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Poder, política e mamata


Após visita de ministros de Lula a evento do MST (Movimentos dos Sem Terra), o vice-presidente da bancada ruralista insinua rompimento com o governo.

"Não tem mais dialógo! O governo arrancou a ponte com o agro", urrou Evair de Melo, vice-presidente da bancada do agronegócio na Câmara Federal.

Pitaco do Briguilino: esses chantagista e mamateiros ruralistas vivem de mamar e reclamar de todos os governos. Pregam liberalismo mais não largam as tetas dos bancos públicos. Hipócritas semvergonha. Corja!

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Ecologia


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Latifundiários querem que Temer ponha o Exército a disposição deles




Do blog de Fernando Rodrigues, do UOL:

Congressistas da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) pedirão a Michel Temer que empregue as Forças Armadas para “mediar” conflitos por terras no país, caso ele assuma a Presidência.

A ideia fará parte de um documento público que a Frente e entidades do agronegócio estão preparando. As propostas serão entregues ao vice-presidente em breve, possivelmente ainda nesta semana.

As informações são do repórter do UOL André Shalders.

A reivindicação, diz o post Ruralistas querem Temer usando Exército para reprimir conflitos agrários é uma contrapartida ao apoio dado pelos “ruralistas” ao impeachment.

“Mediar” com Exército, façam ideia. É a ampliação do erro de entender as Forças Armadas como “gendarmeria” do Estado e da propriedade, o que já começou com as distorções de achar que segurança pública se faz com canhões.

Forças Armadas em apoio a policiais é excepcionalíssimo. Justifica-se em casos de eventos internacionais, chefes de Estado e outras situações que possam envolver até grupos estrangeiros. Ou em situações incontroláveis de desordem.

Mas a ideia primária de que Forças Armadas modernas e eficientes possam fazer dos militares “capitães do mato”mostra não só como esta gente é cruel como o quanto é atrasada.

Algo que desonra os nossos militares e o nosso processo civilizatório.

Como disse um amigo, é “a volta por baixo”.
Fernando Brito - Tijolaço

Economia: É a crise!

Balança comercial do agronegócio brasileiro tem superávit comercial de 8,1 de dólares em Julho

Jornal GGN - A balança comercial do agronegócio fechou o mês de julho com um superávit de US$ 8,1 bilhões, de acordo com números divulgados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento.
Ao longo do período, as exportações do agronegócio atingiram o montante de US$ 9,61 bilhões, o que representou um crescimento de 3,3% em relação aos US$ 9,30 bilhões negociados no mesmo mês do ano anterior, além de uma participação de 41,7% no total das vendas externas brasileiras no período. No que se refere às importações do agronegócio, houve queda de 0,5% em comparação a julho de 2013, atingindo-se a cifra de US$ 1,51 bilhão.
No período, o principal setor da pauta exportadora foi o complexo soja, com vendas de US$ 3,94 bilhões (-0,3%) e embarque de 7,44 milhões de toneladas (+0,8%), representando 41% do total das exportações do agronegócio. O principal item do setor foi soja em grãos, com incremento de 3,0% sobre o mês anterior e valor negociado de US$ 3,15 bilhões. O quantum exportado foi de 6,04 milhões de toneladas, com expansão de 6,8%. As vendas do farelo de soja chegaram a US$ 657 milhões (-14,6%), com a comercialização de 1,25 milhão de toneladas do produto (-21,8%). Já o óleo de soja foi responsável por uma receita de US$ 131 milhões (+7,9%) e pelo embarque de 146 mil toneladas (+20,3%).
Os dados mostram que, apesar de o ingresso financeiro e da quantidade vendida continuarem elevados, o comércio de soja iniciou uma desaceleração, já que os embarques do produto costumam concentrar-se nos meses de maio e junho.
O segundo principal setor exportador do mês de julho foi o setor de carnes, com o valor de US$ 1,66 bilhão e crescimento de 14,0% em relação ao mesmo período de 2013. Já em quantidade, o incremento foi de 5,7% para as 586 mil toneladas comercializadas. Com a receita de US$ 772 milhões e aumento de 13,9%, a carne de frango foi o principal produto do setor no mês. Houve aumento também tanto na quantidade exportada (+9,4%) quanto no preço médio do produto (+4%).
Em seguida, destacou-se a carne bovina, com a cifra de US$ 690 milhões (+19,7%) e 145 mil toneladas embarcadas (+9,2%), além de valorização de 9,6% no preço médio do produto no mercado internacional. Completando as exportações do setor, a carne suína gerou um montante de US$ 139 milhões (+10,8%), enquanto a carne de peru apresentou queda de 56,0% em relação a julho de 2013, com vendas externas de US$ 19 milhões.
O complexo sucrolacooleiro foi o terceiro principal setor exportador do mês, com US$ 1,05 bilhão em vendas e embarque de 2,56 milhões de toneladas. A receita das exportações é 11,3% inferior à de julho de 2013, enquanto o embarque caiu 0,7%. Segundo nota do Ministério da Agricultura, houve queda de 10,7% no preço médio cobrado no mercado internacional. O açúcar foi o principal item comercializado, com 94,5% das vendas do setor em julho de 2014, e contribuiu com US$ 996 milhões (+3,3%) e 2,49 milhões de toneladas exportadas (+8,3%).
Os outros itens de destaque na balança agrícola foram os produtos florestais e o café. Nos produtos florestais, as vendas somaram US$ 882 milhões, crescendo 6,5%, e os embarques atingiram 1,46 milhão de toneladas, 13,2% mais que em julho do ano passado. Papel e celulose lideraram as vendas do grupo, com ganhos de US$ 652 milhões, 4,7% superiores aos de 2013, e embarques de 1,15 milhões de toneladas, 17% maiores que no ano passado.
Já no setor cafeeiro, a receita com as exportações totalizou US$ 583 milhões, 65,2% acima do registrado em julho de 2013, para 174 mil toneladas comercializadas, 42% mais que no ano passado. De acordo com o Ministério da Agricultura, o preço médio atingiu US$ 3.340 por tonelada, com alta de 16,3% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
No que se refere às importações do agronegócio realizadas em julho de 2014, os principais produtos adquiridos no mercado externo foram trigo (US$ 202 milhões); papel e celulose (US$ 176 milhões); pescados (US$ 97 milhões); lácteos (US$ 46 milhões); e borracha natural (US$ 46 milhões).

