Planos de saúde
Saúde privada
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Ministério da Saúde e ANS estabelecem regras para estimular parto normal na saúde suplementar
O Ministério da Saúde e Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicaram nesta quarta-feira (7) resolução que estabelece normas para estímulo do parto normal e a consequente redução de cesarianas desnecessárias na saúde suplementar. As novas regras, passam a ser obrigatórias em 180 dias, ampliam o acesso à informação pelas consumidoras de planos de saúde, que poderão solicitar às operadoras os percentuais de cirurgias cesáreas e de partos normais por estabelecimento de saúde, por médico e por operadora. As informações deverão estar disponíveis no prazo máximo de 15 dias, contados a partir da data de solicitação. "Não podemos aceitar que as cesarianas sejam realizadas em função do poder econômico ou por comodidade", declarou o ministro da Saúde, Arthur Chioro. Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil Atualmente, 23,7 milhões de mulheres são beneficiárias de planos de assistência médica com atendimento obstétrico no país, público-alvo dessas medidas. O percentual de partos cesáreos no País chega a 84% na saúde suplementar. Na rede pública este número é menor, de cerca de 40% dos partos. A cesariana, quando não tem indicação médica, ocasiona riscos desnecessários à saúde da mulher e do bebê: aumenta em 120 vezes a probabilidade de problemas respiratórios para o recém-nascido e triplica o risco de morte da mãe. Cerca de 25% dos óbitos neonatais e 16% dos óbitos infantis no Brasil estão relacionados a prematuridade. Em coletiva de imprensa nesta terça-feira (6), o ministro da Saúde, Arthur Chioro, afirmou que não se pode aceitar que as cesarianas sejam realizadas em função do poder econômico ou por comodidade. "O normal é o parto normal. Não há justificativa de nenhuma ordem, financeira, técnica, científica, que possa continuar dando validade a essa taxa alta de cesáreas na saúde suplementar. Temos que reverter essa situação que se instalou no país". Ele reforçou ainda que a redução de cesáreas não é uma responsabilidade exclusiva do poder público, mas de toda a sociedade brasileira. "É inaceitável a epidemia de cesáreas que há hoje no país e não há outra forma de tratá-la senão como um problema de saúde pública", destacou. Para o diretor-presidente da ANS, André Longo, essas são medidas indutoras. "Essas iniciativas podem incitar uma mudança de comportamento nos hospitais e se somarão a outras que já estão sendo tomados em conjunto com o Ministério da Saúde". Ele citou ainda que, caso uma operadora deixe de prestar as informações solicitadas, pagará multa de R$ 25 mil.
Caberá ainda às operadoras a orientação para que os obstetras utilizem o partograma, documento gráfico onde são feitos registros de tudo o que acontece durante o trabalho de parto. Nos casos em que houver justificativa clínica para a não utilização do partograma, deverá ser apresentado um relatório médico detalhado. O partograma passa a ser considerado parte integrante do processo para pagamento do procedimento parto. Para a gerente de Atenção à Saúde da ANS, Karla Coelho, o instrumento é importante para casos em que, por exemplo, haja troca de médicos durante o trabalho de parto. "Ali diz se a mulher é diabética, tem hipertensão, quais remédios está tomando, como estão as contrações, se há sofrimento fetal, se o parto não progride", enumera. |
Os planos de saúde e os três porquinhos
De repente, não mais que de repente a vênus enferrujada começou a espancar a medicina privada, por que?...
Eu, os três porquinhos e todos jornalistas amestrados da empresa sabemos o porque, você não sabe, quer saber?
Vou te dizer, do meu jeito, curto e grosso.
Chantagem.
Pura chantagem!
Os planos de saúde decidiram migrar suas verbas publicitárias para a web e os bacurins não aceitam perder dindin.
Os planos de saúde e os três porquinhos se merecem.
Corja!
Ah, mais uma coisita, por que será que os grandes jornalistas desse país não denunciam essa corrupção imunda?...
Medicina mercantilista
Até um PM foi tentar socorrer o cidadão enfartado. Os médicos no INC em greve não estavam nem aí e não se dignaram a qualquer atendimento.
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Como havia informado, estamos tentando dar uma nova dinâmica ao blog, incluindo atualização diária. Por favor, gostaria de conhecer sua opinião.
