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Recordar é viver


Joel Leonidas Teixeira Neto é um dos mais intuitivos analistas do cenário político nacional. Dono do IBOP - Instituto Briguilino de Opinião Pessoal -, ele acompanhou com lupa todas as eleições realizadas no país desde 1989.
Agora, faltando pouco mais de um ano para a sucessão presidencial, Leonidas faz uma análise que o consagrará se acertar. Se errar? Bem, dará às pessoas o direito de igualarem seu ofício às brumas da especulação.
Em entrevista ao blogueiro Briguilino, Leonidas aposta que Lula, conseguirá fazer a sucessora – a ministra Dilma Rousseff. Também afirma que o PT está em processo de evolução.
O que os acontecimentos da semana passada revelaram sobre o PT?
Joel Neto - Que o partido deu um passo a mais na direção de sua consagração. O PT vem desde sua fundação dizendo que é sério, que é ético, que trabalha pelo Brasil de uma maneira diferente dos outros partidos. A aprovaçã recorde do governo Lula prova isto. Aqui está o diferencial. Aqui começa o charme. Todas as suas lideranças permanecem. Apesar da campanha criminosa patrocinada pelo PIG. Estrelas como José Dirceu, Luiz Gushiken e Antonio Palocci continuam brilhando. Eu não diria que o partido é perfeito, mas está caminhando para isso.
Mas por trás do apoio ao PMDB e ao senador Sarney não está exatamente um projeto de poder do PT?
Joel Neto - É um projeto de poder do presidente Lula e do partido. O desempenho eleitoral do PT depois do mensalão foi um um sucesso. Em 2006, com, o partido venceu em estados expressivos, inclusive na Bahia. Nas eleições municipais de 2008, entre as 100 maiores cidades, ganhou em várias. Lula sempre foi contra a reeleição e só resolveu disputá-la para continuar seu otimo governo. Sua reeleição foi um plebiscito para decidir se deveria continuar governando mais quatro anos ou não. Tudo indica que agora ele fará sua sucessora justamente por que o 2º mandato foi melhor que o 1º. E o povo dará o 3º mandato a Dilma Rousseff por causa das mesmicimas razões.
Ao contrário da tucadempiganalha - pouca gente -, o senhor aposta que Lula, com toda a popularidade, conseguirá eleger a sucessora.
Joel Neto - Uma coisa é ele participar diretamente de uma eleição. Outra, bem diferente, é transferir popularidade a alguém. Com o surgimento de novas lideranças no PT e com a volta de seus principais quadros, o presidente se empenhou em criar um candidato, que é a Dilma Rousseff. Isso ocorreu de maneira muito natural. Ela nunca disputou uma eleição, mas tem carisma, jogo de cintura e simpatia. Aliás, carisma não se ensina. É intransferível, ela tem. E eu afirmei que ela seria eleita presidente do Brasil no dia 22/05/2006, quando assistia a entrevista dela no Roda Viva. Convenhamos, foi uma grande sacada. As pessoas não entendem o que isso significa. Mas minha intuição é fantástica tenho zeitgeist".
Porém já existem pesquisas que colocam Dilma Rousseff na casa dos 20% das intenções de voto.
Joel Neto - A Dilma, em qualquer situação, teria 30% dos votos - PT -. Com o apoio de Lula, seu índice sobe para o patamar de mais de 50%, o necessário para ela vencer a eleição. Se ano que vem a eleição for plebiscitária Dilma x PSDB, ela vence no 1º turno. O candidato sendo José Serra a surra é 5% maior tenho certeza. Esse talvez seja a diferença se o candidato for o Aécio. A transferência de votos será igual ou maior do que em 89 de Brizola para Lula. A diferença é que agora vai ocorrer em todo o território nacional, e não apenas no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul como aconteceu naquela eleição.
Diante do quadro político que se desenha, quais são então as possibilidades dos candidatos anunciados até o momento?
Joel Neto - Faltando um ano para as eleições, o governador de São Paulo, José Serra, lidera as pesquisas. Ele tem cerca de 40% das intenções de voto. Mais ou menos o que tirou em 2002, e disso ele não passa é o teto. Aécio sendo o candidato pode chegar aos 45%. Dilma ganharia no 1º com 55% dos votos válidos. A única possibilidade de ter 2º turno na eleição presidencial do ano que vem é se Ciro Gomes for candidato [o que acho que não ocorrera]. Caso Ciro seja o vice da Dilma...aí é um passeio.
A entrada em cena de Marina Silva, que deixou o PT para disputar a eleição presidencial pelo PV, altera o quadro sucessório?
Joel Neto - A Marina é a pessoa cuja história pessoal é linda. É humilde, foi agricultora, trabalhou como empregada doméstica, tem carisma, história política e já enfrentou as urnas. Além disso, já estava preocupada com o meio ambiente muito antes de o tema entrar na agenda política. Ela dificilmente tiraria mais votos do que Heloísa Helena tirou em 2006. É na candidatura tucademo.
Na hora de votar, o eleitor leva em consideração o perfil ético do candidato?
Joel Neto - Uma pesquisa do Ibop constatou que 70% dos entrevistados admitem já ter cometido algum tipo de prática antiética e 75 % deles afirmaram que cometeriam algum tipo de corrupção política caso tivessem oportunidade. Isso, obviamente, acaba criando um certo grau de tolerância com o que se faz de errado. Talvez esteja aí uma explicação para o fato de alguns políticos tucademos e outros personagens muito conhecidos ainda não terem sido definitivamente sepultados.