masturbaçao sustentavel

A anatomia da interpretação de texto na internet

Leonardo Sakamoto
Atentem para o texto:
Vovó viu a uva

Interpretação 1:
O jornalista é um idiota vendido para ONGs internacionais que acha que o alimento que ele consome vem da gôndola do supermercado. Não imagina que, por trás de tudo, e sustentando tudo, inclusive o superávit da balança comercial, há um pujante agronegócio e abnegados produtores rurais. A idosa em questão apenas viu a uva, mas por que ele se nega a dizer quem a plantou? Qual o interesse de esconder em seu texto ativista quem a cultivou? Quem a selecionou e trouxe para a mesa da idosa a fim de que pudesse ser vista? O agronegócio está cansado e a população deve fazer uma escolha: ou produzimos uvas ou preservamos o meio ambiente. Mais respeito com o produtor rural e menos preocupação com índios, quilombolas e ribeirinhos, que, como todos sabemos, não produzem uva.

Interpretação 2:

Agronegócio em Cuba

A empreiteira brasileira Odebrecht vai administrar uma central de colheita de cana e produção de açúcar em Cuba, marcando a abertura do setor agrícola da ilha a investimentos estrangeiros. O negócio foi confirmado pelo o embaixador brasileiro em Cuba, José Felício, durante uma entrevista à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC. Segundo ele, os investimentos brasileiros no país estão crescendo rapidamente graças a um crédito de “cerca de US$ 1 bilhão, ou talvez um pouco mais, com o porto e com créditos para aquisições”. O contrato para administrar a central açucareira “5 de Setembro” vai vigorar por 13 anos. 
      
Desde a Revolução Cubana, em 1959, o agronegócio do país não recebe verba de outros países. Na época, a atividade foi totalmente nacionalizada, incluindo muitos engenhos que eram controlados pelos Estados Unidos. A indústria açucareira foi, desde a época colonial, o motor da economia cubana. No entanto, a partir da crise econômica dos anos 90, entrou em decadência, reduzindo a produção que nos anos 80 era de 7 milhões de toneladas para 1,38 milhão na colheita de 2011.

BBC

O código florestal possível


Se depender do governo, o Código Florestal que foi enviado à Câmara manterá a essência do texto aprovado no Senado. Faz todo o sentido e damos total apoio. A essa altura, o projeto reflete um delicado equilíbrio de forças e aspirações. Ao longo do ano passado, durante sua tramitação na Câmara e, depois, no Senado, chegou-se a um acordo razoável dentro da atual correlação de forças no Congresso Nacional e no país. Tudo isso foi costurado a duras penas. E não sem acaloradas discussões.


Mas as pressões continuam, como seria de se esperar. A matéria é tão importante quanto polêmica. Ruralistas e ambientalistas procuram chegar a um acordo em relação ao projeto, que será colocado em votação na Câmara em março, concluindo um longo ciclo de sua tramitação.

