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Inovação em preservativo masculino

[...] Existem camisinhas com anéis vibratórios como a Durex Play - Ring of Bliss.
Deperthes, cujo escritório conta com uma parede de camisinhas, têm versões embaladas como pirulitos, em caixas de chocolate ao leite miniatura e puxa-puxa embrulhado com celofane.
E o que é aquilo preso em sua blusa de seda? Um broche de tecido. Porém, no avesso do broche vemos, sim, uma camisinha.
Uma inovação bem-sucedida foi a camisinha Hat, lembrando uma touca de banho pequena, projetada, segundo Frezieres, para “dar sensação máxima”. Infelizmente, "nos testes clínicos, os casais tinham dificuldades em manter o preservativo no lugar".
Um projeto promissor, já disponível em alguns lugares do mundo, é o Ready 4:Secs, cujo nome seria um trocadilho (“Pronto para Transar”, em tradução livre) e uma referência ao tempo que supostamente levaria para ser colocado (4 segundos). A camisinha vem com aplicador plástico que lembra um salva-vidas.Outra ideia foi a camisinha em spray, criada pela aplicação de látex líquido para proporcionar um preservativo modelado para uso do homem. “Ótimo conceito”, disse Frezieres. No entanto, não tinha ponta para coletar o fluído e “ficamos nós pensando em como tirá-la mais tarde”.
Talvez o mais inovador seja o Origami, novo produto de origem norte-americana, ainda na fase de testes clínicos. O inventor, Danny Resnic, disse ter sido motivado por sua própria experiência quando "um preservativo de látex estourou e terminei diagnosticado com HIV".
Anos de testes o levaram a criar uma camisinha com dobras ao estilo do fole de uma sanfona, frouxas para permitir o movimento interno. Feita de silicone, com o intuito de deixar a sensação mais parecida com a pele, “ela é colocada em menos de um segundo” e “não existe jeito errado de colocar”.

Camisinha: tire dúvidas

por Carolina Gonçalves

1- Qual a forma correta de colocar a camisinha?

 Para que a camisinha cumpra o seu papel "protetor" durante o ato sexual, deve-se ter em mente alguns aspectos cruciais para o seu uso. "Em primeiro lugar, deve estar de fácil acesso antes do ato e o invólucro que a contém só deve ser aberto no instante do seu uso", explica o urologista Sylvio Quadros, chefe do departamento de DST da Sociedade Brasileira de Urologia. O pênis deve estar ereto, livre de lubrificantes, cremes ou pomadas. A pessoa deverá então segurar o preservativo pela extremidade, deixando um espaço isento de ar na ponta para conter o sêmen, diminuindo assim a chance de rompimento. A seguir, a camisinha deve ser desenrolada, da extremidade para a base do pênis.
Após o ato sexual, ainda com o pênis ereto, a camisinha deve ser retirada com cuidado, de forma a impedir que o sêmen extravase. "Segure a camisinha na extremidade com os dedos de uma mão, ao mesmo tempo
em que, com a outra, você retira a proteção no sentido da base para a extremidade." 

2- Como escolher o tamanho ideal?

A medida convencional usada para determinar o tamanho da camisinha é a do diâmetro, cujo valor médio (tradicional) e mais encontrado para o consumidor é de 52 mm. "Entretanto, podem ser adquiridos preservativos de 55 mm (extra) e de 49 mm ('teen'), que devem ser escolhidos de acordo com as dimensões do pênis", declara o urologista Sylvio. Quanto ao comprimento, as camisinhas variam de 16 a 19 centímetros, sendo de extrema importância a certificação do tamanho correto, pois camisinhas maiores do que o tamanho do pênis podem comprometer a proteção. Na dúvida, escolha o tamanho padrão e troque em caso de desconforto. As espessuras das camisinhas também podem variar, sendo as mais finas - modelos "sensíveis" - indicadas para pessoas que perdem a sensibilidade com a camisinha normal e acabam sentindo menos prazer no ato sexual. 
teste de gravidez - Foto: Getty Images

3- Existe risco de gravidez?

Sim, mas eles normalmente estão associados ao mau uso do preservativo. "Se a camisinha é colocada corretamente e usada do início ao fim da relação, em todas as relações, as chances de gravidez são próximas de zero", diz a ginecologista Arícia Helena Giribela, da Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo.  
camisinha com um laço da Aids - Foto: Getty Images

4- A camisinha protege contra todas as DSTs?

Não. "A base do pênis e área externa na vagina não são contempladas pela proteção da camisinha, portanto qualquer ferida ou verruga causada por DST nessas partes pode ser transmitida pelo contato", diz o urologista Sylvio. Isso quer dizer todas as áreas da região íntima que ficam em contato pele com pele tem potencial para transmitir DST, como verrugas e feridas consequentes de HPV e gonorreia. Além disso, o especialista afirma que existe uma remota chance do vírus da Aids passar por entre as microscópicas malhas do látex que compõe os preservativos, mas que para isso acontecer o portador precisa apresentar taxas muito altas do vírus. "Apesar disto, a camisinha ainda é o único e mais seguro recurso para proteger das mais diversas doenças sexualmente transmissíveis e a gravidez indesejada." Para o caso de pessoas que tem uma DST na parte externa da genitália, o melhor é buscar tratamento e suspender as relações sexuais, evitando o risco de transmitir ao parceiro. 
camisinhas - Foto: Getty Images

5- Se eu usar mais de uma, estou mais protegido?