José Serra: além de imaturo, arrogante

Serra conta com o ovo no cu da galinha e já senta na cadeira de prefeito de São Paulo.  O último que fez isso [FHC], viu a cadeira ser desinfetada por o rival, Jânio Quadros. Podem ter certeza, a eleição paulista deste ano será uma disputa acirrada. E quem imagina ser o jogo apenas entre Serra e Haddad [PT x PSDB] comete grave erro.

Anote!


Combates que o PT deve travar

Comemorar sim, mas de sandálias

Nossa avaliação das eleições presidenciais de 2010 deve começar sempre com uma tripla comemoração e com um forte agradecimento. Comemoração pela continuidade do processo de mudanças iniciado em janeiro de 2003, pela eleição da primeira mulher presidente da República e por termos derrotado mais uma vez a direita demotucana. Agradecimento ao povo de esquerda, especialmente ao povo petista, milhões de brasileiros e brasileiras, alguns anônimos, outros nem tanto, que perceberam o perigo e foram à luta, sem pedir licença, sem pedir ordem, sem pedir autorização e sem precisar de orientação. Foi principalmente este povo que ganhou a eleição presidencial, e não governantes, candidatos, dirigentes, coordenadores ou marqueteiros.
Devemos agradecer e comemorar, mas sem descuidar de um balanço crítico e autocrítico do processo.
Este balanço deve começar lembrando que vencemos com uma bandeira: dar continuidade à mudança. Como lembrou a própria Dilma, como recebemos uma “herança bendita”, nossa única alternativa é aprofundar as transformações.
Ocorre que para vencer, enfatizamos a continuidade e debatemos pouco as mudanças. O tratamento dado ao programa do Partido e ao programa do coligação é apenas mais um sintoma disto. Debatemos pouco as mudanças, mas o cenário do governo Dilma será muito diferente do que prevaleceu entre 2003 e 2010. Noutras palavras: a mudança na realidade já está acontecendo, embora não tenhamos debatido em profundidade as mudanças que teremos que fazer na nossa política, para enfrentar esta nova realidade.
As mudanças já se deram e continuarão ocorrendo em três níveis principais.
Internacionalmente, o cenário será dominado não apenas pela crise e instabilidade econômica, mas também por cada vez maior instabilidade política e militar.
Nacionalmente, a direita vai dar continuidade ao tom radical assumido na campanha eleitoral.Ao contrário do que alguns pensavam, o PSDB é o partido de direita e da direita. Demonstrando uma vez mais a periculosidade da proposta da “aliança estratégica” com o PSDB, feita entre outros por Fernando Pimentel, com os resultados já conhecidos em Minas Gerais.
A terceira mudança é a seguinte: nos marcos da atual estrutura tributária e macroeconômica, não será mais possível ampliar significativamente os investimentos econômicos e sociais. Ou reduzimos substancialmente os juros, ou fazemos algum tipo de reforma tributária, ou interrompemos o crescimento dos investimentos, ou…. Em qualquer caso, tudo aponta para a agudização do conflito redistributivo no país, seja tributário, salarial, seja pela alta nos preços, pela alta dos juros etc.
Para dar conta destas mudanças, que conformam um novo cenário, teremos que enfrentar e superar três impasses estratégicos.
Primeiro: a política de melhorar a vida dos pobres, sem tocar na riqueza dos milionários, reforça o preconceito de uma parcela dos setores médios contra nós. Pois na prática estes setores perdem, em relação aos pobres, especialmente em termos de status.
Segundo: melhorar a vida material dos pobres, sem melhorar em grau equivalente a sua cultura política, deixa uma parcela dos que melhoraram de vida sujeitos à influência das igrejas conservadoras e do Vaticano, dos meios de comunicação monopolistas e da educação tradicional. Aqui vale ressaltar que a disputa de valores faz parte da disputa política. Não percebe isto quem acha que fazer política é “administrar”, esquecendo que a “percepção das obras” é mediada pela ideologia, pela visão de mundo, pela luta política.
Terceiro: o PT ganhou sua terceira eleição presidencial, mas ao mesmo tempo enfrenta cada vez mais dificuldades para hegemonizar o processo.
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Votos tucanos

Quando terminou o segundo turno da eleição presidencial, muita gente comemorou os resultados alcançados por Serra. Seus simpatizantes mais ardorosos, na opinião pública e na imprensa, chegaram a dizer que a derrota era quase uma vitória. Estavam tristes, mas se confortavam achando que ele e o PSDB saíam maiores da eleição.

O fundamento dessa avaliação é a comparação entre seu desempenho e o de Alckmin em 2006. Como, na eleição anterior, o candidato tucano alcançou 37 milhões de votos e nesta 43, o diagnóstico seria simples: Serra foi melhor que Alckmin.

Inversamente, o PT teria ido pior, pois Lula teve 58 milhões de votos em 2006 e Dilma “apenas” 55 milhões. Enquanto o PSDB ficou maior, o PT encolheu.

