetes. Mas o problema é crônico. Vai tentar contratar um médico para atender na periferia distante. Ou vai tentar impedir um mau professor de comprometer o futuro dos alunos dele.

Ao ponto de a vida procurar outros caminhos. Instrumentos para tocar serviços vitais de forma mais dinâmica, sem as amarras que a lei impõe ao gestor público. E aí surgem novas deformações.

Como por exemplo a proposta das tais fundações estatais de direito privado, na qual os recursos viriam do orçamento mas haveria também liberdade para contratar, demitir e fazer compras. Uma aberração.

Infelizmente, o governo do PT não mostra apetite para enfrentar o problema. De vez em quando a autoridade produz uma notícia a respeito, talvez para faturar junto aos chamados formadores de opinião, mas fica por isso mesmo. O PT é muito cioso da base política.

Ao ponto de até hoje não ter regulamentado a reforma da previdência do setor público aprovada pelo Congresso Nacional em 2003. Moveu mundos e fundos para passar a PEC e depois estacionou. Se tivesse agido a tempo, todo o contingente contratado nos últimos oito anos já estaria submetido à nova regra.

Uma regra boa, pois estabelece teto e fundo complementar. Só que está tudo parado. Dilma Rousseff vai enfrentar o tigre? Façam suas apostas. Eu ficaria surpreso.

Mas os problemas prementes mesmo são as greves e a resistência a qualquer método de premiação por produtividade. Resistência que mostra a face mais cruel na educação. O Estado fica praticamente impedido de premiar as escolas (e não os professores) que vão bem e de exigir mais das que vão mal.

Eu gostaria, aliás, de saber quantos porcento dos filhos das autoridades educacionais estudam em escola pública nos ensinos fundamental e médio. Alguém já fez esse levantamento?

Pimenta nos olhos dos filhos dos outros é refresco.

Daí que a educação brasileira vá aprofundando o fosso entre quem pode pagar e quem não pode, como está demonstrado na infinidade de avaliações. É nosso apartheid particular, fantasiado de progressismo.

Por falar nisso, por que tem tanta avaliação de aluno mas não tem de professor?

Está na hora de um governo, qualquer governo, enfrentar isso. Precisará de estômago para resistir às pressões. Mas existe massa crítica, apoio para fazer. Converse com governadores, prefeitos, secretários ou ministros filiados a partidos de esquerda.

Todos dizem que é preciso mudar alguma coisa. Mas todos -ou quase- temem travar o debate publicamente, para não correrem o risco de serem carimbados como “inimigos dos trabalhadores” ou “neoliberais”.
por Alon Feurwerker

Greve dos professores do Estado do Ceará

Em propaganda na TV o governo do Estado do Ceará afirma que: nenhum professor do Estado recebe menos que o piso salarial da classe.

Os sindicatos dos professorem afirmam que isto não é verdade.

A população que saber quem está mentindo, os representantes dos professores ou o governo do Estado?

Aguardamos cenas do próximo capitulo.

Uma greve sem-vergonha

Para a imagem e até a sobrevivência do Congresso, pior não  poderia ser a decisão dos líderes dos partidos da base do governo na Câmara do que paralisar a votação de projetos de interesse do palácio do Planalto como represália ao combate à corrupção efetuado em ministérios do PMDB, PR, PT e penduricalhos. Apesar do exagero da utilização de algemas pela Polícia Federal, nos episódios da prisão de suspeitos, não há justificativa para a decisão dos líderes. Em especial porque a greve  terminará na hora, se o governo liberar  verbas relativas às emendas individuais ao orçamento e, de tabela, nomear alguns indicados pelos  partidos oficiais para mais uns tantos cargos de segundo escalão na administração federal.

Um descalabro. Uma vergonha. Os tempos são outros, o país conseguiu superar a ditadura e promover uma democracia razoável, mas, se o Congresso desaparecesse, pouca gente lamentaria. A instituição Poder Legislativo está acima das lambanças praticadas por seus integrantes, ainda que a sucessão de evidências fisiológicas possa desembocar na fusão entre o todo e as partes.

Acresce que desde o início da atual Legislatura nenhuma atenção foi dada por deputados e senadores para os grandes problemas nacionais. Faltam até  discursos sobre a crise econômica e o vazio social, quanto mais projetos e programas destinados a desatar nós que o governo, sózinho, mostra-se incapaz de resolver.

Em suma, vive-se um período amargo onde os valores se inverteram. Eficiente é o partido que mais sinecuras realiza nas fatias de poder postas à sua disposição. Aí estão os ministérios da Agricultura e do Turismo para não deixar ninguem mentir. Aliás, se também desaparecessem, ninguém notaria, exceção dos vigaristas que neles se locupletam.
Carlos Chagas