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Estrelas que desmentem a tucademopiganalhada

ESTRELAS QUE DESMENTEM O PRIVATISMO
Eles não perdoam a autossuficiência alcançada em abril de 2006, quando a Petrobrás despejou óleo, soberania e eficiência pública na campanha midiática do impeachment contra Lula. Contorcem-se com a ressurreição do monopólio, embutida no novo marco regulador do pré-sal  - obra de Gabrielli, de Lula e de nacionalistas admiráveis, como Guilherme Estrela, diretor de produção e exploração que se aposenta agora da empresa. 

Nunca perdoarão os índices de nacionalização nas compras de equipamentos que transformaram o ciclo do pré-sal no maior impulso industrializante do país desde a era Vargas. 

Graça Foster, que assume agora a direção da estatal, para que Gabrielli possa disputar o governo da Bahia, recebe da mídia o mesmo tratamento pegajoso de salamaleques dirigidos antes a Dilma para atacar Lula. Sua competência dispensa genuflexões. Quem viveu na favela até aos 12 anos e chegou onde está não pede licença nem aval dos mercados. 

A verdade é que a rigorosa e austera Maria das Graças Foster, a exemplo de Gabrielli, Dilma, Estrela e tantos outros, protagoniza uma história sonegada pela mídia: são personagens de uma eficiência estatal que incomoda porque desmente a supremacia do privatismo e desautoriza o estigma contra o funcionário abnegado que engrandece o patrimônio público. 

Aos esquecidos é bom lembrar que faz parte dessa história as três estrelas que a nova presidente da Petrobrás tem tatuadas no antebraço esquerdo:duas delas vermelhas.