Não deixa de ser engraçado esse modo de avaliar o resultado da eleição. Parece até um jogo inventado pelo Chapeleiro Maluco: quem ganha, sai diminuído; quem perde, fica contente e se orgulha da “vitória moral”.
Enquanto isso, na vida real, o PSDB amarga sua terceira derrota consecutiva e o PT se prepara para permanecer no poder por 12 anos ininterruptos.

A sensação de que Serra saiu vitorioso da eleição não tem, porém, fundamento. Ao contrário, de vários pontos de vista, seus números não foram nada bons em comparação com os de Alckmin.

A começar pelo resultado do primeiro turno. Por mais que a campanha tucana tenha ficado feliz com a passagem inesperada para o segundo turno, o fato é que Serra recebeu, no dia 3 de outubro, quase 7 milhões de votos a menos que Alckmin havia obtido há quatro anos. Se lembrarmos que tínhamos, então, 125 milhões de eleitores e agora 135, a perda é ainda mais expressiva.

É verdade que houve frustração na campanha Dilma quando ela não venceu no primeiro turno. Mas o certo é que ela teve 47,6 milhões de votos, mais, em números absolutos, que Lula em 2006. Para uma candidata que começava ali sua experiência eleitoral, um resultado extremamente positivo.

Foi Marina, no entanto, a maior vitoriosa. Quanto a Serra, por mais que festejasse a nova chance que recebia em função do desempenho da candidata do PV, o primeiro turno foi uma decepção face ao que Alckmin tinha conseguido.

A vantagem do governador eleito sobre o ex-candidato é especialmente visível em São Paulo. Em condições parecidas, isto é, ambos tendo deixado o governo do estado para disputar a Presidência, Alckmin teve lá quase 12 milhões de votos no primeiro turno, enquanto Serra, este ano, ficou com 9,5 milhões, ou seja, com 2,5 milhões a menos (sempre lembrando que o eleitorado aumentou 8% entre as duas eleições).

Mesmo no segundo turno, as comparações entre Serra e Alckmin não são sempre favoráveis ao candidato de 2010. No conjunto de estados que formam o “núcleo duro” oposicionista - São Paulo, os três da região Sul, os dois Mato Grosso - Alckmin (apesar de ter minguado entre os dois turnos) foi mais votado que Serra, se levarmos em conta o aumento do eleitorado de 2006 para cá: na soma dos seis, Alckmin teve 21 milhões de votos, proporcionalmente mais que Serra, que teve 22,1.

O que se percebe a partir desses números é que, diferentemente do que pensam alguns, Serra só foi melhor que Alckmin no cômputo final pelos votos que recebeu em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e no Norte/Nordeste. Em Minas, por exemplo, Serra teve, no segundo turno, quase 600 mil votos a mais que Alckmin.

Mas o mais preocupante no desempenho das oposições este ano, quando se leva em conta a eleição anterior, é que Alckmin era tido como mais fraco que Serra e que ninguém duvida que Lula é mais forte que Dilma, em termos eleitorais.

Ou seja: quando o candidato mais fraco enfrentou o mais forte, o desempenho do PSDB foi melhor, em muitos aspectos, que na hora em que o aparentemente forte enfrentou a marinheira de primeira viagem.
Agora, no momento em que as oposições precisam repensar seu rumo e discutir como serão no futuro, o pior que pode lhes acontecer é não entender a eleição que fizeram.

Se acharem que “as coisas não foram tão mal”, que “saíram bem da eleição”, vão ficar com a impressão de que não precisam fazer mudanças profundas nas suas lideranças e no discurso. É o melhor caminho para que permaneçam presas aos erros que cometeram.
Marcos Coimbra
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Eleitores e votantes