Nesta última etapa, seus artigos poderão apenas ser rejeitados ou sancionados, sem qualquer modificação. O tema deve entrar na pauta da Câmara nos dias 6 e 7 de março. Já se noticiou que no Ministério do Meio Ambiente teme-se que, se os deputados "mexerem" no atual texto, rejeitando algum dos pontos aprovados no Senado, todo o processo de negociação poderia simplesmente "desandar".

Segurança jurídica



A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, no entanto, promete a ir à Câmara dialogar com os deputados. “Vamos, obviamente, lutar para ter um Código Florestal com segurança jurídica, com ganhos ambientais e com sustentabilidade para a produção agrícola... Agora, é um Código Florestal, não é um código só de agricultura", fez questão de frisar.

No final do ano passado, entre as modificações aprovadas no Senado, em relação à primeira proposta da Câmara, está a incorporação de dispositivos de incentivos econômicos a proprietários rurais que preservarem ou recuperarem vegetação nativa.

Banco do Brasil: o balanço que realmente interessa

É preciso ler o balanço do Banco do Brasil para além do seu lucro líquido de R$ 12,12 bi em 2011, 3,6% a mais do que o obtido em 2010. O resultado é o segundo maior do país, atrás apenas do Itaú-Unibanco, cujo lucro aumentou 9,7%, batendo nos R$ 14,6 bi.

ImageO que importa nos números do BB é o que há de diferente em seu balanço, aquilo que o diferencia dos bancos privados. Por exemplo, o seu potencial para estimular a economia indo além das fronteiras seguras do filé mignon do mercado: a sua atuação em áreas como a agricultura familiar, micros, pequenas e médias empresas, sua política para o setor de habitação... sem falar nas diretrizes para a redução dos juros – forçando a concorrência a fazer o mesmo – e em um atendimento cidadão aos clientes, sejam eles moradores de comunidades carentes, ou grandes empresários.

Neste sentido, vemos boas notícias no balanço do Banco do Brasil, divulgado ontem. Por exemplo, o crédito à Micro e Pequenas Empresas cresceu 19,5% em 2011, chegando a R$ 68,1 bi. Aqui, as operações do BB Giro Empresa Flex, tiveram um papel importante. Da mesma forma, a linha Cartão BNDES, mostrou a que veio: bateu em R$ 6 bil, um crescimento de 86,6%. Na ponta do lápis, as operações de investimentos às micro e pequenas empresas alcançaram R$ 18,4 bi, o equivalente a mais 25,1% sobre 2010.

O grande financiador do agronegócio

O Banco do Brasil também foi o maior financiador do agronegócio no ano passado. Respondeu por nada menos do que 63,1% de todo o crédito destinado ao setor. Sua carteira somou R$ 89,4 bi, o que equivale a uma expansão, no ano, de 18%. Desse total, R$ 5,5 bi foram destinados à pequena agricultura familiar – tradicionalmente desprezada pelo setor financeiro.

Se levarmos em conta o total de operações de custeio agrícola contratadas em 2011, chegamos à cifra de R$ 10,1 bilhões. E, apesar da função social dessas operações, nem por isso o banco opera exposto ao risco. Seu balanço atesta que, deste montante, 56,8% das operações utilizaram “mitigadores de riscos”: 51,1% se deram com seguro agrícola ou Proagro; 3,4% foram contratadas com proteção de preço e 2,3% com seguro faturamento.

No ano passado, o cidadão que empreende pequenos negócios também pôde bater às portas do BB em busca de pequenos empréstimos. A carteira do Microcrédito Produtivo Orientado atingiu os  R$ 142,3 milhões, totalizando 36,3 mil operações contratadas por cerca de 34,9 mil empreendedores de todo o País. Esta ação, aliás, deu-se em sintonia como o Crescer – Programa Nacional de Microcrédito do Governo Federal e tem o objetivo de contribuir para a erradicação da extrema pobreza, no âmbito do Plano Brasil sem Miséria.

Bancarização e inclusão
A ação cidadã do BB pôde ser medida, ainda, no desbravamento de novas fronteiras, em territórios onde a bancarização e a inclusão social eram apenas promessas. A exemplo da nova agência aberta na Comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro.

Nesta linha, vale a pena citar, ainda, os avanços do Banco Postal, numa parceria com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos firmada em julho de 2011, para serviços de correspondente bancário. O contrato permitirá que este ano mais de 6 mil pontos de atendimento dos Correios atuem como correspondentes BB, ampliando a presença do Banco do Brasil para 96,4% dos municípios do País.

A parceria, aliás, permitiu que, em janeiro deste ano, com apenas um mês de operação, fossem abertas 142,3 mil novas contas e realizadas 6,8 milhões de transações, entre saques, depósitos e pagamentos de contas.
Este é o balanço que realmente interessa em um banco público da dimensão do Banco do Brasil.

Código florestal aprovado

Assim como na Câmara o projeto do código florestal brasileiro foi aprovado por ampla maioria.


