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EUA e o meio ambiente


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Donald Trump é apenas menos hipócrita que a maioria absoluta dos estadunidenses, que enxergam apenas o próprio umbigo e se julgam realmente donos do mundo.

A imagem vale mais que zil palavras

Encontro do G20: Dilma x Fhc

Enquanto Dilma, no G20, fortalece laços com os Brics, ajudando o mundo com a criação de forças multilaterais com peso político e econômico para fazer frente à hegemonia de EUA e Europa, os adversários da presidenta, os tucanos, tentavam fazer do Brasil o quintal dos americanos.
Enquanto Dilma, junto com os Brics, criou um banco de fomento que já nasceu maior que o Banco Mundial e FMI...Leia mais>>>



Brasil, a nova fazenda do mundo

Foi com essa machete de página do jornal francês “Le Monde” que os ministros de Agricultura dos principais países desenvolvidos e emergentes desembarcaram ontem, em Paris, para o primeiro “G-20 agrícola”, com reuniões hoje e amanhã.
O influente periódico ilustrava a percepção de que “o Brasil será um dos pesos pesados do encontro”, diante de sua “irresistível ascensão”. Já líder no comércio de açúcar, café, suco de laranja e carnes, o Brasil, estima-se, poderá assumir a liderança do setor “nos próximos dez anos”.
Os protagonistas agrícolas chegam à reunião do G-20 divididos sobre como responder às fortes altas dos preços dos alimentos. O comunicado final, como sempre acontece nesse tipo de reunião, deverá deixar de lado as polêmicas. A começar por controle de preços, sem chance de ser aceita por países exportadores.
Tampouco se espera que o G-20 decida pela eliminação de subsídios na produção de biocombustíveis ou no comércio mundial. O Brasil não subsidia o etanol, mas EUA e Canadá, sim – apesar da recente decisão do Senado americano de retirar o apoio, medida que ainda terá de passar por outras aprovações. Para o Brasil, não tem sentido a alegação de algumas organizações multilaterais de que é impossível elevar a produção de biocombustíveis e alimentos ao mesmo tempo. O país acredita estar provando o contrário.
Também não há possibilidade de ir adiante a ideia de proibir os países de aplicarem impostos às exportações, ou mesmo de restringi-los. O texto final trará um acordo apenas sobre a proibição nas exportações “não comerciais ou humanitárias”.
Os assessores dos ministros vão começar a negociação final do plano de ação contra a volatilidade dos preços dos alimentos nesta quarta-feira às 8 horas da manhã, e podem se estender até a noite. Os franceses apontam divergências sobre a entrega de dados de estoques por parte de China e Índia, resistência dos britânicos e australianos sobre a regulamentação dos mercados futuros e desencontros sobre a restrição das exportações de alimentos.
Os custos das matérias-primas são o vilão no curto prazo. Mas o Brasil tem insistido que a questão é mais ampla e envolve desde o efeito perverso dos subsídios dos países desenvolvidos, que derrubam os preços e quebram a produção nos países pobres, até a baixa produtividade dessas nações por força de programas de ajuste impostos de fora.
Para se ter uma ideia dos desafios, o rascunho do comunicado dos ministros destacará que, para alimentar uma população mundial de 9,1 bilhões de pessoas em 2050, a produção agrícola precisará crescer 70% no período – quase 100% nos países em desenvolvimento. Isso requer um conjunto de medidas para elevar a produção, a produtividade e a eficiência dos recursos. E o Brasil é central.
Beneficiado pelos altos preços das commodities agrícolas e com candidato à direção geral da FAO, o braço de agricultura e alimentação da ONU, o Brasil sinaliza com planos de ampliar a cooperação agrícola em países africanos. A ideia é desenvolver projetos que garantam uma cesta de alimentos básicos, ao invés de se concentrar em produção destinada à exportação.
“Queremos ampliar a cobertura temática e geográfica da cooperação e ajudar a desenvolver e a diversificar a produção africana, aproveitando nossa experiência em áreas como o Cerrado”, disse o embaixador brasileiro na Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevedo. O representante brasileiro diz que isso ocorre no rastro do êxito da cooperação na melhora da produção de algodão com os quatro grandes produtores africanos – Mali, Benin, Chade e Burkina Faso.
Na sexta-feira, em Roma, nada menos do que cinco ministros brasileiros deverão participar de seminário organizado pelo Itamaraty destinado a países africanos e do Caribe, as vésperas da eleição para a direção-geral da FAO. Os países africanos serão decisivos na eleição. A expectativa é que o candidato brasileiro José Graziano da Silva tenha apoio também na Africa. (AM)