Sempre que termina uma eleição, as pessoas se assustam com os números da abstenção e dos votos brancos e nulos. E não só os cidadãos comuns que ficam confusos, pois jornalistas e até políticos com muitos anos de estrada se espantam.
Este ano, no dia 3 de outubro, não compareceram às seções eleitorais 24,6 milhões de eleitores, pouco mais que 18% dos inscritos. No dia 31, quando aconteceu o segundo turno, a abstenção subiu para 21,5% e mais de 29 milhões de pessoas não votou.
No primeiro turno, outros 7,1% anularam o voto ou votaram em branco. No segundo, a taxa caiu um pouco, ficando em 5,3%.
Na legislação e em nossa tradição de estudos eleitorais, chamamos de alienação eleitoral a soma de abstenção e voto não-nominal. É como se não ir votar, deixar o voto em branco ou anulá-lo tivessem um denominador comum: através de qualquer um desses comportamentos, o eleitor renuncia ao seu direito de participar do processo eleitoral. E, ao fazê-lo, transfere a outros seu privilégio como cidadão.
Agregando os três elementos, tivemos uma alienação parecida nos dois turnos este ano: 25,2%, no primeiro, e 26,8% no segundo. Entre os dois turnos, a abstenção subiu, mas caíram os brancos e nulos, e a alienação aumentou apenas um pouco.
Com isso, quase exatamente um quarto do eleitorado brasileiro não votou nos candidatos a presidente. Uma em cada quatro pessoas obrigadas a votar não escolheu um nome.
Embora esses resultados tenham surpreendido muita gente, eles não são anormais em nossa experiência recente. Em 2006, no primeiro turno, a alienação foi de 25,1%, e ficou igual no segundo. Em 2002, 28,1% no primeiro e 26,5% no segundo.
Nas duas eleições dominadas pelo Plano Real, os números haviam sido diferentes. Em 1998, 40,2% dos eleitores não votou em candidato a presidente, mais que em 1994, quando 36,6% fez o mesmo.
O recorde de votos válidos sobre o total de eleitores foi alcançado no primeiro turno da eleição de 1989. Naquele 15 de novembro, a alienação foi de apenas 18,3%, menor que a registrada no segundo turno, que foi de 20,2%. Mas ambas mais baixas que as observadas de 2002 para cá.
Se fossemos contar uma história da alienação nas nossas eleições pós-redemocratização, teríamos um primeiro capítulo de intensa participação, quando, em 1989, mais de 81% dos eleitores compareceu e votou em alguém para presidente. No capítulo seguinte, tivemos duas eleições inteiramente dominadas por uma agenda quase apolítica, que motivaram menos e que pouco mobilizaram o eleitorado.
Nas três realizadas sob a égide de Lula, a alienação aumentou em relação àquela que ele próprio havia disputado com Collor, mas caiu em contraste com as vencidas por Fernando Henrique. De 2002 em diante, ela se estabilizou no patamar em que esteve agora.
É curioso comparar o resultado observado nas urnas este ano com o que diziam os eleitores nas pesquisas. Em agosto, por exemplo, a Vox Populi perguntou se o entrevistado votaria ou não, se o voto não fosse obrigatório.
No conjunto do país, 74% das pessoas disse que iria votar ainda que o voto fosse opcional, com 23% afirmando que não e 3% dizendo que não sabia. Olhando o tamanho da alienação, percebe-se que os 25% que ela alcançou são quase idênticos à proporção que afirmava, na pesquisa, que não votaria se não fosse obrigada.
O que esses números permitem ver é que a obrigatoriedade do voto não significa que ele seja universal no Brasil. Seja por razões motivacionais, seja pela existência de obstáculos ao exercício do voto, decorrentes de nossa realidade social e geográfica, uma importante parcela da sociedade simplesmente não vai votar ou, indo, não vota em candidatos a presidente (para não falar nos outros cargos, em que a escolha é mais difícil).
A discussão a respeito da obrigatoriedade do voto é complicada, mas precisa acontecer. Quem sabe agora, quando todos voltam a concordar com a urgência de uma ampla reforma política.

Marcos Coimbrasociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
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Tiririca

O teste para a vaga de deputado eu já passei, agora devo fazer também para a academia brasileira de letras?
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Dilma se emociona em encontro com petistas

Dilma agradece militantes do PT
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A militância política na web

por Aldo Cardoso
Passou batido aqui essa interessante entrevista do Marcelo Branco que coordenou a campanha da Dilma na internet onde, instigado pela competente entrevistadora, ele aborda diversos pontos da área digital que desconhecíamos, tanto do lado do governo como das eleições. 
Do Terra TV
Internet recuperou a militancia politica, diz Marcelo Branco

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Abuso de poder

Impossível fugir da evidência de que o Congresso é o retrato da sociedade. Nem melhor nem pior do que ela. Justifica-se, assim, a presença de alguns luminares, tanto quanto de certos lambões, nos extremos.   Da mesma forma, surge clara no meio da massa majoritária a explicação de porque o Tiririca foi o deputado mais votado do país: porque o eleitorado, quer dizer, a sociedade, quis assim.


Ontem, tanto na Câmara quanto no Senado, crescia a indignação por conta da perseguição movida contra o singelo vitorioso por parte do Ministério Público e até do Poder Judiciário. Não tinham nada que submeter o Tiririca a um exame de alfabetização, que por sinal ele cumpriu, mas, pior ainda, à segunda época, exigindo que faça uma redação, como exigência para ser diplomado. Não deveria, o novo deputado, submeter-se a essa nova humilhação, exigida pelo promotor Maurício Ribeiro Lopes. 


A situação lembra os tempos em que, nos Estados Unidos, para evitar os votos da raça negra, exigiam de seus integrantes que resolvessem problemas de álgebra, condição para receberem o  título de eleitor...
Carlos Chagas
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Dito e feito

Abaixo a previsão feita em 08/11/2008...


Depois de pesquisas, estudos e enquetes feitas pelo IBOP (instituto briguilino de opinião pública), eis aqui a previsão briguilina para o resultado da eleição presidencial em 2010.

Candidata apoiada por Lula 55%.
Candidato apoiado pelos tucademos 45%.

A margem de erro apenas será divulgada no dia da eleição.

Tenho dito.
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Estagnação no Datafolha pode desanimar militância do PSDB

pesquisa Datafolha realizada ontem (26.out.2010) indica uma estabilidade total em relação ao levantamento da semana passada. Hoje, Dilma Rousseff (PT) tem 56% dos votos válidos. José Serra (PSDB) tem 44%. São exatamente os mesmos percentuais do dia 21.out.2010.

Ou seja, a diferença entre a petista e o tucano continua sendo de 12 pontos.