Venceu a resistência de ambientalistas, ecologistas, ecoxiitas, ecopicaretas e lobistas de países concorrentes do Brasil na produção agrícolas. 


No Senado, foi de goleada: 59 a 7. 


Os senadores analisaram os destaques ao projeto e 26 emendas foram incluídas. 


O texto voltará para análise da Câmara. 


O PSOL [como sempre] foi o único a recomendar a rejeição. 


O Código impõe limites ao avanço da produção agrícola e da pecuária, estabelecendo quais áreas podem ser ocupadas e quais devem ser preservadas.

PEC Nordeste 2011

A 15ª edição do Seminário Nordestino de Pecuária - PEC Nordeste 2011 - , instalada ontem à noite no Centro de Convenções Edson Queiroz, em Fortaleza, prossegue até quinta-feira. Este é o evento de maior significação para o agronegócio por avaliar os problemas estruturais e conjunturais dos mercados interno e externo, difundir novas tecnologias e possibilitar o intercâmbio de experiências bem-sucedidas nos campos da agricultura e da pecuária, por meio de palestras, exposições e da oferta de cursos rápidos voltados para os produtores.

A cada edição, o evento mobiliza os segmentos agropecuários regionais, demonstrando as conquistas com a promoção, as barreiras impeditivas de seu crescimento em modelo recompensador e os caminhos para superar os obstáculos. Essa metodologia tem demonstrado eficácia, apesar de fatores aleatórios, como as frustrações de safra, anulando todo o esforço para o avanço da produção primária.

A atração maior de hoje será a palestra global a cargo da representação da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), subordinada ao tema "Tendências da Produção de Alimentos no Brasil e no Mundo". A sequência do temário envolve dez áreas: Apicultura, Aquicultura e Pesca, Avicultura, Bovinocultura Leiteira, Ovinocultura, Equinocultura, Estrutiocultura e Suinocultura, além do espaço natural e do turismo e artesanato rurais.

O roteiro traz outras inovações como o encontro de Secretários Municipais de Agricultura e uma feira com demonstrações da produção agropecuária dos Municípios. O segmento da suinocultura será contemplado com informações sobre cortes, oficinas gastronômicas e degustação do menu feito à base de carne de porco.

A programação dos cursos de difusão do conhecimento agropecuário apresenta, também, avanço considerável em relação às edições anteriores, na perspectiva da exploração de novos nichos de negócios. Sistema integrado de produção apícola na caatinga, padrão de qualidade do mel, manejo na produção de tilápia em condições adversas, questões ambientais na carcinicultura, nutrição de vacas leiteiras são alguns dos temas de cursos técnicos.

O peso econômico da produção agropecuária está refletido nos primeiros sinais da safra gerada no último trimestre. O Estado, saído de uma estiagem prolongada em 2010, conseguiu, com as primeiras chuvas no início de 2011,forte variação no tripé da produção de grãos, responsável por 90% da renda gerada no campo. A safra de milho cresceu 500%; a de feijão se expandiu em 254% e a de arroz, em 52% em relação à produção frustrada do ano passado.

Até o leite, um produto secundário na formação da renda rural, apresentou incremento de 26% no trimestre. O leite depende, essencialmente, do pasto. Como as chuvas asseguraram água armazenada nos açudes, deve haver pasto abundante nos primeiros seis meses, com fartura na produção.

O evento sobre o agronegócio, o PEC Nordeste, tem motivos de sobra para estimular os produtores rurais neste ano marcado pelas condições favoráveis de safra e renda.
editorial do DN

Código Florestal

Dilma vetará se desmatadores forem anistiados

Reação do governo a acordo fechado a sua revelia ocorre após a divulgação do aumento do desmate na Amazônia

A presidente Dilma Rousseff vetará a reforma do Código Florestal se os deputados não recuarem de proposta acertada na semana passada. 

O texto considera consolidada a ocupação em áreas de preservação permanentes desmatadas até julho de 2008, o que, na avaliação do governo, abre caminho para mais desmatamento. A afirmação de Dilma se dá após a divulgação de que o desmatamento na Amazônia em março e abril cresceu quase 500% em relação ao ano passado. 

O relator Aldo Rebelo (PC do B-SP) e alguns governistas não aceitam a exigência de proteção de vegetação nativa em parte das propriedades rurais do País e a recuperação de áreas de preservação permanentes às margens de rios e encostas. 

A votação está marcada para hoje, mas corre o risco de ser mais uma vez adiada. 