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Saúde
O sultanato de jaleco branco trata a saúde como um mercado de camelos; alia-se ao conservadorismo retrógrado e tem na embaixada dos EUA um corredor de fuga.
Algo outrora inescapável do epíteto de um escárnio contra o povo brasileiro está em curso nos dias que correm.O ruído que provoca -- tanto nas fileiras do governo, quanto nas de segmentos que se avocam à esquerda dele-- é incompreensivelmente desproporcional a sua gravidade.
Que as sininhos não badalem e, igualmente, seus carrilhões silenciem, é ilustrativo do fosso existente entre o inflamável alarido anti-Copa bimbalhado nas ruas e a real preocupação com o futuro do país e a sorte da população.
A Associação Médica Brasileira, em sintonia com a embaixada dos EUA e aliada à coalizão demotucana, tendo respaldo e torcida da mídia, opera abertamente para destruir um programa de saúde pública emergencial voltado às regiões e contingentes mais vulneráveis do país.
Não há resguardo das intenções, nem pudor na propaganda da ação.
A entidade que se proclama representante da corporação médica brasileira acolhe e viabiliza deserções de profissionais cubanos fisgados pelo redil conservador em diferentes regiões e municípios.
O Estado brasileiro investirá este ano R$ 1,9 bi em recursos públicos nesse programa, para agregar 43 milhões de atendimentos/ano ao SUS a partir de abril, quando o Mais Médicos atingirá seu efetivo pleno, com mais de 13 mil profissionais em ação, sendo seis mil cubanos.
A embaixada dos EUA no Brasil --em sintonia com a Associação Médica e lideranças dos partidos conservadores--opera abertamente para que não seja assim.
O tripé orienta e encaminha pedidos de vistos especiais, a toque de caixa, para que o maior número de desistentes possa rumar a Miami, onde os espera a estrutura da ‘Solidariedade Sem Fronteiras’.
A ONG de fachada humanitária tem como principal negócio –financiado por recursos orçamentários que a bancada cubana assegura no Congresso-- promover e operar deserções em convênios de saúde firmados entre Havana e 66 países nesse momento.
São mais de 43 mil médicos cubanos em ação na América Latina, Ásia e África. Devem atingir um recorde de 50 mil em dois meses, quando o convênio brasileiro estiver plenamente implantado.
Um aspecto da remuneração desses profissionais deliberadamente pouco divulgado é que nem todos os convênios internacionais de Havana são pagos.
Na verdade, dos 66 países assistidos nesse momento apenas 26 se enquadram no que se poderia chamar de prestação de serviços pagos.
Outros 40 países recebem contingentes médicos gratuitamente.
O mesmo ocorre com missões de educação ou esporte.
A ‘exportação’ de serviços rende a Havana, segundo a chancelaria cubana, cerca de US$ 6 bi/ano (três vezes mais que a segunda fonte de divisas do país, representada pelo turismo).
A exportação de serviços pagos - principalmente na área de saúde – financia as missões solidárias destinadas a países de extrema precariedade econômica e material ou focadas em situações de calamidade devastadora.
É assim desde 1960, quando Cuba enviou sua primeira missão de solidariedade ao Chile, vítima de um terremoto.
Eis a principal razão para a diferença entre o salário efetivamente recebido pelo profissional de uma missão e aquilo que o governo cubano arrecada pelo serviço prestado.
Uma parte do saldo financia as missões gratuitas que, repita-se, são a maioria.
Outra sustenta a Escola Latino-americana de Medicina, que possuía em 2013 cerca de 14 mil alunos estrangeiros, gratuitamente cursando ou com subsídio quase integral.
Com pouco mais de 11 milhões de habitantes, Cuba investe pesado em pesquisa na área de saúde e formação de médicos: são quase 83 mil (1/138 habitantes).
O investimento tem duplo objetivo: zelar pela população que tem a menor taxa de mortalidade infantil do mundo, e gerar receita numa economia asfixiada há 50 anos pelo embargo comercial norte-americano.
Também isso se financia através das missões remuneradas.
A ideia de que a doutora Ramona Rodriguez possa ter desembarcado no Brasil desinformada dessas particularidades acerca de seu salario, subestima a conhecida determinação de Havana, de ressaltar interna e externamente aquela que é a marca inegável de sua ação internacional: a solidariedade.