Nessa circunstância, a virada tucana fica um pouco mais longe no horizonte das possibilidades. O risco maior a esta altura para Serra é a desmobilização daqueles que são seus apoiadores.

O reduto serrista se concentra nas regiões Sul e Sudeste. São também daí os eleitores que mais costumam viajar em feriados prolongados, como esse de Finados que estará emendado ao domingo (31.out), dia da eleição.

Um aumento de abstenção no Sul e no Sudeste tende a prejudicar mais a Serra do que a Dilma. E como os eleitores tucanos podem se desanimar se as pesquisas mostrarem pouca chance de virada, as coisas se complicam mais para o candidato do PSDB.

Do lado de Dilma também há riscos. Por exemplo, o ânimo exacerbado que acaba relaxando os militantes –cujo raciocínio pode ser do tipo “se já está tudo definido, não preciso me esforçar”. Como esse erro já foi cometido pelos petistas no 1º turno, em tese, não se repetirá agora.

Por fim, o Datafolha ainda encontra 8% de indecisos e 5% que votam em branco ou nulo. Só haveria uma virada se ocorresse algo estatisticamente impossível: todos se decidindo a favor de Serra. Em geral, os indecisos se dividem proporcionalmente aos candidatos de acordo com o percentual que cada um já tem.

por Fernando Rodrigues

Humor cearense

O apelo de Ciro revela a veia humorística do cearense

Grupo da USP exorta esquerda a apoiar Dilma

Uma semana depois do manifesto de artistas no Rio de Janeiro em apoio à candidatura de Dilma, um grupo de intelectuais da USP - Universidade de São Paulo - realizou um ato a favor da petista. Liderados pela filósofa Marilena Chauí e pelo historiador Alfredo Bosi, os intelectuais exortaram a esquerda a se unir em torno da candidatura Dilma, depois de alguns terem votado em Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) no primeiro turno.
"O (José) Serra trouxe pela porta da frente o Opus Dei e a TFP - Tradição Família e Propriedade -, que foram os grandes feitores da ditadura - essa é um afronta à nossa memória", disse Marilena. "Estamos votando no futuro deste País e para proposta socialista alcançar o Brasil, a América Latina e a Europa."
Diante dos cerca de 2 mil estudantes ali reunidos, Marilena fez uma advertência: ela conclamou todos a usarem a internet, blogs e redes sociais para alertar para o plano dos tucanos de se disfarçarem de petistas e incitarem a violência em um comício de Serra, no dia 29. "Tucanos disfarçados com camisetas e bandeiras do PT vão se infiltrar em um comício do Serra para "tirar sangue" e "culpar o PT", afirmou a filósofa, que se recusou a dar entrevista, dizendo que "não fala com a mídia". "Eles querem reeditar o caso Abílio Diniz", disse Marilena, referindo-se à tentativa de ligar ao PT o sequestro do empresário Abílio Diniz, às vésperas da eleição de 1989.
A historiadora Laura de Mello e Souza, filha de Antonio Cândido, leu uma carta do pai declarando voto em Dilma Rousseff. Também participou o senador Eduardo Suplicy. Militantes distribuíam bandeiras e buttons de Dilma e do PT, além de adesivos com os dizeres: "Sou privatizado, Serra nunca mais." As informações são do O Estado de S. Paulo. 

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Campanha pura

É engôdo e, mais do que isso, campanha pura, de novo, a manchete da 1ª página e a matéria do Folhaõ no fim de semana (domingo) afirmando que houve um crescimento de 30% no total de funcionários das estatais e que este número no governo Lula chegou a meio milhão de empregados.

Interessante, mas o tempo passa, as empresas estatais crescem, os órgãos públicos, que recebemos do governo FHC completamente sucateados em 2003 dentro da política de Estado mínimo, vão sendo reequipados e a mídia volta sempre com a mesma pauta, a do aumento de gastos e de servidores.

O número de funcionários cresceu, tanto na máquina administrativa quanto nas estatais e bancos públicos, porque estamos remontando a burocracia do Estado brasileira para que ela possa atender a contento os cidadãos e a sociedade.

Pegue-se o exemplo dos bancos públicos: o número de funcionários se ampliou porque estas instituições cresceram, aumentaram seus ativos, o volume de empréstimos e negócios que passaram a fazer, até porque compraram e incorporaram outros bancos.

Governo comprou banco que Serra ia vender de qualquer maneira
Compramos, inclusive um que o candidato da oposição a presidente da República, José Serra (PSDB-DEM-PPS) queria vender, o Nossa Caixa Nosso Banco, hoje pertencente ao Banco do Brasil. José Serra decidiu e ia vender de qualquer maneira a Nossa Caixa / Nosso Banco, um patrimÔnio público do governo do Estado de São Paulo.

Como aliás, ele e os tucanos que integraram seu governo FHC/Serra queriam fazer com a Petrobras, lembram-se? Para  manter a Nossa Caixa / Nosso Banco na esfera pública é que o presidente Lula determinou ao Banco do Brasil que a comprasse.

