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Ciro Gomes: é imperativo que Bolsonaro esclareça o "Caso Queiroz"


Em entrevista ao jornalista Florestan Fernandes Júnior no El Pais Ciro Gomes foi perguntado:

Florestan Bolsonaro disse que não vai aceitar corrupção. Mas antes da posse, sua família já estava envolvida em suposto escândalo de corrupção. Agora que é presidente não seria bom que este caso fosse bem esclarecido?

Ciro Gomes R. É imperativo, especialmente para quem assentou na sua identidade o moralismo e que tem a presença simbólica do (Sérgio) Moro, um juiz exibicionista, chibata moral da nação. E tem coisas práticas: Bolsonaro, como deputado, já malversou verba do seu gabinete. O caso do Queiroz, agora, trata-se de uma notícia crime em potencial. É uma questão de moral e de decência esclarecer isso. Até porque esta foi a pedra angular da campanha que deu ao Bolsonaro o mandato como presidente. Se Bolsonaro emprestou dinheiro ao tal Queiroz, cadê o cheque? Que dia foi? Essa foi uma nova operação Uruguai como a do Collor? Foi antes ou depois do escândalo, para tentar cobrir o episódio? Se foi um empréstimo, de onde saiu o dinheiro do Bolsonaro para emprestar? São coisas concretas relativas ao presidente. Sérgio Moro está obrigado a esclarecer isso à nação brasileira. Eu quero dar um tempo. Não quero ser um trombeteiro que nem um petista raivoso, que é o tipo mais parecido com um bolsominion. Deixa o Bolsonaro tomar pé das coisas. Mas daqui a uns 100 dias, tenho toda uma plataforma por onde vou começar a cobrar. Porque foi este o papel que a nação deu a mim. O papel da oposição é estimular Bolsonaro ao jogo democrático, obrigá-lo a seguir a institucionalidade democrática.
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A internet é um mundo sem hierarquias

Trechos da entrevista do jornalista  Juan Luis Cebrián, fundador do El País


1. No fundo a internet é um fenômeno de desintermediação. E que futuro aguarda os meios de comunicação, assim como os partidos políticos e os sindicatos, num mundo desintermediado?  As próprias organizações políticas foram ultrapassadas pela movimentação dos cidadãos. Como ordenar tudo isso? Não sei. O envolvimento da imprensa com a política é um fenômeno antigo. O que é novo é a instantaneidade, a globalidade e a capacidade de transmissão de dados que, por si só, configura um poder fabuloso.

2. A internet cria um mundo sem hierarquias. E nós, acostumados ao mundo piramidal, com instituições fortes, o Estado, a Igreja, os partidos, enfim, com ordem estabelecida, agora temos que nos achar nessa imensa rede onde todos mandam e ninguém obedece. A sociedade democrática se move pela norma, que nos conduz à lei. No mundo virtual, a norma não conduz à lei, mas ao software.

3. Os jornais, tal como os conhecemos, se acabaram. Adiós... Não significa dizer que deixarão de existir. Esse adiós resulta tão somente da constatação de que os impressos pertencem à sociedade industrial, e não estamos mais nela. Entramos na sociedade digital. No ano passado, cerca de 600 jornais fecharam as portas nos EUA, alguns deles com muita tradição. Em geral, jornais nascem defendendo bandeiras políticas e, ao se manterem à custa das receitas publicitárias, preservam sua independência. Como esse modelo ficará? Não é uma bem-sucedida transposição do impresso para o online, porque não é verdade. São veículos diferentes.  O que nos cabe perguntar é que tipo de jornalismo queremos ter na rede. Não está claro.

4. Teremos de investir em capital humano na rede se quisermos fazer diferença: ter bons jornalistas, gente com preparo para enfrentar operações globais. Mas é preciso mudar nossa forma de pensar. Nós continuamos a fazer jornais como se fôssemos o centro do mundo. Creio que já me livrei da dúvida de se a internet é uma ameaça ou uma oportunidade. Estou convicto de que é uma oportunidade.