Segunda-feira, a Petrobras troca de comando

pinçado do Tijolaço

[...] com a entrada de Maria das Graças Foster no lugar de José Sérgio Gabrielli na presidência da empresa.
Troca de comando, mas não troca de política. A ordem é acelerar os investimentos da empresa e coube a Gabrielli enfrentar a etapa mais pioneira deste processo.
A conversão de uma enorme empresa, com estrutura, rotina e capacidade para ser uma das grandes petroleiras do mundo numa empresa gigantesca, com a vocação de ser a maior petroleira do mundo.
Porque Gabrielli chegou à Petrobras antes do pré-sal. E o pré-sal, até 2020, significa uma Petrobras com o dobro da produção que, sem ele, se poderia esperar para este mesmo prazo.
Porque o pré-sal ser um achado, uma dádiva providencial ao povo brasileiro não é um fato em si, e pronto. É resultado de um processo de acumulação de conhecimento da empresa – onde brilhou Guilherme Estrella, o lider dos ousados que decidiu ir além do horizonte petrolífero convencional – e tem como consequência uma mudança de qualidade na própria organização da atividade petrolífera no país.
Um número resume magistralmente esta mudança: em 2007, a empresa – já então líder no segmento exploratório de águas ultraprofundas – possuía duas sondas de águas ultraprofundas, com capacidade de perfurar em lâminas d´água acima de 2,5 mil metros de profundidade. Hoje, opera 26 e terá 65 delas em 20o2,  metade delas produzida aqui, como as 26 que se contratou, definitivamente, ontem.
Quando se considera que  cada uma destas sondas custa meio bilhão de dólares, é possivel compreender a complexidade de tamanha decisão empresarial.
Agora, extrapole isso para terminais, gasodutos, navios, barcos de apoio, refinarias, equipamentos, tecnologia, especialistas, logística e tudo o mais e verifique se seria tarefa simples para o melhor administrador da face da terra.
Dizer que Gabrielli era “um político” à frente da empresa é verdade, mas apenas meia-verdade. Não apenas porque é um economista de qualificação extraordinária como porque, também e por isso, compreendeu que a reestruturação necessária para fazer frente ao desafio fazia parte de um embate político de mais de 70 anos no Brasil: termos a capacidade de controlar – e controlar – a grande fonte da riqueza mundial, ao lado do trabalho, que é a energia.
Mas sim, ele foi político e não poderia ser um bom administrador se não o fosse. Porque o desafio da Petrobras é permanentemente político, por fazer parte essencial de um projeto de país que ainda está por se realizar e que, por cinco séculos, esbarra nas forças terríveis que drenaram nossas riquezas e que construíram – aqui e com brasileiros – uma camada de beneficiários deste saque e a ideologia da incapacidade de nos condiserarmos capazes de trabalhar, criar, produzir e progredir por nossas próprias pernas e em favor de nossas próprias vidas.
Gabrielli soube entender que ele não era o “pequeno imperador” de uma grande empresa. Poderia ter sido, facilmente, um Agnelli do petróleo, bajulado pela mídia, correndo para apresentar resultados expressivos na quantidade e vazios no conteúdo, porque obtidos  em detrimento do desenvolvimento da indústria nacional, do emprego dos brasileiros, da criação de conhecimento e tecnologia que, ao contrário dos bolsões de petróleo, são inesgotáveis.
Soube associar, com Lula e Dilma. o futuro da Petrobras ao futuro do Brasil e dos brasileiros. A Petrobras voltou a ser amada, voltou a ser um ícone de nossos sonhos de futuros e, sobretudo, voltou a ser um instrumento de sua construção. Aos idiotas que querem tudo mais rápido, mais barato, mais lucrativo em instantes, a Petrobras respondeu com um sistema de compras consistente, que reativou e multiplicou o parque produtivo nacional, as oportunidades de trabalho, a formação de profissionais e, ainda por cima, nos devolveu, com a capitalização, uma fatia daquilo que Fernando Henrique havia, criminosamente, entregue à Bolsa de Nova York.
No último ano, soube ser paciente e conduzir com prudência o apoio que a empresa – tão apoiada pelo país – precisava devolver ao Brasil, contendo preços para livrar o Brasil do ataque especulativo que pressionava a inflação. Compreendeu que, tanto quanto plantas industriais e equipamentos, o apoio dos brasileiros é um grande capital daquela empresa.
Agora, passa a  Graça Foster o comando da empresa.
Dizer que Graça é uma técnica é, igualmente, uma meia-verdade.
Ela sabe, em sua prória existência pessoal, o que a Petrobras pode fazer pela vida das pessoas e deste país. Sabe que, sem a paixão pelo Brasil a Petrobras não teria nascido e, muito menos, sobrevivido a todo o ódio que lhe votam aqueles que vêem no país apenas uma fonte de enriquecimento pesoal. Sabe que ela é capaz de tirar milhões da pobreza e que, por ser assim, não pode parar, transigir, vacilar e tremer diante dos desafios.
O seu desafio não é, como o de Gabrilli não foi, nada pequeno. Se as plantas da construção estão traçadas e seus alicerces bem fundados, o tamanho e a complexidade das estruturas que saião deles vai exigir, a toda hora, ajustes e correções. A “engenheira-chefe”  desta obra não será nem poderia ser apenas uma planejadora ou gestora. Por mais que haja áreas específicas, entregues a comandos próprios e responsáveis, ela terá de percorrer e olhar por todas elas, todo o tempo.
Animando, desafiando, cobrando, exigindo e, sobretudo, decidindo, por vezes com alguns sacrifícios e prejuízos nada agradáveis dentro de uma corporação.
Uma missão de gerente? De certa forma, sim, como é de se esperar de quem tem essa responsabilidade funcional. Mas, também, uma missão fundamentalmente política, porque se a Petrobras é a edificação concreta do sonho dos brasileiros, este sonho também é matéria prima, tanto quanto o concreto e o ferro, desta construção nacional. E jamais pode se permitir que esta matéria-prima, a compreensão e o amor por esta grande empresa se perca no tecnicismo ou se abale com as campanhas, imensas e incansáveis, que se farão contra ela.
Os tolos, os céticos, os descrentes que se preparem. Os próximos anos vão tornar evidente o tamanho do gigante que está se erguendo e erguendo com ele, para o lugar que merece, o povo brasileiro.

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Petrobras

[...] lucro, apesar das más línguas

ImageÉ isso aí. Apesar de toda a torcida contra, a Petrobras registrou lucro líquido de R$ 10,985 bilhões no primeiro trimestre deste ano, um aumento de 42% frente aos R$ R$ 7,726 bilhões registrados em igual período em 2010. 