A mesma alegação de ignorância tampouco se pode conceder –neste aspecto-- ao colunismo isento, que cuida de festejar as deserções –por ora pontuais -- como se fossem o preâmbulo de uma diáspora libertária, em marcha épica rumo a Miami.
A participação da embaixada norte-americana no jogo de aliciamento e hipocrisia é ainda mais grave.
Trata-se de uma tentativa de sabotagem de um programa soberano de saúde pública emergencial, cujo desmonte poderá agregar novas vítimas e mais sofrimento num universo de milhões de brasileiros desassistidos.
Se a intrusão é desconcertante, não se pode dizer que surpreenda.
Quando o governo Lula decidiu quebrar a patente de anti-virais , em 2007, a embaixada norte-americana operou para sabotar a medida.
Agiu em contato direto com as múltis do setor farmacêutico, o Departamento de Estado do governo Bush e ‘amigos’ locais -- não se sabe se os mesmos que hoje cerram fileiras com o duplo interesse de implodir o ‘Mais Médicos’ e sangrar Havana.
Telegramas secretos da época, obtidos pela organização Knowledge Ecology International (KEI), revelam ameaças de represália enviadas então a Brasília:
“(...) uma licença compulsória pode fazer com que fabricantes de produtos farmacêuticos evitem introduzir novos remédios no mercado e seria mais difícil para o Brasil atrair os investimentos que tanto necessita", relatava um deles sobre o teor de reuniões com autoridades e políticos locais.
Lula oficializaria em maio de 2007 o licenciamento compulsório do anti-retroviral Efavirenz, usado por 75 mil pacientes de Aids atendidos pelo SUS. Um genéric importado da Índia passou a ser usado ao preço de US$ 0,45, contra US$ 1,59 cobrado pela multinacional norte-americana. Uma economia de US$ 30 milhões até 2012.
Volte-se um pouco mais no tempo, até as vésperas do golpe de 64, e lá estarão, de novo, os mesmos protagonistas, com idênticos propósitos.
O embaixador dos EUA, Lincoln Gordon, fileiras udenistas e lacerdistas, múltis do setor farmacêutico e sabujos da mídia, a ganir a pauta da estação.
Eram tempos de inflação galopante e dinheiro curto: a saúde corria risco.
O então ministro da Saúde, Souto Maior, lutava para obter uma redução de 50% sobre os preços de 70 medicamentos mais usados pela população.
Laboratórios das multinacionais abriram guerra contra o tabelamento.
Às favas a saúde: primeiro, os interesses das corporações.
Lembra algo do comportamento atual da embaixada que se orienta pelos mesmos valores e da Associação Médica Brasileira que tanto quanto os abraça?
No famoso comício da Central do Brasil, sexta-feira, 13 de março de 1964, João Goulart decretou a expropriação de terras para fins de reforma agrária, encampou refinarias e anunciou estudos para fabricação estatal de medicamentos no país.
O conjunto era fiel aos preceitos do ‘sanitarismo-desenvolvimentista,’ abraçado então pelas fileiras progressistas da medicina brasileira.
Médicos como Samuel Pessoa, Mário Magalhães, Gentile de Melo e Josué de Castro –autor do clássico ‘Geografia da Fome ‘ e primeiro secretário- geral da FAO, que faleceu no exílio , cassado pela ditadura e impedido de retornar ao Brasil mesmo para morrer – eram alguns de seus expoentes.
Profissionais que hoje seriam olhados com suspeita, enxergavam a luta pela saúde como indissociável da luta pela desenvolvimento econômico e humano do país.
Em setembro de 1963, Jango, com apoio deles, restringiu a remessa de lucros da indústria farmacêutica. Mister Lincoln Gordon foi à luta: a USAID retaliou no lombo da pobreza cortando a ajuda no combate à malária – que se destacava como uma das principais doenças tropicais na época.
A ofensiva apenas fortalecia as convicções dos sanitaristas-desenvolvimentistas.
Embora heterogêneos nas filiações ideológicas, seus representantes entendiam que doença e pobreza caminhavam juntas. Como tal deveriam ser enfrentadas em ações soberanas, abrangentes e desassombradas, que rompessem a fragmentária estrutura de uma sociedade retalhado por interesses que não eram os de seu povo.