Código Florestal

Presidente Dilma rejeita acordo do PMDB

Em meio a fortes divergências na coalizão governista sobre o novo Código Florestal, a presidente Dilma Rousseff interveio diretamente nas negociações orientando ministros e coordenadores políticos a rejeitar acordo proposto pelo PMDB na semana passada.
Sob o impacto negativo do avanço do desmatamento na Amazônia Legal, a presidente determinou aos seus auxiliares uma ofensiva para convencer partidos aliados a aceitar um texto costurado pelo governo no fim de abril.
O movimento começará hoje na reunião de líderes da Câmara. Mesmo em situação política fragilizada, o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, coordenará as discussões para convencer o relator Aldo Rebelo (PCdoB-SP) a mudar seu texto. Mas o relator deve resistir.
Ontem pela manhã durante uma manifestação popular no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, contra o Código Florestal, a ex-senadora Marina Silva disse que todos os ex-ministros do Meio Ambiente assinarão uma carta a ser entregue à presidente com um apelo contra a votação. “Diante da forma pouco transparente com que foi feito esse acordo para votar na terça-feira o relatório do deputado Aldo Rebelo, todos os ex-ministros do meio ambiente estão assinando uma carta e irão entregar à presidente Dilma. Já pedimos uma audiência. Espero que ela nos receba”, afirmou Marina.
A ordem de Dilma, apurou o Valor, é defender quatro pontos: evitar “anistia” a derrubadas ilegais, compensar matas ciliares em beiras de rios, manter as áreas de reserva legal e dar prioridade à agricultura familiar, isolando o segmento de médios e grandes produtores. Em contrapartida, Dilma oferecerá pagamento por serviços ambientais da vegetação preservada. E manterá a promessa de vetar qualquer acordo fora desses termos. O líder do governo Cândido Vaccarezza (PT-SP) foi escalado para costurar um novo acordo. Hoje, a presidente tem audiência com o principal líder do PMDB, o vice-presidente Michel Temer.
O texto do PMDB rejeitado por Dilma foi aprovado por todos os aliados, à exceção do PT. Prevê a consolidação de plantios e criações em matas ciliares sem compensação. E deixa aos programas de regularização dos Estados a análise “caso a caso” das áreas que devem ser consolidadas ou recuperadas.
“A presidente reiterou 100% de seus compromissos de campanha. Não aceita retrocesso, anistia nem pressão. Disse que é inaceitável o que houve em Mato Grosso. Não quer aumento de desmatamento no seu currículo”, relatou um auxiliar.
Em reunião com três ministros na sexta-feira, a presidente resolveu editar novo decreto para prorrogar a suspensão das multas e sanções da Lei de Crimes Ambientais. Ela afirmou que o texto “abre as portas” para o fim das Áreas de Preservação Permanente (APPs). E lembrou os desastres ambientais no Rio para pedir “sensibilidade e bom senso” aos parlamentares. “A proposta do governo é boa. Vamos negociar”, defendeu um participante da reunião.
Atento aos gestos da presidente, o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, afirma que “vários passos” já foram dados e os “avanços foram significativos” até agora ao setor rural. “O ótimo é inimigo do bom. Conquistar tudo coloca em risco o que já foi garantido”, disse. Rossi defende “um passo à frente do governo” ou “um passo atrás da base do governo” para “não atrasar ainda mais” uma solução.
A intervenção direta de Dilma na costura de um acordo definitivo desagradará sua base no Congresso. E deixará em apuros alguns líderes partidários. O principal deles é o pemedebista Henrique Alves (RN), que avalizou o acordo para atender aos ruralistas do PMDB.
Alves avisou ao governo que nada mais será votado, enquanto não se deliberar sobre o código. Palocci, segundo ele, disse que Dilma não concorda com o texto. “O melhor remédio é o voto, mas vamos continuar tentando convencer [o governo], para evitar que se repita o que aconteceu com os royalties do pré-sal”, afirmou Alves, em referência ao veto do ex-presidente Lula ao texto.
Alves mantinha o otimismo na sexta-feira: “Vamos votar. Temos 400 votos para aprovar”, afirmou. E alertava o governo sobre a alternativa de enfrentar um texto “mais radical” da oposição DEM e PSDB.