O resultado, para um primeiro trimestre, é recorde. 

Também a receita líquida cresceu 9% no trimestre, batendo nos R$ 54,800 bi. José Sergio Gabrielli, presidente da empresa, informou que as reservas cresceram 7,5%, para estimados 15,986 bi de barris. Continua>>>

Entrevista com José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobrás

Paulo Vitor/AEPode ser político, mas não é eleitoral

Irany Tereza, Nicola Pamplona, Kelly Lima / RIO – O Estado de S.Paulo

ENTREVISTA José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobrás
Após cumprir um período de silêncio de mais de 90 dias – imposição de órgãos fiscalizadores do mercado de capitais a executivos envolvidos em operações financeiras -, o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, entrou em fase loquaz. O encerramento da capitalização foi antecipado em quase mês e marcou também, em 1.º de outubro, o fim do “quiet period”.
Nas duas semanas seguintes, Gabrielli despontou como mais um personagem do segundo turno da campanha presidencial. Sentou na primeira fila em debate dos candidatos na TV e depois, de bate-pronto, fez críticas ao ex-diretor geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP) David Zylbersztajn, que havia rebatido declarações de Dilma Rousseff (PT). A candidata falara sobre uma suposta intenção tucana de privatizar a estatal.
O executivo considera natural sua entrada no jogo, que classifica como “político, não eleitoral”.
Na quarta-feira, Gabrielli recebeu a equipe do Estado em seu gabinete, na sede da Petrobrás. No dia seguinte, receberia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para mais uma cerimônia da estatal, no Rio Grande do Sul. Na semana que vem, Lula prestigia outra solenidade, desta vez na plataforma Cidade de Angra dos Reis, na Bacia de Santos, no início da produção-piloto da área de Tupi.
Ainda não será a transformação da área em campo petrolífero, o que ocorrerá em dezembro. Ele desvincula de motivação eleitoral o fato de o acionamento da plataforma acontecer a dois ou três dias da votação presidencial. “Anunciamos um ano atrás, antes da eleição, que iniciaríamos o piloto de Tupi entre outubro e novembro.”
O sr. não acha que teria sido mais prudente marcar a inauguração do piloto de Tupi para depois da eleição?
O FPSO (navio plataforma) está na locação desde 22 de setembro. Ele nos custa US$ 370 mil por dia. No momento em que começar a produzir, começa a se pagar. Quanto mais atrasar, mais custo nós temos. Estão sugerindo que eu altere o cronograma por razões eleitorais? Está sugerindo uma decisão eleitoral? Nós anunciamos um ano atrás, antes da eleição, que iniciaríamos o piloto de Tupi entre outubro e novembro. Nos cobram cumprimento de prazo, nos cobram produção. E agora, quando conseguimos cumprir prazo e vamos aumentar a produção, vocês nos cobram que isso é uma atitude eleitoreira?
O sr. acha natural que a Petrobrás acabe sendo instrumento de campanha?
Para o País, para a discussão do futuro do País – e a eleição é uma discussão sobre o futuro do País – não há como não se posicionar sobre a Petrobrás e sobre petróleo. O Brasil tem o maior volume de petróleo descoberto nos últimos tempos e a maior perspectiva de acrescentar nova produção nos próximos anos. Tem um projeto de lei em discussão no Congresso que envolve uma decisão do marco regulatório para fazer isso. Tem a possibilidade de capturar para o País, e não para as empresas, parte significativa da renda futura com o petróleo. Tem a possibilidade alocar isso para fazer mudanças estruturais a longo prazo. Como é que o processo eleitoral passa ao largo desta discussão? Não pode.
Mas isso é papel dos candidatos e não da empresa.
Como é que a empresa não vai se posicionar? Ela tem que se posicionar. E não é eleitoral isso. Pode ser político, mas não é eleitoral. Como é que esta empresa, que vai ser operadora única do pré-sal, pode ser enfraquecida, pode ser esquartejada? Esta empresa tem que ser fortalecida, porque senão ela não cumpre a função que o Estado está delegando pra ela. Isso não é eleitoral. Quem chamou de eleitoreiro foram os editores de jornais. Não tenho culpa se eles pensam assim e acho legítimo que eles pensem assim. Ao contrário, ao invés de responder ao ex-presidente FHC, que disse que não sabia quem eu era, e não tem nem que saber porque não acompanha o petróleo, ele disse depois que era uma discussão eleitoreira. Eu queria que ele discutisse o mérito das minhas afirmações. Queria saber se ele discorda ou se ele desmente o que eu disse. Não é só uma questão de acusar ou não acusar se é ou não eleitoreiro.
Dependendo do resultado da eleição, o sistema de partilha de royalties pode ser abandonado?
Depende do Congresso. Não posso falar em nome do Congresso. Nosso plano estratégico é baseado no que nós temos no nosso portfólio. O que temos no portfólio são as áreas de concessão e a cessão onerosa. Estamos terminando a análise da cessão onerosa para incorporá-la ao nosso plano estratégico. A partilha, se sair, estaremos preparados para trabalhar.
O sr. continua na Petrobrás em caso da vitória de Dilma?
Isso não depende de mim, depende do Conselho da Petrobrás. Se for convidado, ficarei. Não tem problema.
É sua vontade?
Eu sou demissível “ad nutum”. Não sei o que o novo presidente, ou a nova presidente vai fazer… Queria lembrar que o Estadão foi o autor da ideia de que a Petrobrás entrou na campanha eleitoral.
Na verdade, o autor foi o sr., quando divulgou nota comentando a polêmica em torno da privatização.
Eu comentei o David [Zylbersztajn], não as eleições… Não falei das eleições. Uma empresa que é hoje a âncora de uma cadeia que representa mais de 10% do PIB, uma empresa que representa mais de 7% das exportações brasileiras, que representa 12% da arrecadação federal, e mais de 20% da arrecadação de alguns Estados. Por que e como esta empresa estar fora deste processo eleitoral? E tem mais: ser atacada e não se defender? Cassius Clay tinha uma técnica muito interessante. Ele era um lutador de boxe peso pesado, mas ele era levíssimo, saltitava no ringue. Ele apanhava muito na maior parte dos rounds, se defendia muito apanhando. Até que ele reagia, dava um ataque e derrubava o adversário. A Petrobrás não pode ser tão forte assim, ela apanha, mas tem que reagir. Ela não tem a leveza de Cassius Clay, ela é mais Maguila que Cassius Clay.

