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Mostrando postagens de Abril 17, 2016

O esbulho está consumado

O golpe precisa do governo para se consumar

POR  · 17/04/2016 O esbulho está consumado, o golpe, não ainda. O esbulho, para os que não sabem a palavra, é o ato de privar alguém da posse de algo que é legitimamente seu,por meios violentos ou clandestinos ou ainda por abuso de confiança. O cargo de Presidente já foi tomado de Dilma. Não formalmente, o que nem a votação deste domingo faz, mas politicamente já há temos, quando se a impediu – e ela acedeu – de governar com o programa e as forças que a elegeram. O golpe ainda se vai completar, porque ele depende da entrada de Michel Temer no exercício do cargo esbulhado de Presidente, para que comece a se reverter todo o leque de políticas sociais que, por uma década e meia, progressivamente se desenvolveu. E aí sim será o golpe, porque terá sido atingida a essência desta usurpação, levar de volta o Brasil estrutural – e não circunstancialmente – ao que era no passado. A caricatura político-parlamentar que assistimos na noite de domi…

A hora da decisão

República do Brasil ou república de banana, esta é a escolha que os parlamentares farão hoje na Câmara Federal.
 - Hoje, no final da votação do pedido de impeachment, o Brasil estará diante de um novo destino – cujo traçado final será resolvido pelos 513 deputados federais. Não será um desenho definitivo, até porque a história é um movimento perpétuo,  que admite avanços e retrocessos, que refletem as insondáveis motivações da luta política e da alma humana.
Se, como acredito, a tentativa de encerrar o mandato de Dilma for derrotada, a principal instituição de uma democracia – o respeito pelo voto popular – terá sido preservada. Terá sido reaberto, assim, o caminho para a reconstrução de um governo destroçado pela combinação perversa de erros graves cometidos por seu núcleo dirigente com a feroz atividade golpista de adversários. Antes mesmo do início do segundo mandato, obtido nas urnas de outubro de 2014, estes já se mostravam capazes de mobilizar parcelas inteiras do poder econômico e …

Marco Aurélio Mello vai relatar ação que pede unificação de ações contra Dilma e Temer

Direto de Brasília - A pouco foi distribuída a ação apresentada pelo PT que pede a unificação dos pedidos de impeachment da presidente Dilma Rousseff e do vice Michel Temer. E caiu nas mãos do ministro Marco Aurélio Mello, do STF - Supremo Tribunal Federal -. Ele já se posicionou de forma favorável à abertura de processo contra Temer. O motivo: o vice, assim como a presidente, também assinou decretos semelhantes aos das chamadas "pedaladas fiscais" e, segundo ele, não poderia haver dois pesos e duas medidas. Não se sabe, ainda, se Mello tomará alguma decisão hoje domingo (17).
Pergunto: Vai lavar as mão ministro?

Golpe outra vez?

por Janio de Freitas Chegamos a mais uma encruzilhada. Vem de longe a motivação mais profunda que aí nos põe: democracia não é para qualquer um, e o Brasil não tem aptidão para vivê-la. É historicamente inapto, como provam suas poucas e vãs tentativas.A democracia exige certo refinamento. Sua difícil construção exige, para os passos iniciais que jamais completamos, algum desenvolvimento mental da minoritária camada da sociedade que detém os instrumentos de direção do todo; e, para levá-lo a resultados razoáveis, alguma qualidade moral, a que podemos até chamar de caráter, dessa camada. A ridícula industrialização do Brasil só se iniciou de fato mais de 450 anos depois da chegada dos mal denominados colonizadores. Assim espelha bem a combinação de avareza e preguiça, mental e física, da classe que sempre preferiu, e prefere ainda, amontoar patrimônio a ter de trabalhar no possível investimento em produção, em crescimento, em inovação. Daí os monstros de concreto que são nossas cidades, de…