Mauro Zanatta e Raquel Ulhôa | VALOR

Fruticultura

[...] novos melões virão de Aracati

Empresários cearenses do agronegócio e também o presidente da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), Zuza de Oliveira, estão muito confiantes nas pesquisas que desenvolve em Aracati a gigante multinacional suiça Syngenta, líder mundial no mercado de proteção de cultivos e terceira no mercado de sementes comerciais de alto valor agregado. Na localidade de Cajazeiras, na geografia aracatiense, a Syngenta instalou, em uma área de 50 hectares, dos quais 10 são de reserva legal, uma estação experimental que já realiza pesquisa em torno de novas variedades de melão, melancia, milho e soja. As sementes das novas variedades serão exportadas para os 90 países nos quais atua a empresa. E serão, certa e primeiramente, cultivadas pelas empresas cearenses. É forte a presença da Syngenta no Brasil, onde tem laboratórios, campos experimentais, a maior fábrica latino-americana de defensivos agrícolas e 2 mil funcionários, entre os quais doutores e pesquisadores. Um dos principais motivos que levaram a Syngenta a instalar-se no interior de Aracati são as condições climáticas da região. Segundo o gerente da estação de Cajazeiras, Jefferson Nunes, lá o sol ilumina o céu e o solo durante mais horas, sendo possível ter mais ciclos para as plantas pesquisadas. "Assim, conseguimos reduzir o ciclo de cultivo, abreviando a chegada de um novo produto ao mercado", explica Nunes.
por Egídio Serpa

Código Florestal

[...] PT busca acordo para votar projeto hoje

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Bancada do PT discute Código Florestal
Está difícil, as divergências ainda são enormes entre as posições do governo e as do relator do novo Código Florestal, deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), mas vamos torcer por um acordo na reunião logo mais a tarde da bancada do PT, lideranças da base e o relator para que a matéria, a ser votada hoje na Câmara, resulte na melhor legislação para a preservação ambiental no país.

A bancada do PT deu ontem à noite a maior demonstração de boa vontade ao aprovar o requerimento de urgência para a votação da proposta do novo Código.

O líder do partido na Câmara, deputado Paulo Teixeira (SP), relaciona pelo menos duas outras iniciativas petistas no sentido de que a nova legislação florestal seja o melhor para o país e para que as negociações cheguem a bom  termo: a definição da posição do governo sobre o Código é fruto de iniciativa dos parlamentares petistas, bem como a criação da Câmara de Conciliação montada na Câmara dos Deputados para tratar do assunto.

O PT quer votar o Código logo


“O PT deseja votar o novo Código Florestal, mas quer ver incluídas as sugestões do governo por entender que são as mais equilibradas entre todas as posições defendidas. Por isso, vamos conversar com o relator sobre essas propostas, porque acreditamos que todos os parlamentares da base precisam respeitar a posição do governo da presidenta Dilma Rousseff”, enfatiza o líder.

No plenário da Câmara, Teixeira justificou de forma objetiva as razões pelas quais a bancada e o governo adotaram estas posições: “Somos uma potência agrícola e ambiental. Equilibrar esses dois temas é fundamental para o nosso país. Não podemos retroagir em relação a compromissos que fizeram do Brasil essa potência. Essa discussão não pode ter ganhadores ou perdedores. Não seremos perdoados se provocarmos desequilíbrio.”

O líder esclareceu, entretanto, a importância da reunião marcada para hoje, com Rebelo, para colocar a posição do PT e porque o partido defende a retirada de pontos do relatório como “por exemplo, o que considera a produção  de alimentos como de interesse social. Qual a consequência, ainda que a frase seja bonita? A pessoa para criar gado, produzir soja, pode desmatar. Isso nós não admitimos e não pode permanecer na proposta final”.

Leiam, também: Última versão penaliza os que não desmataram.

Agropecuária

O bom desempenho dos preços agrícolas nos mercados interno e externo impulsiona as vendas de máquinas e equipamentos para a agropecuária.

O faturamento nominal do setor subiu para R$ 1,70 bilhão nos três primeiros meses do ano, 17% mais do que em igual período anterior.

Os dados são da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) e não incluem tratores e colheitadeiras.

A entidade apurou, ainda, que as exportações atingiram US$ 235,64 milhões no mesmo período, 49% mais do que entre janeiro e março de 2010. As importações subiram para US$ 99,75 milhões, com alta de 47%.

O setor deverá fechar o ano com desempenho melhor do que o de 2010. As estimativas da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq são de evolução entre 15% e 20%.

A câmara prevê que apenas durante a Agrishow -feira que se realiza no início do próximo mês em Ribeirão Preto (SP)- as vendas deste ano superem em 25% as do evento do ano passado.

A evolução da indústria impulsiona o mercado de trabalho. Em março, o setor tinha 49,48 mil trabalhadores, 13% mais do que em 2010.
A utilização da capacidade instalada do setor estava em 74,74% em março.