Só a cegueira ideologica e a obrigatoriedade de cumprir o papel de panfleto de campanha de José Serra - o jornal parece o horário eleitoral do candidata tucano - explicam uma matéria lixo, desinformativa e de tão baixo nível jornalístico quanto esta.
Zé Dirceu

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Dilma para cima. Serra para baixo

Arko Advice
Com a confirmação do segundo turno, o PT ficou prostrado (nas palavras do presidente do partido, José Eduardo Dutra) e o PSDB bastante motivado.
Logo após divulgação das primeiras pesquisas realizadas após o primeiro turno, sentimentos antagônicos tomaram conta das duas candidaturas. Os petistas ficaram surpresos e apreensivos e os tucanos crentes na possibilidade de virada.
Ao final da segunda semana de campanha em outubro e início da terceira, os três principais institutos (Vox Populi, Ibope e Datafolha) mostraram que Dilma havia ampliado sua vantagem sobre Serra para algo entre 11 e 12 pontos percentuais. Apenas o Sensus mostrou uma vantagem bem mais estreita (5,6 pontos).
Esse novo quadro contribuiu para inverter os sentimentos das duas campanhas. O PSDB ficou nitidamente abalado com os resultados trazidos pelas pesquisas e o PT passou a respirar mais aliviado.
O aumento da vantagem de Dilma pode ser creditado a um conjunto de fatores. 1. Redução das críticas do presidente à imprensa; 2. Maior participação de Lula na propaganda eleitoral de Dilma. 3. Participação de Lula ao lado de Dilma em comícios nos Estados; 4. Carta direcionada a religiosos, onde Dilma se manifestou contra o aborto; 5. Crescimento entre os eleitores de Marina Silva.
Para Serra, a segunda semana de campanha foi ruim. Primeiro o Jornal Nacional cobriu as denúncias que envolvem Paulo Preto e o desvio de recursos para a campanha tucana. Depois houve a denúncia - publicada na Folha de São Paulo de que a mulher de Serra teria feito um aborto; em seguida a produção de panfletos em São Paulo por pessoas ligadas ao PSDB abordando temas religiosos contra Dilma.
Nem mesmo o maior envolvimento de Aécio Neves em Minas e de Geraldo Alckmin em São Paulo resultou no aumento da intenção de votos para Serra no Sudeste.
Dilma entra na última semana de campanha eleitoral com tendência de alta nas pesquisas. Serra, pelo seu lado, entra numa curva descendente.
Como sempre acontece em eleições presidenciais no Brasil quem ganha do primeiro turno tende a ganhar no segundo. Quem lidera no início da campanha tende a vencer a disputa. Tudo indica que tais tendências devem prevalecer mais uma vez.
Assim, Dilma preserva sua condição de favorita. Para o jogo virar a favor da oposição, é preciso haver uma combinação de fatores negativos para a candidata do PT como, por exemplo, surgimento de fato novo grave envolvendo o governo, abstenção elevada no Norte e no Nordeste, e/ou um desempenho muito ruim no último debate da TV Globo marcado para o dia 29/10.

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O cenário nas disputas estaduais no segundo turno

Arko Advice
No próximo domingo (31), serão eleitos ou reeleitos governadores em nove estados: Alagoas (AL), Amapá (AP), Distrito Federal (DF), Goiás (GO), Pará (PA), Paraíba (PB), Piauí (PI), Rondônia (RO) e Roraima (RR). Nesses colégios eleitorais, tendo como base as últimas pesquisas disponíveis, o cenário é o seguinte:
AL: Segundo o Ibope (17 a 19.10), o governador e candidato a reeleição, Teotônio Vilela Filho (PSDB) tem 48% contra 40% de Ronaldo Lessa (PDT). No primeiro turno, Vilela obteve 39,6% dos votos válidos e Lessa ficou com 29,2%. O tucano apóia José Serra (PSDB) e o pedetista está com Dilma Rousseff (PT). Teotônio Vilela tem um leve favoritismo.
AP: De acordo com o Ibope (15 a 17.10), Camilo Capiberibe (PSB) tem 53% e Lucas Barreto (PTB) aparece com 46%. No primeiro turno, Lucas teve 28,9% dos votos válidos e Capiberibe ficou com 28,7%. Os dois candidatos apóiam Dilma. O postulante do PSB é o favorito. Esta eleição é a única no segundo turno que pode ocorrer uma virada.
DF: Segundo o Datafolha (20 a 21.10), Agnelo Queiroz (PT) tem 53% e Weslian Roriz (PSC) aparece com 31%. No primeiro turno, Agnelo ficou com 48,4% dos votos válidos e Roriz obteve 31,5%. Os candidatos apoiam, respectivamente, Dilma e Serra. Agnelo Queiroz é o favorito e deve vencer sua adversária com facilidade.
GO: De acordo com o Datafolha (20 a 21.10), Marconi Perillo (PSDB) tem 48% e Iris Rezende (PMDB) aparece com 44%. No primeiro turno, Marconi obteve 46,3% dos votos válidos e Iris ficou com 36,4%. O tucano apóia José Serra e o peemedebista está com Dilma Rousseff. Disputa indefinida, com ligeiro favoritismo para Perillo.
PA: Segundo o Ibope (13 a 15.10), Simão Jatene (PSDB) tem 53% contra 36% da governadora e candidata à reeleição, Ana Júlia Carepa (PT). No primeiro turno, Jatene obteve 48,9% dos votos válidos e Ana Julia ficou com 36,1%. O tucano apóia Serra e a petista está com Dilma. Simão Jatene é o favorito.
PB: De acordo com o Ibope (12 a 14.10), Ricardo Coutinho (PSB) tem 57% contra 43% do governador e candidato a reeleição, José Maranhão (PMDB). No primeiro turno, Coutinho obteve 49,7% dos votos válidos e Maranhão ficou com 49,3%. Os dois candidatos apoiam Dilma. O representante do PSB é o favorito.
PI: Segundo o Data AZ (14 a 17.10), o governador e candidato a reeleição, Wilson Martins (PSB), tem 55% contra 45% de Silvio Mendes (PSDB). No primeiro turno, Martins teve 46,7% dos votos válidos e Mendes ficou com 30,1%. O socialista apóia Dilma e o tucano está com Serra. Wilson Martins é o favorito.
RO: De acordo com o Ibope (15 a 17.10), Confúcio Moura (PMDB) tem 58% contra 42% do governador e candidato a reeleição, João Cahulla (PPS). No primeiro turno, Confúcio obteve 44% dos votos válidos contra 37,1% de Cahulla. Os dois candidatos apóiam Dilma Rousseff. Confúcio Moura é o favorito.
RR: Segundo o Ibope (15 a 17.10), Neudo Campos (PP) tem 55% contra 45% do atual governador e candidato a reeleição, Anchieta Júnior (PSDB). No primeiro turno, Neudo obteve 47,6% dos votos válidos e Anchieta ficou com 45%. Os candidatos apóiam, respectivamente, Dilma e Serra. Neudo Campos é o favorito.

