De Picasso a Garry Hill

O Museu de Arte Contemporânea do Centro Dragão do Mar inaugura amanhã a exposição "De Picasso a Gary Hill". Reunindo trabalhos de nomes referenciais para a história da arte, como Picasso, Matisse e Dalí, a mostra integra o rol dos maiores eventos do tipo já realizados em Fortaleza. 

O Caderno 3 deste domingo destaca as principais obras da nova exposição. E debate os prós e contras dos grandes eventos destinados à formação de público em artes... Continua>>>
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Querem atacar o Irã

Renata Malkes, de O Globo
Enquanto jornalistas, políticos e acadêmicos em todo o mundo aguardam o resultado prático das novas restrições econômicas impostas ao Irã, crescem as apostas israelenses em tecnologia para conter o programa nuclear da República Islâmica.
O discurso oficial adotado pelo governo de Israel garante que uma ação militar em solo iraniano está descartada num futuro próximo, mas não esconde o fato de que o temor da nuclearização de Teerã é hoje um dos únicos - senão o único - consenso nacional no país: Israel está seguro de que um Irã nuclear ameaça sua existência e crê que sanções não são obstáculo no caminho rumo à bomba.
O premier Benjamin Netanyahu vem enfrentando crescentes pressões de seu governo conservador - sobretudo do ministro das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, do partido ultranacionalista Israel Beitenu - por dar ao mundo a impressão de que Israel concorda em deixar a questão iraniana nas mãos de Washington, mas, internamente, a única certeza quanto ao destino das milhares de centrífugas iranianas é a de que todas as opções estão sobre a mesa.
Há três meses, entrou em operação o que Israel considera um dos atores principais de uma eventual ofensiva ao Irã: o novo avião não tripulado Eitan, com autonomia de voo de cerca de 20 horas sem reabastecimento e a capacidade de carregar dezenas de toneladas de bombas.
A chegada da moderna aeronave - do tamanho de um Boeing 737 comercial e completamente controlada por computador - aumentou os rumores de que, mesmo sem apoio internacional, o país poderia ousar uma manobra para impedir que o governo de Mahmoud Ahmadinejad tenha capacidade de produzir sua primeira ogiva nuclear.
Traduzindo: Israel, States e demais do clube que possuem armas nucleares, não aceitam mais um sócio no clube. São uns FHCs - farsantes, hipócritas, canalhas -.
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Crônica - O derradeiro abraço

Faz muito, o cantor italiano Sergio Endrigo, numa entrevista, disse que "la felicità è um pò stupida". Refleti sobre a frase para entender esse contexto. Pode até não ter sido a intenção do cantor romântico, mas cheguei à conclusão de que a felicidade embriaga, inibe a coerência, o bom senso da maioria e, consequentemente, a "estupidez" pode ser entendida como "fora de si". As pessoas envolvidas num relacionamento cheio de paixão e muito amor dificilmente se lembram do momento exato em que todas essas emoções começaram, mas seguramente nunca vão esquecer do dia em que tudo chegou ao fim, principalmente quando a separação não é consensual e um dos dois é levado a desabafar abraçado a um travesseiro com um perfume que passa a ser lembrado como espaço vazio, saudade e muita dor. O ser humano está preparado para ser feliz, para surpresas boas, para "tudo de bom", mas sucumbe rápido às investidas dos revezes decorrentes de uma perda inesperada. Quase ninguém se prapara para a dor grande de uma despedida.

Um dia, debruçado na mesma janela anônima que cuidava de mim, com a visão privilegiada de estrelas das quais nunca esqueço, acalentando uma insônia cheia de fantasmas, o homenzinho verde sentou-se ao meu lado e disse, quase num sussurro: "Uma dor está chegando depressa!" Depois, entrou na sua pequena nave e sumiu na escuridão. Vi o sol nascer, fechei as cortinas, coloquei um lençol sobre os olhos e procurei fugir para longe de mim. Ninguém escapa dos fantasmas que arrastam suas correntes pelos corredores, pelas paredes, por todos os lugares onde penduramos nossas melhores lembranças, nossas histórias mais queridas. Contive minha revolta, abafei os gritos da dor que me agoniava o peito e deixei que a respiração se acalmasse. Adormeci. O telefone me acordou: "Precisamos conversar...!" - me disse com uma voz séria. Eu já sabia do que se tratava. Depois das festas dos primeiros encontros, do ardor dos primeiros desejos, das fomes saciadas depois das primeiras camas, com o passar do tempo tudo adormece numa rotina que se avoluma silenciosa. Caí na asneira de fazer cobranças e na estupidez de ser sincero. Fui ao encontro dela como quem faz um caminho de volta e fui me desfazendo, pelas ruas e avenidas indiferentes, dos retalhos de cada um dos bons momentos que vivemos juntos. Nas últimas esquinas, até me encontrar com ela, joguei pela janela as promessas de "para sempre tua" e muitos "eu te amo". "Veja bem..." - ela começou sem levantar os olhos, sentada à mesma mesa do barzinho onde brindamos com bons vinhos às coisas mais simples. Não sei de onde tirei tanta força, tanto respeito por ela e tanta dignidade nas minhas feridas para levantá-la da cadeira carinhosamente. Fiz das minhas mãos uma moldura para o rosto dela e lhe dei um abraço apertado. Antes que ela pudesse dizer alguma coisa, sorri para ela com um sorriso amarelo, disse "adeus" e fui embora sem esperar pelas explicações da despedida. Um abraço é a melhor forma de se despedir de um grande amor.


