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Mostrando postagens de Fevereiro 6, 2011

FHC, o binário

A impossível reconstrução do PSDB

É curioso o Estadão. Numa matéria atribui a um genérico "brigas" o fator que atrapalha a oposição para traçar uma estratégia para 2014. "Brigas", no caso, é a tentativa de renovação do partido, de livra-lo da herança amarga de José Serra, não os dossiês de Serra contra adversários – como parece ter sido as matérias desengavetadas sobre o cunhado de Geraldo Alckmin. Na página de opinião, FHC mostra como (não) se fazer oposição. É um amontoado de críticas pontuais, bordões denotando uma ampla incapacidade de enxergar além do dia seguinte. O pensamento de FHC é binário. Mais ou menos o seguinte: O papel da oposição é bater sempre. Aqui vai um cardápio de temas para quem quiser bater. E ponto. Não há ideias estruturantes, conceitos mobilizadores, visões sistêmica do país para os próximos dez ou quinze anos para, a partir daí, definir uma estratégia de (re)construção partidária. Leia mais » Briguilino

Bronca Geral

Fofocas, boatos, fuxicos?...

Meu vizinho fofoqueiro me contou que apagões constantes e falhas das operadoras de banda larga e celulares seriam ações de boicotagem ao Governo, propositadamente. Portanto, Presidente Dilma, seguro morreu de velho, boato ou não, tire logo essa turma que não presta, mas que ainda está pendurada pelos elevados "QIs". Isso é mudar o Brasil, para melhor.
Carlos Esteves
Rio Branco - AC Briguilino

por Marcos Coimbra

Dilma no Congresso
Terça-feira, na apresentação da Mensagem ao Congresso Nacional de 2011, Dilma inovou, mesmo mantendo algumas tradições estabelecidas pelos últimos presidentes.A principal mudança não estava apenas em sua presença para ler e entregar em mãos o documento. Nunca foi hábito de nossos presidentes comparecer ao parlamento na abertura das sessões legislativas, para se pronunciar sobre o Brasil e apresentar suas metas.Nada de parecido ao costume norte-americano do discurso a respeito do "State of the Union", feito todo ano pelo presidente ao Congresso desde a década de 1910, quando Woodrow Wilson o inaugurou. Lá, a Constituição obriga o Executivo a informar anualmente o Legislativo sobre sua visão e prioridades, mas ele foi o primeiro a fazê-lo através de manifestação pessoal. Daí em diante, todos os sucessores repetiram o gesto.Aqui, temos norma parecida, mas ela não é cumprida dessa forma. A praxe é a Mensagem ser entregue ao presidente do Congresso…

Disputa do comando do PSDB

...virou briga de foice, no escuro

Partido de amigos 100% feito de inimigos, o PSDB simula unidade em público e guerreia em privado.No momento, o tucanato se autoflagela ao redor da presidência da legenda. Atual mandachuva, Sérgio Guerra é candidato à recondução.Carrega no bolso um abaixo-assinado com cinco dezenas de assinaturas. Por trás da coleção de jamegões está Aécio Neves.Surpreendido, José Serra abriu contra Guerra, ex-coordenador de sua campanha presidencial, uma guerra de foice no escuro.Sob refletores, Guerra diz que não discute com Serra. Meia verdade. A verdade inteira é que a dupla já nem se fala.Ajeita-se para os próximos dias uma reunião de conciliação. Perda de tempo. A trinca nas relações entre Guerra e Serra é do tipo irrestaurável.Além da irritação com o abaixo-assinado pró-Guerra, Serra atribui ao comando partidário sua exclusão do programa televisivo levado ao ar na quinta (3).A quatro anos de 2014, o PSDB cozinha em banho-maria o mesmo pudim envenenado que…

FHC - linguajar da extrema direita udenista

FHC [ a Ofélia da política brasileira] se esponja na saliva da turma do corta-corta
em artigo exclamativo publicado neste domingo na mídia demotucana, o ex-presidente FHC, o mesmo que levou o Brasil 3 vezes ao guichê do FMI,  faz coro à turma do corta-corta e enxerga no governo Dilma um "reconhecimento maldisfarçado da necessidade de um ajuste fiscal". 
Fiel ao anti-sindicalismo raivoso de sua agremiação, o tucano vê na estratégia do corta-corta um atalho para a instalação de uma promissora zona de conflito entre o governo Dilma e as centrais sindicais, que o campeão de popularidade em Higienópolis trata pejorativamente com o mesmo  linguajar da  extrema direita udenista: 
"Os pelegos aliados do governo que enfiem a viola no saco, pois os déficits deverão falar mais alto do que as benesses que solidarizaram as centrais sindicais com o governo Lula",diz o tucano.
No arremate, ainda lamenta a 'pressa' em  decretar a soberania brasileira nas reserv…

Em tempo de muda...O coisa não muda

FHC [ a Ofélia da política brasileira] e os editoriais dos principais jornalecos do país trovejam "argumentos" defendendo a banca nacional e internacional.