NÃO DÁ PARA ENTENDER

Não questiono a parcialidade da mídia brasileira que sistematicamente critica, ataca e ofende raivosa, irresponsável e criminosamente o governo do Presidente Lula.
A mídia cumpre o seu papel.
Não o papel de informar, porque ela não informa. Ela deforma a informação.
Ela distorce, troca e manipula a notícia.
A mídia cumpre a sua missão oposicionista arrogante de manipular fatos e criar factóides para desconstruir verdades, confundir opiniões e desestabilizar o Governo.
Ainda que seja consessionária de um serviço de utilidade pública e devesse primar pelos valores éticos e morais, defender e respeitar o espírito democrático do estado de direito, a mídia opotou por fazer o oposto disso.
Ela transgride esses valores e princípios.
Sobretudo em se tratando do governo atual que ela não ajudou a eleger.
Por isso, quando essa mídia – não importa qual o meio usado – faz qualquer tipo de crítica a uma ação do Governo, pode ficar tranquilo: essa ação é boa, ela é positiva. Porque incomoda e vai de encontro aos interesses da mídia e daqueles que ela apoia e que a financia.
Quem não presta mesmo é a mídia cuja confiabilidade despenca na mesma proporção que o Serra cai nas pesquisas de avaliação de voto para presidente.
A mídia não merece ser levada a sério. O Serra também não.
Isso é fato, porém, até dá para entender que ainda existam quem lhes dê inconvenientemente tanta importância.
Todavia, não dá para entender é o fato de haver um emissário das elites a serviço desta trabalhando contra o Governo. Dentro do próprio Governo.

Criando crises e gerando discórdia no Governo.
Nelson Jobim, ministro da Defesa, é um exímio representante da oligarquia tucana. Ele serve a FHC e ao Serra. E, por consequência, à mídia nacional.
Não há uma só atitude de Jobim que não tenha como objetivo o de criar um farto político prejudicial ao governo Lula visando municiar a oposição e a Globo.
A primeira, se articula através de seus governadores (leia-se José Serra de São Paulo) e do Congresso Nacional, sobretudo no Senado, aonde conta com figuras carimbadas e desprestigiadas tipo Arthur Virgílio, Tasso Jereissati, Mão Santa, Heráclito e Agripino Maia, só para citar, pois imagino que você que me segue esteja em meio a um lanche ou fazendo a sua refeição.
A segunda, por sua vez, repercute o fato criado por Jobim. Distorce, aumenta e o julga como sendo a instituição do oitavo pecado capital.
A coisa é tão grotesca e de tal indisfarçável transparência que se vê nos olhares dos apresentadores da Globo.
Aprendi que se pode não entender o que alguém tentou dezer através de palavras. Mas nunca pelo olhar.
Os olhos revelam mais que íris. Eles deixam à mostras a verdade contido no espírito. Aquelas caras e olhares dos Willians (Wack e e Bonner) são reveladores: ali estão os porta-vozes da elite asquerosa e doente que odeia gente pobre. gente que mora em bairros alagados ou que virou, por exemplo, presidente do Brasil.
Ela odeia o Lula, mas adoram o ministro Jobim.
Jobim. Que humilhou o seu antecessor no cargo, o ministro Waldyr Pires, no dia de sua posse.
Jobim. Que criou a crise do áudio sem áudio, a da babá eletrônica.
Jobim. Que ameaçou se demitir caso o Presidente Lula não altere o decreto que cria a Comissão da Verdade.
Jobim. Ele é contra o Governo que é a favor que se investigue os atos de tortura e julgue os torturadores da ditadura militar que a mídia – Folha, Estadão, Globo – apoiou.
O decreto do Prsidente Lula “ … dá luz verde ao processo (de abertura de ações penais contra os crimes da ação militar) e representa um gesto inequívoco do Governo de Brasília para reverter uma política de silêncio, que, desde a volta da democracia, grupos de defesa dos direitos humanos e familiares das vítimas da ditadura denunciaram.” (El País).
Jobim. Ele continua no Governo do Presidente Lula.

Mesmo sendo um serrista convicto, ele continua.
Não dá para entender.