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O discurso do candidato tucano José Serra, de que não permitirá mudanças na distribuição dos royalties do petróleo, não passa de promessa eleitoral. Ele esqueceu de dizer no discurso de campanha que foi seu partido, por meio de seus senadores e deputados e dos parlamentares que o apoiam, que aprovou a nova redistribuição de royalties do petróleo que retira de São Paulo, do Espírito Santo e do Rio de Janeiro os recursos que hoje recebem e redistribuem para todos os Estados e Municípios à custa da União e não apenas dos atuais Estados produtores, como diz Serra.

A falsa promessa é pura demagogia, primeiro, porque Lula pode vetar a redistribuição feita pelo Congresso Nacional; segundo, Serra não pode prometer o que não tem, maioria de 2/3 para manter o veto, uma vez que deixa claro que não fará alianças com os partidos, que governará sem o PMDB e outros partidos hoje na base de apoio de Lula.

Fora a irresponsabilidade com um tema nacional que diz respeito à federação e que deve ser decidido com negociações, respeitando o direito dos Estados produtores e de todo o país. O que chama a atenção é o grau de demagogia que vai assumindo a campanha de Serra, já que essa promessa o contrapõe a todos os outros Estados do Brasil, principalmente do Norte e Nordeste, nos quais ele já vai mal. Parece uma biruta de aeroporto, faz pesquisas e segue os marqueteiros em cada Estado do país, faz uma promessa aqui, outra ali, não importa quanto impossível seja ela

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Índio da Costa, um boneco sem ventríloquo

A esta altura do campeonato, é ridículo falar em boneco de ventríloquo, poste ou outras grosserias para uma candidata com 40% do eleitorado. É hora de deixar de lado todas essas bobagens e fazer críticas sérias ao seu programa de governo.
Mas quando a crítica parte do Índio Quem é demais. E quando se sabe que o Índio Quem é candidato a vice presidente em uma das chapas com chance de vitória, é que se constata: falta muito para se ter uma política séria neste país.
A entrevista de Índio Quem ao Estadão comprova a máxima: não existe limite para o ridículo. Aliás, a maior prova da desorganização da campanha de Serra é ter permitido ao seu vice dar entrevistas da sua cabeça. Tornou-se um personagem mais improvável do que um boneco sem ventríloquo.
Do Estadão
Christiane Samarco / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo
Escolhido para compor a chapa presidencial com o tucano José Serra, o deputado Antonio Pedro de Siqueira Índio da Costa (DEM-RJ), 39 anos, quer se apresentar ao eleitor do Rio como fiador de uma promessa do candidato: com Serra na Presidência, não haverá "nenhum tipo de risco de arrebentar as finanças" dos Estados e municípios que dependem dos royalties do petróleo.

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ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente

"A infância não demora, logo, logo vai passar, vamos todos juntos brincar..." Como destaca o cantor e compositor Toquinho, ser criança passa rápido. Mas não é apenas isso. É uma fase de formação física e intelectual, que pode ser comprometida caso não siga seu curso natural. Mas que curso seria esse?

A Declaração dos Direitos da Criança completou meio século e, no Brasil, esses direitos são reafirmados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que depois de amanhã faz 20 anos. Mas será que todos nós entendemos o que tudo isso significa? Será que as políticas públicas têm dado conta de garantir a todos os mesmos direitos?