Inédito 
Pela primeira vez a raça gir leiteira lidera o número de animais que serão expostos na Expozebu. “Após o avanço da produção de gado de corte nos trópicos, é a vez da criação de gado leiteiro adaptado ao clima quente”, diz Eduardo Biagi, da ABCZ.
Exposição 
Começa amanhã, em Uberaba (MG), a 77ª Expozebu, exposição de gado zebu. Participam da mostra 3.300 bovinos de sete raças diferentes. A raça gir leiteira retira o nelore do topo da lista.
Café premiado Pelo terceiro ano, a mineira Ipanema Coffees, uma das principais produtoras de cafés especiais do mundo, ficou entre os finalistas do Rainforest Alliance Annual Cupping, que coloca lado a lado e avalia os grãos de diferentes países produtores.
Recuo O álcool hidratado foi negociado ontem a R$ 1,386 por litro em Paulínia (SP), com recuo de 2,91%. A queda acumulada nos últimos quatro dias de negociações foi de 8,2%.
OLHO NO PREÇO
COTAÇÕES

Mercado Interno
ARROZ
(Reais por saca) 19,17

Nova York
CACAU
(Dólar por tonelada) 3.206

mauro.zafalon@uol.com.br KARLA DOMINGUES

Desmatamento

[...] e o novo Código Florestal

Sem anistia e sem brechas para desmatamento
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Excelente que os parlamentares, os integrantes de comissões atinentes ao assunto, as lideranças partidárias, os ambientalistas e o governo busquem um acordo para votação o quanto antes do novo Código Florestal para o país.

É ótimo que depois de um tempo de radicalismos e da manutenção de posições inarredáveis, agora ambientalistas e ruralistas (que constituem numerosas e poderosas bancadas) consigam discutir a questão entre si. E que se reúnam com o governo e o relator, deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP) e busquem um acordo que contemple, se não tudo - porque, impossível - pelo menos minimamente o que reivindica cada uma das partes.

Agora, vamos ficar alertas: em todo esse processo de negociação pode haver tudo, menos anistia para os desmatadores e brechas para desmatamento. Não, depois da vitória que foi reduzir o desmatamento na Amazônia - que vai chegar a zero nos próximos anos - nos cerrados e em outras áreas ameaçadas que constituem o bioma brasileiro.

Repor matas ciliares nas nascentes, encostas, morros...

Não se discute que já é hora de recompor nossas matas ciliares e a vegetação nas nascentes dos rios, nas encostas e morros. Este é ponto pacífico, temos de começar já este trabalho. Mas, por outro lado, reconheçamos, é preciso viabilizar a compensação ao que já foi desmatado e não tem como recompor sem reduzir drasticamente a produção agrícola e/ou bancar seus custos.

Precisamos, assim, inexoravelmente, de financiamento e alternativas para os produtores, para que possam compensar o que foi desmatado no passado. Mas, insistamos: sem anistias e sem qualquer espaço para novos desmatamentos “legalizados”.
Se não, teremos simplesmente o pior dos mundos e o país e nosso meio ambiente já não podem mais - e de novo - arcar com isto! Com a palavra o nosso relator, deputado Aldo Rebelo.

Ceará produz morango na Serra

Festa no Agronegócio: 
Fruticultores cearenses estão plantando e colhendo morangos na serra da Ibiapaba. Este colunista saboreou o morango cearense e pode testemunhar que ele é semelhante - em tamanho, cor e sabor - ao que é produzido no Sul do País. É muito provável que, dentro de três anos, o Ceará incluirá o morango na sua pauta de exportação de frutas. Gol!
Egídio Serpa
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As vendas de máquinas agrícolas sinalizam euforia dos produtores rurais

O Estado de S.Paulo

O ritmo das vendas no atacado de máquinas agrícolas automotrizes superou, em agosto, o de autoveículos, indicando aumento dos investimentos no plantio e colheita de grãos. Mostrou, ainda, a reação dos produtores brasileiros à frustração de safras em países afetados por graves problemas climáticos, como a Rússia e a Argentina.
No mês passado, segundo os dados da associação das montadoras (Anfavea), as vendas internas de máquinas agrícolas cresceram 1,6% sobre julho e 29,4% sobre agosto de 2009. Entre os primeiros oito meses de 2009 e 2010, a alta foi de 45,7%. Os dados de produção, que incluem as exportações, foram ainda maiores: 8.565 unidades de tratores, cultivadores, colheitadeiras e retroescavadeiras foram fabricadas no mês e 60.921, no ano, com crescimento de 53,5% em relação a igual período de 2009.
Além da produção e das vendas, o aumento no emprego no setor de máquinas automotrizes, de 2,9%, no mês, e de 26,5%, em relação a agosto de 2009, ocorreu em porcentuais mais elevados que os das montadoras de autoveículos (0,7% e 10,3%, respectivamente).
Em agosto a produção total da indústria automotiva atingiu 329,1 mil veículos, com aumento de 3,4%, em relação a julho, e de 11,5%, em relação a agosto de 2009. Comparando os meses de janeiro a agosto dos dois períodos, o crescimento da produção foi ainda mais acelerado (+17,5%), mas também é reflexo do desempenho insatisfatório do primeiro semestre de 2009. As vendas alcançaram 312,8 mil unidades, no mês passado, e somaram 2,19 milhões, entre janeiro e agosto. O presidente da Anfavea, Cledorvino Belini, projeta vendas de cerca de 300 mil unidades/mês até dezembro, estimuladas pela confiança dos consumidores.
Boas condições de financiamento e o ingresso de novos consumidores que ascenderam à classe C são os principais fatores que contribuíram para o aquecimento do mercado interno. Mas os consumidores também foram beneficiados pela concorrência dos importados. Os licenciamentos de veículos nacionais aumentaram 5,7% entre 2009 e 2010, mas as importações cresceram 35,8% – chegando a 394 mil unidades em oito meses. A participação dos importados nas vendas internas foi de 15,6% para 18%.
Mais difícil será, em 2011, manter o ritmo de crescimento deste ano, cujos números foram ajudados pela liberalidade fiscal e monetária em ano eleitoral e pelo desafio de manter o crescimento das exportações, beneficiadas, estatisticamente, pela comparação com 2009.