Comércio exterior

O embaixador Ron Kirk, secretário de Comércio dos Estados Unidos, admitiu que o destino da longa rodada de negociações de Doha, que há dez anos tenta estabelecer novas regras para o comércio mundial “depende da vontade da China, Índia e Brasil de fazerem um acordo que abra seus mercados para mais bens e serviços estrangeiros”. E, de antemão, já previu que “não há razões para otimismo”.


Os Estados Unidos bloquearam, em 2008, uma minuta de resolução que, entre outras regras, punha por terra as barreiras protecionistas que o país mantém, sem abrir mão, ao mesmo tempo, que os demais países eliminassem, praticamente, todas as suas restrições às exportação das economias desenvolvidas, como os EUA e a União Européia.

“O poder econômico dos Brics está crescendo à medida que o mundo desenvolvido luta para abater suas dívidas, e os cinco países começam a operar como um bloco único no G20, fornecendo um contraponto aos Estados Unidos e outras potências tradicionais”, diz hoje a agência Reuters.

DILMA NO RODA-VIVA DESCARTA ORTODOXIA E IMPRESSIONA PELA FIRMEZA E TRANQUILIDADE

"Não tem sentido que o receituário dos países desenvolvidos --que cometeram barbaridades-- tenha que ser o mesmo que o dos países emergentes. Seria uma solidariedade burra. Esse remédio não é nosso. Eles têm que reduzir o déficit deles em 50%. É uma redução brutal. Falam que nós temos uma dívida muito alta. Não é verdade. Comparem nossa dívida com a dos EUA e do Japão. Nós estamos fazendo o nosso dever de casa, independentemente do G-20" Dilma.

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Um jogo de azar

O comunicado conjunto divulgado pelo G20 ao final de encontro para estudo e implantação de regras para o sistema financeiro internacional revelou que está por vir uma queda-de-braço entre a sociedade, via seus Governos, e a banca.

Considerado o mais incisivo desde o início da crise mundial iniciada em 2008, o comunicado reforça o que todos já sabemos: é fundamental regular o setor.

Por ora, nenhuma medida concreta foi tomada, e o G20 volta a discutir o assunto em junho. Os governos demoram a cobrar contrapartidas do mercado financeiro pelo socorro - com dinheiro público! - recebido durante a crise. Assim, o comunicado ainda está mais no campo da satisfação à opinião pública do que no de uma real transformação do sistema.

Enquanto isso, os bancos dos países emergentes - os do Brasil, também, obviamente- começam a pressionar para evitar a nova regulação que está sendo desenhada.

Os banqueiros usam o discurso de que as novas regras mais rígidas diminuirão a atual expansão do crédito, que tem sido a base do desenvolvimento desses países. Além disso, aludem a um suposto impacto nas taxas de crescimento do PIB que a reforma acarretaria.

Era de se esperar uma reação de um setor que passou os últimos 15 anos atuando como bem queria, na esteira do receituário neoliberal - no Brasil, implementado pela gestão tucana de Fernando Henrique Cardoso,mas principalmente no centro do capitalismo financeiro os EUA, onde a política de desregulamentação, da era Reagan e Thatcher, se consolidou e predominou com Bush.

A proposta que fazem, indiretamente, é algo assim: atuamos sem regulamentação para impor os rumos que desejamos à condução da economia e, em caso de crise, os governos vêm nos socorrer.

Ora, fica evidente que só uma decisão política pode superar a resistência da oligarquia financeira internacional, dos grandes bancos e dos rentistas - no mundo e no Brasil também. Não podemos nos esquecer que é justamente a ausência de regras que possibilita à banca restringir o crédito quando quer.

Foi o que aconteceu no Brasil durante a turbulência global: restrição de financiamentos, apesar de o governo Lula ter sinalizado, e atuado, no sentido contrário. Para impor uma barreira à crise, nossa economia praticamente só pôde contar com o dinheiro público (Banco do Brasil, BNDES, Caixa Econômica Federal e Banco do Nordeste do Brasil), situação que ainda prevalece.