O que as pessoas pensam quando veem uma criança vendendo picolé, lavando roupa, limpando carro ou cuidando dos irmãos menores? A situação poderia ser pior? Ela poderia estar furtando ou usando drogas? Mas também poderia estar estudando ou brincando? Por ser pobre ela não tem o direito de simplesmente ser criança?

Vinte anos depois de muita discussão e de muito investimento em políticas públicas algumas coisas mudaram. O Bolsa Família garante a presença delas na escola. No Ceará, o Programa de Educação contra a Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente (Peteca) já avançou bastante na capacitação dos educadores para lidar com o problema, a ponto de ser nacionalizado.

Mas várias crianças, além da escola, acumulam responsabilidades que as impedem de vivenciar plenamente esse curto, mas necessário, período das suas vidas. Quem começou a trabalhar cedo e conseguiu "vencer na vida" diz que a responsabilidade precoce ajudou a forjar seu caráter. Mas quantos ficaram pelo caminho, vivendo de subempregos porque não conseguiram terminar os estudos?

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Imóveis do Minha Casa poderão ser reajustados

O governo já discute a possibilidade de reavaliar os preços dos imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida para evitar a defasagem de preços e impedir a queda no desempenho de atendimento para seus beneficiários, especialmente no caso dos grandes centros urbanos.
Se a ideia for aprovada dentro do governo federal, essa atualização de valores só valeria para a segunda versão do programa, o Minha Casa, Minha Vida 2 e não para os contratos atuais já assinados.
A definição do preço dos imóveis utilizados para cálculo de subsídios foi feita em dezembro de 2008 e não sofreu alterações desde então.
As construtoras estão pleiteando uma revisão desses valores, principalmente para a faixa de imóveis entre zero e três salários mínimos, justamente a mais popular do programa.
Estudos. O ministro das Cidades, Márcio Fortes, confirmou ao Estado que estão sendo feitos estudos nesse sentido. Essa discussão, que envolve também a Casa Civil, Ministério da Fazenda e Caixa Econômica Federal, precisa ser feita com cautela para que não aumentar ainda mais o preço do imóvel no mercado.
“O primeiro PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e o primeiro Minha Casa, Minha Vida foi um aprendizado”, justificou o ministro. “Todo mundo teve que aprender a trabalhar”.
Segundo Marcio Fortes, existe necessidade de ajustes na segunda etapa do programa habitacional lançado pelo governo. Ele reconhece que existe uma reivindicação das empresas do setor de construção civil em torno de um reajuste no valor desses preços.
Pressão. “Não existe uma pressão. O que existe, na realidade, é uma reivindicação”, diz Fortes. Porém, ele não descartou a possibilidade de negociar caso a caso o preço do empreendimento para viabilização de projetos em grandes centros urbanos.
“A regra é que não faremos mudanças. Mas se houver alguma situação relevante, poderemos analisar”, diz o ministro das Cidades..
O Programa Minha Casa, Minha Vida, que completou um ano em abril, tem como objetivo garantir a autorização para construção de um milhão de casas até o final do ano.
Até ontem foram contratadas – o que significa em construção ou prestes a iniciar a construção – 520.943 unidades habitacionais no âmbito do programa.
A maior parte desses empreendimentos (293.098) está concentrada entre a parcela da população com renda de zero a três salários mínimos. Em segundo lugar aparecem as famílias com renda entre três e seis salários mínimos, com 162.051 contratações.
Já 65.794 unidades foram contratadas para atender brasileiros com orçamento mensal entre seis e 10 salários mínimos.
São Paulo. Somente no Estado de São Paulo, segundo balanço do Ministério das Cidades, foram contratadas, para todas as faixas, 104.488 unidades habitacionais. A meta do Ministério das Cidades é de chegar à contratação de 183.995 unidades em todo o Estado.
Em termos nacionais, apesar de o programa ter atingido 52% da meta firmada, o ministro Márcio Fortes acredita que não haverá dificuldades para se atingir a marca de um milhão.
Até porque, considerando os projetos habitacionais que já estão sendo analisados pela Caixa Econômica Federal, se chegaria a praticamente a 950 mil unidades habitacionais.
Para o ministro, a contratação do programa não está desacelerando, após o boom inicial. Ele argumenta que nos primeiros dois meses de 2010, as contratações tiveram um declínio por conta da sazonalidade do mercado imobiliário.
Porém, lembra que já houve retomada do número de contratações para novas habitações.
O ministro lembra ainda que a média mensal de 40.903 unidades não foi diferente do que já tinha ocorrido no ano passado, quando o programa foi lançado pelo governo federal.

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