Essa prática não é recomendada, pois a fricção das duas malhas de látex pode causar um rompimento das camisinhas, muitas vezes sem a percepção do usuário. "Usar mais de um preservativo irá diminuir a sensibilidade do homem naquele local, fazendo com que ele não note o rompimento ou então não sinta prazer no ato", explica o urologista Sylvio. A mesma lógica vale para a camisinha feminina, que deve ser usada individualmente, nunca em conjunto com a masculina. 
homem tirando uma camisinha do boloso da calça - Foto: Getty Images

6- É necessário usar durante o sexo anal?

Sim, principalmente para evitar infecções e contaminações na área. "Isso porque a flora bacteriana da região anorretal é diferente da que encontramos na uretra ou vagina, podendo oferecer uma dificuldade extrema de tratamento caso venha causar infecções uretrais ou vaginais", explica o urologista Sylvio. Outro ponto é a transmissão de DSTs, que também pode acontecer por meio do sexo anal, sendo necessário o uso de camisinha.  
camisinha feminina - Foto: Getty Images

7- Pessoas que têm alergia a látex podem usar a camisinha masculina?

Evidentemente que se tem alergia, o indivíduo não deve usar a camisinha masculina feita de látex. Hoje no mercado existem as camisinhas feitas de silicone, ou mesmo a camisinha feminina, que é feita de poliuretano ou borracha nitrílica, materiais com pouco potencial alergênico. Caso o homem ou a mulher sejam alérgico ao látex, o ideal é buscar essas alternativas. 
casal preocupado - Foto: Getty Images

8- Se a camisinha furar, qual o procedimento mais adequado?

 É preciso salientar que a camisinha raramente irá estourar se for usada e conservada adequadamente. "Caso ocorra o rompimento, o coito deverá ser interrompido imediatamente e uma nova camisinha deve ser adequadamente usada", explica o urologista Sylvio. A ginecologista Arícia também recomenda o uso da pílula do dia seguinte, para os casos em que se quer evitar a gravidez. 


9- Qual o prazo de validade de uma camisinha?

O prazo de validade varia de três a cinco anos, dependendo do fabricante. "Esse tempo é contado a partir da data de fabricação, que vem impressa na embalagem" alerta Sylvio Quadros. Para sua melhor conservação, devemos mantê-la longe de umidade e calor excessivo, além de evitar dobrá-la, amassá-la ou mantê-la por muitos dias dentro da carteira, da bolsa, porta-luvas ou porta-malas do carro. "Sem esquecer que ela deve ser retirada do invólucro apenas instantes antes da sua utilização." 
casal deitado na cama - Foto: Getty Images

Falta de lubrificação durante o sexo pode estourar a camisinha?

Sim, esse é um dos principais fatores de rompimento. Por isso, a penetração só deve acontecer quando a mulher já estiver excitada e devidamente lubrificada. "No caso do sexo anal, em que não há lubrificação natural, é recomendado o uso de produtos lubrificantes adequados", afirma o urologista Sylvio. Caso a mulher tenha muito pouca ou não possua lubrificação natural, é indicado também o uso dos produtos.

10- Eu posso usar a mesma camisinha em dois atos sexuais seguidos?

Nunca, mesmo que não haja ejaculação. "Um dos fatores de rompimento da camisinha é o seu uso prolongado, pois aumentará a fricção ou mesmo diminuir a área de extravasamento", alerta Sylvio Quadros. O ideal é ter sempre mais de um preservativo disponível, para que ele possa ser trocado a cada ato sexual consecutivo.  
pílula anticoncepcional - Foto: Getty Images

11- A camisinha exclui o uso de outros métodos contraceptivos?

 Não. Usar a camisinha durante as relações sexuais não impede o casal de manter ou começar a usar outros métodos contraceptivos, como a pílula anticoncepcional ou o adesivo. Da mesma forma, uma mulher que já faz uso desses métodos não deve dispensar as camisinha durante as relações sexuais, uma vez que esses métodos protegem apenas contra a gravidez, e a camisinha também previne DSTs. Vale lembrar que a pílula anticoncepcional é aquela de uso contínuo, e não a pílula do dia seguinte - essa deve ser usada apenas no caso de a camisinha ter estourado ou qualquer outra situação que levante a suspeita de gravidez após a relação sexual. 

Motéis e hoteis

[...] podem ser obrigados a oferecer preservativos gratuitamente

Quem utiliza motéis poderão ter à disposição, gratuitamente, preservativos masculinos e femininos além de panfletos educativos sobre doenças sexualmente transmissíveis. 

Foi aprovado hoje em caráter terminativo, pela Comissão de Assuntos Sociais o projeto de lei da senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE). 

Pelo projeto, a exigência será estendida também aos chamados estabelecimentos drive-in. 

Agora, a matéria segue para a apreciação dos deputados e, se aprovada, irá à sanção presidencial. 

A obrigatoriedade valerá para hotéis, pousadas, pensões e outros órgãos similares, por conta de emenda apresentada pelo senador Lindberg Farias (PT-RJ).