Em geral, a imprensa brasileira incentiva o rentismo, como se verifica nas seguidas páginas que sentenciam uma inevitável alta da Selic, uma cobertura com contornos de torcida pelos juros altos. Não se vê na mesma proporção ataques ao injustificável spread praticado pelos bancos.

Por essas razões, ou bem os governos agem com vontade política e promovem uma reforma profunda no sistema financeiro global, que vá além do atual debate sobre diminuir a alavancagem, taxar o capital especulativo e desencorajar a tomada excessiva de riscos; ou as cartas na economia seguirão como hoje, nas mãos da banca.

Neste jogo de azar, quem perde somos nós, a sociedade.

Aos alarmistas de plantão

Aos alarmistas de plantão e críticos da política econômica do governo federal, recomendo o excelente artigo de Paulo Nogueira Batista Jr, diretor-executivo no FMI, sobre a queda nas contas públicas. Ele explica os motivos da redução do superávit primário e do aumento do deficit nominal, responsáveis pelo crescimento da equação dívida líquida/PIB.

Batista Jr aponta como causas principais da queda das contas públicas, a recessão, o afrouxamento da política fiscal e o aumento da dívida líquida do governo refletido na valorização do câmbio. Embora a deterioração das contas públicas seja "motivo de preocupação", ele considera acertadas as medidas do governo federal. "Não teria sido recomendável - pondera o economista - responder à queda das receitas associada à recessão com corte equivalente dos gastos públicos" - como pregam a oposição e os saudosos neoliberais."

A tentativa de manter o deficit fiscal no nível anterior teria agravado a pressão recessiva decorrente da crise mundial", prevê o economista para quem "o governo precisava recorrer a uma política fiscal ativa, de caráter antirrecessivo. Se isso não tivesse sido feito, a recessão teria sido mais profunda e mais demorada."

Representante de nove países da América Latina no FMI, Paulo Nogueira informa que o "Brasil parece estar entre os mais cautelosos em matéria de política fiscal anticíclica". E lembra que "projeções publicadas pela revista 'The Economist' indicam que o deficit fiscal brasileiro está entre os menores, quando se considera os países do G20 e outras 23 economias desenvolvidas e em desenvolvimento."

Leiam "A piora das contas públicas", publicado hoje no Folhão.

A morte do G8 e novo desenho do poder

A economia dos Estados Unidos dá sinais claros de que não reagirá aos estímulos adotados até agora e que os estímulos fiscais e monetários se esgotaram. Os juros são hoje negativos, colocando a administração democrata e o presidente Obama diante do desafio de aumentar os estímulos fiscais, mesmo com o crescimento da dívida pública a níveis inimagináveis em qualquer país do mundo. O fato é que não existem outras saídas dentro do atual modo capitalista hegemônico dos Estados Unidos. Enquanto isso, o G-8 moribundo não consegue também retomar a agenda da reforma do sistema financeiro ou de um plano que sustente a recuperação em nível mundial, preso numa coreografia do passado, incapaz de decidir, seja na questão climática, que ficou para ser resolvida numa conferência da ONU, marcada para dezembro, em Copenhague, na Dinamarca, seja na questão da nova arquitetura do G-20, que ficou para Pittsburgh, nos Estados Unidos.

Os países desenvolvidos demonstram sua incapacidade de dirigir o mundo, expresso no apelo para que os países emergentes, BRICs à frente, pilotem a retomada do crescimento, mas sem o suporte dos ricos, seja para a diminuição dos gases estufa, créditos de US$ 100 bilhões ao ano, seja para a expansão do comércio e a retomada de uma política de segurança alimentar -- foi aprovado um crédito de US$ 20 bilhões para a pequena agricultura, única medida razoável, e não de venda de excedentes de suas produções altamente subsidiadas de alimentos.

Sem um acordo contra o protecionismo, sem um redesenho do poder, das finanças internacionais e do financiamento dos investimentos e do comércio, não haverá recuperação econômica. Assim só nos resta esperar por Pittsburgh, a ex-cidade do aço americana, onde esperamos que o G-8 tenha um enterro de luxo e que surja uma nova configuração de poder mundial expressando o novo desenho real do mundo no século XXI, com o G-20.
José Dirceu