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Que pergunta você faria a José Serra?

1 - Celiodivo Dias 
O Sr. abandonou o mandato de prefeito antes do fim e abandonou o mandato de governador antes do fim. Se o Sr. for eleito e abandonar o mandato antes do fim, por qualquer motivo, poderemos confiar no seu vice na presidência?
2 - Leda Casadei Iorio 
Serra, por que a UNE está com Dilma?
3 -  Geraldo Villar Sampaio Maia 
Que critérios o Sr. utilizou para a escolha do candidato à vice-presidência em sua chapa? Por acaso, o tipo de "política social" preconizada pelo Sr. Índio da Costa, autor de projeto-de-lei que prevê multa para quem dê esmola?
4 - Eliceu Vicente de Lima 
Serra, gostaria de você explicasse porque durante sua passagem pelo governo de São Paulo todas as CPI´s para invstigação de corrupção na Assembleia Legislativa foram arquivados?
5 - Eduardo
Cadê o teu diploma hem?!
6 - Fabiana diz
Guarulhos é a segunda maior cidade do Estado de São Paulo [é uma obsessão para os Tucanos!] Por quê o metrô ainda não chegou aqui ?
7 - Márcio Penante
Por que o seu partido nos 8 anos do ex-presidente FHC não construiu uma única Escolas Técnica?
8 - Debora Wanderkey
Por que o candidato Serra atribui aos migrantes a má qualidade da educação de São Paulo? O Brasil por acaso não é um País só? Ou ele não sabe que o que é problema no Norte e Nordeste afeta o Brasil todo? 
9 - Dirceu Alves
O Sr. alega que nada irá privatizar e é contra as privatizações. 
Porém no seu recente governo de Sao Paulo realizou licitação para avaliar e vender várias empresas estatais paulistas:
"Cesp, Sabesp, Nossa Caixa, Metrô, CDHU, CPTM, Dersa, EMAE, Cosesp, CPP, Cetesb, Prodesp, Imesp, EMTU, CPOS, IPT, Codasp e Emplasa".
Conseguiu vender a tempo apenas a Nossa Caixa, que daria maior retorno, não tendo tido tempo suficiente para vender as outras. A CESP foi impedida pelo governo federal a venda, devido ao aumento de preços de tarifas que o SR. pretenderia impor à população. Alias o aumento de tarifas foi uma constante em todas as privatizações de serviços que o Sr. realizou no governo FHC. O que o Sr. tem a dizer sobre suas declarações de que não é a favor das privatizações?
10 - Messias Franca de Macedo
“O SAMU implantado em nosso governo oferece um serviço excepcional à população brasileira! Considerando o caráter republicano das nossas ações, a manutenção do Serviço é cotizada da seguinte forma: 50%, recursos federais e o restante 50% a ser dividido pelo estado e município! Este acordo somente não é respeitado no maior e mais rico estado da Federação sob o governo tucano do qual o senhor fez parte ate há poucos dias! Por que o senhor enquanto governador do Estado de São Paulo não deu a contrapartida, sobrecarregado o município de São Paulo, e descumprindo um acordo hegemônico em todo o país?!”
11 - Marcelo Machado Alves
porque o Sr. FHC nunca está nas manifestações públicas ao lado dele, ao contrário dela que tem orgulho de ter o Presidente Lula ao seu lado sempre. Será que é vergonha? 
12 - Hag
Perguntaria sobre o acordo com o FMI no governo FHC, quando o FMI proibiu QUALQUER INVESTIMENTO em Saneamento básico, classificando-o como MERA DESPESA, a ser evitada, claro para privatizar depois. COMO ALGUÉM QUE ENTENDE QUE SANEAMENTO é "MERA DESPESA" pode querer discutir o próprio saneamento e suas consequências, como a Saúde Pública?
13 - Atiecher
O Senhor se diz economista: Explique essa sua formação e responda: O que achas da atual situação fiscal (contas públicas) do Brasil?
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A quem serve, de fato, José Serra?