Em Tempo de muda o ex-presidente continua a lenga-lenga e blábláblá sobre a necessidade do governo cortar gastos.

Claro que os "gastos" que ele defende cortes são ligados ao social saúde, educação, segurança e investimento em infraestrutura. Cortar os gastos com a agiotagem?...Nem pensar!

Em tempo de muda...O coisa não muda.

Que nojo!

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Briguilino

Blecaute

 É preciso reavaliar nos sistema de transmissão O apagão da rede de transmissão e distribuição de energia, praticamente em todo o Nordeste, não tem nada a ver com o apagão do governo tucano, quando houve falta de energia por falta de planejamento e investimentos. Ou seja, o apagão foi um produto da política de privatização do governo FHC e de erros na política de gestão e administração do setor. Agora, o que assistimos de novo – o primeiro foi em novembro de 2009 –, é uma falha no sistema de transmissão, decorrente da característica do sistema elétrico brasileiro, a interligação, em que grandes linhas de transmissão levam energia para todo o país – no caso do Nordeste, a exceção é o Maranhão, ligado ao linhão do Norte. Continua>>>
Briguilino

Trabalho

...Em espaço confinado













Briguilino

Esperteza conhecida

Desde a eleição, nota-se um desconforto no ambiente. O incômodo é pela emergência de certa pauta conservadora, cujo aríete foi o debate ano passado sobre o aborto, na campanha presidencial.

O tema veio à rinha por iniciativa político-eleitoral do governo, quando assinou o decreto com a terceira versão do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH 3). Havia também uma entrevista pretérita da candidata Dilma Rousseff defendendo a descriminalização.

As coisas juntaram-se, como era previsível, e tiveram um efeito. A ação de igrejas potencializou a insatisfação (ou a dúvida), levou no primeiro turno votos principalmente para Marina Silva e ajudou um pouco a carregar José Serra para o segundo turno.

Aí veio o recuo. E Dilma comprometeu-se a não impulsionar no Congresso a revisão da lei. Estancado o vazamento, o assunto deixou de ter valor.

Mas deixou também cicatrizes sensíveis. E a valentia que faltou aos valentes para encampar militantemente a tese durante a campanha eleitoral …

Funk Fuma aqui

Toma um chá

Crônica de Luiz Fernando Veríssimo

 Tiririca e Sarney
Richard Nixon certa vez defendeu sua nomeação de um juiz reconhecidamente inadequado para a Corte Suprema americana com o argumento de que a mediocridade também precisava estar representada no tribunal.Perfeito. Todos os tipos de cidadãos devem ser representados numa democracia. Nesse sentido o recém-empossado Congresso brasileiro talvez seja o mais representativo da nossa história. Além dos medíocres, muitos outros brasileiros têm voz, ou pelo menos presença de terças a quintas, no Congresso.Alguns setores são até super-representados, como o dos grandes proprietários rurais e o dos milionários. Apesar destes pertencerem à menor minoria no país, têm uma bancada bem maior que a da maioria pobre.Mas, em geral, todos os eleitores brasileiros, todos os tipos e todas as características nacionais têm representação em Brasília. Não lamente o novo Congresso, portanto. Eles são nós.Tomemos o Tiririca e o Sarney. Os dois seriam exemplos, respectivamente, de desv…

Deslumbramento

Os que mudam com o poder

Já vi pessoas se deslumbrando com 20 anos, com 30, até com 40. O deslumbramento de José Serra com o governo do Estado foi a primeira que vi em pessoas com mais de 60 anos. Foi um deslumbramento completo, visceral, não apenas nas atitudes autoritárias (sempre foi um tanto autoritário), na falta de educação (sempre foi maleducado), mas até na maneira de andar e falar. Comportava-se como um imperador vistoso, onipotente e ridículo.Certa vez, perguntado por amigo sobre a diferença entre trabalhar com Alckmin e Serra, o falecido ex-Secretário da Sáude Barradas explicou: o Alckmin fala bom dia.As demonstrações de poder se davam nos menores detalhes. Nas companhias que levava nas inaugurações fechadas (como a do Metrô da Praça da República), nos desafios de derrubar jornalistas, na absoluta cegueira em relação à caricatura em que tinha se transformado - dois amigos íntimos chegaram a procurá-lo e a taxá-lo de "politicamente burro", quando passo…