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De acordo no essencial

As ruidosas diferenças entre PT e PSDB sobre o tratamento a dar ao MST e outras organizações da luta rural encobrem uma concordância básica: para ambos, a reforma agrária deixou de fazer sentido no atual estágio de desenvolvimento capitalista brasileiro.

O diagnóstico comum não surpreende quem acompanhou a formação das duas correntes políticas. Já nos anos 1970 era a posição dos teóricos e militantes dos grupos que estão nas raízes do peessedebismo e do petismo. Que aliás remetem à antiga Ação Popular, organização da esquerda católica nos anos 1960. 

A derrota do PC do B na guerrilha do Araguaia talvez reste para a História como o marco simbólico dessa transição de conceitos. Saía silenciosamente de cena a luta pela distribuição de terra, entrava o combate dos trabalhadores rurais pela carteira assinada, condições dignas de trabalho, etc.

Nas últimas décadas, a reforma agrária persistiu no noticiário, e mesmo em políticas compensatórias de governos. Alguma terra foi distribuída, algum dinheiro foi dado. Os movimentos sociais passaram a ser recebidos em palácio. E só. 

Qualquer um que conversa a sério com Luiz Inácio Lula da Silva sobre o assunto pode informar sobre a opinião dele: a reforma agrária deveria ter sido feita lá atrás; como não foi, agora o quadro é outro. 

Aos movimentos sociais, recursos e discursos em doses suficientes para aplacar as tensões. Já a política agrária para valer é feita com os grandes parceiros empresariais.

Dos transgênicos ao álcool combustível, passando pela luta em defesa do boi e da soja na fronteira agrícola, nenhum presidente conseguiria ser mais “ruralista” que Lula foi.

A oposição que Lula sofre no assim chamado agronegócio é fundamentalmente ideológica, consequência das dúvidas ainda existentes sobre a transformação radical nos compromissos estratégicos do PT. 

O business rural preferiria um câmbio menos apreciado? Sim, desde que o governo também desse um jeito de impedir o encarecimento dos insumos e maquinaria importados. 

E se Lula é o campeão do real valorizado, o vice-campeão foi Fernando Henrique Cardoso. Antes e agora a agricultura tem sido vista como mecanismo eficaz de controle inflacionário, numa transferência maciça de renda do campo para a cidade. 

O que não chegaria a ser problema, se essa renda estivesse sendo usada para promover um crescimento industrial acelerado. Em vez de um pedaço de terra, um bom emprego. Talvez menos seguro, mas ainda assim atraente. Especialmente porque a tendência dos jovens rurais — irrefreável — é ir para cidade. Por razões óbvias. 

Onde está a encrenca? No fato de a sociedade brasileira carregar com ela um viés anti-industrialista, que vem desde a colonização portuguesa. Sorte que dos três principais candidatos, pelos menos dois, Dilma Rousseff e José Serra, são em teoria “desenvolvimentistas”. 

Digo em teoria porque nenhum dos líderes da corrida pelo Palácio do Planalto disse até agora como vai fazer para criar os milhões e milhões de empregos industriais necessários para absorver a mão de obra nacional, especialmente a jovem. 

Enquanto José Serra enfatiza a dureza de tratamento a quem atenta contra o direito de propriedade, Dilma procura o contraponto relativo, ressaltando que prefere o diálogo. Sim, mas e o que fazer com a reforma agrária? Onde estão as diferenças? 

E tem mais. Quais as medidas práticas que cada candidato vai adotar, se for eleito, para desde o primeiro dia de governo reverter a tendência recente de perda de participação da indústria nas exportações? Como fazer para desconcentrar o crescimento industrial, sem prejudicar as regiões já desenvolvidas? Quais os investimentos previstos para a formação maciça de mão de obra exigida por uma nação que escolhe o rumo da industrialização acelerada? 

E, se é possível fazer, por que ainda não foi feito?

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