Ganhamos um personagem: Temer o vilão

POR JARI DA ROCHA, COLABORAÇÃO PARA O TIJOLAÇO
O que seria dos cronistas deste país sem Michel Temer? Como ele pode fazer isso com o povo brasileiro? Tantos anos em silêncio para só agora revelar esse dom zombeteiro. O Temer não tinha o direito de ficar assim nas sombras por tanto tempo. Se em poucos meses de revelação nos propiciou tanto assunto que mal sabemos por onde começar, imagine se ele tivesse começado a "trabalhar" em janeiro de 2010? A carta de Michel será lida, nas futuras aulas de história ou literatura, com a importância da carta de Caminha. A diferença básica, além do tema,  será apenas o destinatário: El-Rei Dom Manuel e Presidenta Dilma Roussef. Pero Vaz de Caminha relata a conquista das novas terras de Dom Manuel, descreve o povo vicioso da Terra Papagalli, as índias que não tinham vergonha de mostrar as suas vergonhas e faz, no final, aquele pedido pessoal. Temer, por sua vez, adota o tom romântico do amante que não conseguiu fazer valer seu esforço e amo…

Rodrigo Viana - Decisão será por margem estreita, e governo só terá votos pra barrar golpe com estados nordestinos no fim da sessão

Alerta: haverá uma primeira impressão de vitória avassaladora do impeachment. Quando os deputados de São Paulo (décima quinta unidade da federação, na ordem prevista por Cunha) votarem, a oposição provavelmente estará ganhando por 75% a 25%.  Só então é que entrarão em cena estados nordestinos onde se projeta que o governo levará vantagem: Maranhão, Ceará e Bahia. Nesse momento final é que devem surgir os votos definitivos contra o golpe. por Rodrigo Vianna As última 48 horas foram de intensas mudanças e articulações no cenário político. Até o meio da tarde de sexta-feira (dia 15), a contabilidade dos votos mostrava que o pêndulo se inclinava decididamente em favor do golpe de Temer/Cunha. Mas àquela altura, os governadores do Nordeste já trabalhavam freneticamente nos bastidores, para virar votos em favor da democracia. E isso deu resultados. Na noite de sexta, surgiu o fato que pode ter sido o grande trunfo contra o golpe: o vice-presidente da Câmara, Valdir Maranhão (PP-MA), declaro…

Governadores chegam a Brasília, se unem a Lula e criam "onda a favor" do governo

De sexta para sábado, deputados do PP e do PSB começaram a mudar de voto, muito em razão do desembarque de governadores aliados na capital federalPor Wilson Lima, para Revista BrasileirosA entrada de governadores da região Nordeste e a intensificação das negociações comandadas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criaram uma espécie de "onda a favor" do governo federal. Desde quando nomes como o dos governadores Flávio Dino (PCdoB-MA), Rui Costa (PT-BA), Wellington Dias (PT-PI) e Ricardo Coutinho (PSB-PB) chegaram a Brasília para tentar convencer deputados a votar contra o impeachment, alguns votos já foram revertidos.Dentro do PP, o governo alega que conseguiu obter pelo menos 12 votos a partir da influência do deputado Flávio Dino em parceria com o deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), um dos aliados remanescentes do governo federal. Os deputados do PP, entretanto, alegam que Fonte e Dino não vão conseguir entregar os 12 votos. Um deles é certo: o do vice-presidente d…

Em defesa de Dilma, por Paulo Nogueira

Há um clichê sobre Dilma que deve ser rebatido.Muita gente diz ser contra o impeachment, embora Dilma seja ruim, péssima, incompetente etc.Falta reflexão a este tipo de consideração.Dilma sequer teve a chance de ser uma má governanta. Nem saíra o resultado da eleição e ela começou a ser sabotada brutalmente.Uma aliança imediata entre Aécio e Cunha no Congresso inviabilizou qualquer iniciativa de Dilma.A mídia se dedicou a desestabilizá-la desde antes da vitória nas urnas. Na véspera da eleição, a Veja deu uma capa que afirmava que um delator dissera Dilma e Lula sabiam de tudo no escândalo da Petrobras.Era mentira, era crime jornalístico, ficaria demonstrado quando se soube do teor da delação invocada pela Veja.Mas a revista saiu impune deste que pode ser classificado como o marco zero no processo de desestabilização do governo pela imprensa.A Globo com suas múltiplas mídias logo passou também a fazer uma guerra aberta contra Dilma.O Jornal Nacional se transformou numa Veja eletrôni…