Compare-se isso com o sultanato de jaleco branco.
Esse que hoje trata a saúde como um entreposto de camelos; alia-se ao conservadorismo mais retrógrado e tem na embaixada dos EUA um corredor de fuga em prontidão obsequiosa.
Bajulado pela mídia, o conjunto quer implodir o ‘Mais Médicos’.
O nome disso é escárnio. E Brasília deveria dizê-lo claramente à embaixadora gringa, ao chamá-la a prestar esclarecimentos sobre ingerência e sabotagem em assuntos internos.
por Saul Leblon
O domínio da farsa
Nunca pensei que se chegaria a fase atual da evolução da humanidade
Por que os médicos cubanos assustam
ANS suspende venda de 225 planos de saúde
Empresas do setor contestam avaliação do governo que levou à punição e estudam recorrer à Justiça
Por descumprir prazos para marcar consultas, exames e cirurgias, a ANS - Agência Nacional de Saúde - suspendeu durante três meses, 225 planos de saúde, de 28 operadoras — sendo 19 reincidentes.
Esses convênios, que têm 1,9 milhão de pessoas e representam 4% dos usuários do país, não poderão aceitar novos clientes.
Entre as empresas que voltaram a desrespeitar os prazos, 16 podem sofrer intervenção do governo se, em 15 dias, não apresentarem plano de recuperação.
Operadoras contestam a avaliação e estudam ir à Justiça.
Ausência mental
Lista das operadores de planos de saúde que foram fechadas
Operadora | Resolução Operacional (RO) |
ADMÉDICO - Administração de Serviços Médicos à Empresa Ltda | RO 1329 publicada no Diário Oficial da União em 19/11/2012 |
Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Valença | RO 1322 publicada no Diário Oficial da União em 12/11/2012 |
Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Ilhéus | RO 1325 publicada no Diário Oficial da União em 12/11/2012 |
Health Assistência Médica e Hospitalar S/C Ltda | RO 1324 publicada no Diário Oficial da União em 12/11/2012 |
CDE - Centro de Diagnóstico Especializado Ltda | RO 1323 publicada no Diário Oficial da União em 12/11/2012 |
Viver Sis-Sistema Integrado de Saúde Ltda. | RO 1316 publicada no Diário Oficial da União em 05/11/2012 |
Medical Health Operadora de Planos de Assistência Médica e Odontológica Ltda. | RO 1315 publicada no Diário Oficial da União em 05/11/2012 |
Administradora Brasileira de Assistência Médica Ltda. - All Saúde | RO 1314 publicada no Diário Oficial da União em 05/11/2012 |
Dent-Service Assistência Odontológica Internacional Ltda. | RO 1310 publicada no Diário Oficial da União em 19/10/2012 |
Douramed Assistência Médico Hospitalar Global S/S Ltda. | RO 1311 publicada no Diário Oficial da União em 19/10/2012 |
Italica Saúde Ltda. | RO 1312 publicada no Diário Oficial da União em 19/10/2012 |
Operadora Ideal Saúde Ltda. | RO 1307 publicada no Diário Oficial da União em 17/10/2012 |
Saúde Total Ltda | RO 1300 publicada no Diário Oficial da União em 08/10/2012 |
Multi Saúde - Assistência Médica e Hospitalar Ltda. | RO 1299 publicada no Diário Oficial da União em 08/10/2012 |
Odonto Saúde Plano de Saúde Odontológica Ltda. | RO 1303 publicada no Diário Oficial da União em 08/10/2012 |
TK Plano de Assistência Odontológica S/C Ltda. | RO 1302 publicada no Diário Oficial da União em 08/10/2012 |
Odonto Fama Ltda. | RO 1301 publicada no Diário Oficial da União em 08/10/2012 |
Associação Assit e em Defesa dos Direitos dos Com., Ind. Aut. e Trab em Geral | RO 1276 publicada no Diário Oficial da União em 14/09/2012 |
Oral Health Sistema Integrado de Assistência Odontológica Ltda. | RO 1275 publicada no Diário Oficial da União em 14/09/2012 |
Portabilidade Extraordinária
Operadora | Resolução Operacional (RO) |
Operadora Ideal Saúde Ltda. | RO 1318 publicada no Diário Oficial da União em 05/11/2012 |