Não é de hoje que tenho chamado a atenção para a falta de um programa de governo que balize a candidatura oposicionista. Isto não pode passar despercebido na medida em que a história recente do país e o arco que sustenta a candidatura de Serra tem convicções cristalizadas sobre que país eles "sonham".

Na verdade, diante de um governo vitorioso e pautado por objetivos de natureza oposta ao de FHC, não é muito fácil para eles expor de forma clara os seus reais intentos . Daí a tentativa diuturna de desconstrução da imagem de uma figura pública da estatura de Dilma Rousseff.
 
É assim que os oposicionistas desenterram os piores expedientes possíveis para combater nosso campo, denunciando de forma evidente que para eles "democracia" e "liberdade de expressão" só tem serventia para determinados interesses, classes e segmentos da sociedade; uma "democracia" para apenas uma minoria da população; uma "democracia" que permita falar grosso com a Bolívia e estende tapete vermelho para interlocutores norte-americanos.
 
Eis a essência de extrema-direita da campanha tucana. Diga-se de passagem, que quando me refiro à "extrema direita" não estou me utilizando de uma simplificadora figura de retórica. Refiro-me a práticas políticas que remontam a pautas da Idade Média e práticas de governo para quem o Estado deve ser "mínimo" para a ampla maioria da população e "máximo" para os "investidores" estrangeiros, máximo para os banqueiros, máximo para os detentores privados do monopólio sobre a comunicação social e máximo – também – aos aparelhos de repressão a qualquer manifestação popular, seja ela simplesmente reivindicatória, seja ela voltada pela manutenção de conquistas genuinamente democráticas. Os tanques na rua contra os petroleiros logo no inicio do primeiro mandato de FHC, o assassínio a sangue frio de trabalhadores sem-terra e o festival de cassetetes contra professores em greve em São Paulo, são exemplos significativos dessa orientação.
 
Já durante o primeiro turno, deveríamos ter colocado claramente esta contraposição exposta acima. Porém, o segundo turno serviu – dentre outras coisas – para escancarar a visão de mundo da coligação de Serra. Se num primeiro momento eles esconderam FHC, agora essa figura ocupa seu espaço de guru ideológico, o homem que dá a linha política da oposição. E isso diz muita coisa, pois no concreto José Serra não foi somente o ministro da saúde de seu governo: foi o ministro do planejamento do que eles diziam ser "o maior programa de privatização do mundo".
 
Afora esse aspecto de soberba ideológica, para eles esse processo visava – também – o amortecimento da dívida pública brasileira. Mas vejamos: arrecadou-se cerca de US$ 100 bilhões com o fim de diminuir a dívida pública e tirar a nação de uma permanente "crise fiscal do Estado". O resultado foi o oposto, pois a dívida interna brasileira cresceu bem mais rápido que o PIB, passando de R$ 60,7 bilhões, ou 28,1% do PIB, em 1994, para R$ 633,2 bilhões, ou 50% do PIB, em 2001. A farsa da "estabilidade monetária" não se sustenta diante da geração de 12 milhões de desempregados, iniciando um processo de quebra do tecido social brasileiro sentida até hoje. Na verdade se propala "divergências" no núcleo de governo de FHC quanto ao problema das privatizações e da política monetária. Em tese, os fatos demonstram o contrário: existiam não divergências e sim um campeonato para ver quem era mais entreguista: José Serra ou FHC? Pedro Malan ou o presidente do BC de plantão?
 
Ele, José Serra, nos acusa de "apego ao passado" para atingir a candidatura de Dilma e que as privatizações não estão mais em pauta. A questão é a seguinte, quem define a pauta de José Serra (que buscou desesperadamente privatizar a Nossa Caixa)? É o próprio candidato ou o "esquemão" que sustenta a candidatura dele? Não sejamos ingênuos. A grande militância dele se sustenta na imprensa e, diga-se de passagem, a mais ultra liberal da América Latina. Daí José Serra ter recorrido à imprensa, no início da crise financeira internacional, para denunciar a "farra de gastos do governo" quando o certo, segundo suas próprias palavras, seria um "enxugamento radical destes gastos". Esse foi o dízimo pago por Serra para aparecer mais nos programas noticiosos da TV. Será que no governo, José Serra iria contra esse esquemão? Iria contra os possíveis beneficiários de um esquema de pré-loteamento do pré-sal para "investidores" estrangeiros? Iria contra o seu ideólogo FHC que recentemente em novo posfácio ao seu livro "Capitalismo e Dependência na América Latina" (escrito no início da década de 1960) para deixar evidente sua repulsa pelo "esquema" de inserção externa brasileira e simultaneamente elogiar a "abertura" mexicana? Somos nós, enfim, que queremos a "mexicanização" do Brasil?
 
Enfim, a batalha é dura e requer um grande esforço para desnudar as verdadeiras intenções que estão por trás da campanha de José Serra. 

Renato Rabelo é presidente nacional do PCdoB

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