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Afirmo e reafirmo

Carta que Sérgio Gabrielle [presidente da petrobras enviou a Miriam Leitoa]

Miriam,


Respeito profundamente o direito de opinião, divergências e controvérsias. Justamente por isso, em relação à sua coluna de hoje, em que sou chamado de lunático e negligente com as funções de Presidente da Petrobras, acusando-me de atuar exclusivamente de forma política eleitoral, gostaria de convidá-la para um debate dos méritos de minhas afirmações, além dos adjetivos.


Vamos aos fatos:


Afirmei que a área exploratória da Petrobras estava sendo reduzida por limitações na ação da empresa na aquisição de novos blocos de exploração e que isso seria mortal para uma empresa que vive do crescimento orgânico de suas reservas, principalmente através de novas descobertas. Disse e reafirmo que isso mataria a Companhia por inanição se essa política não fosse revertida, como o CA e a Diretoria da empresa assim o fizeram a partir de 2003.


Afirmei e reafirmo que os investimentos em refino estavam limitados por decisões estratégicas à época do presidente FHC. Considerado negócio de baixa rentabilidade, o refino no governo FHC teve estímulo para parcerias para ser desmembrado para potencial venda de suas partes. Essa visão foi revertida com o presidente Lula. Consideramos que a integração da produção de petróleo e o refino é fundamental para o fortalecimento da Petrobras, que tem mais de 85% de suas receitas provenientes das vendas de derivados de petróleo ao mercado brasileiro. No sistema integrado, a maior parte do refino pertence à Petrobras e, portanto, o crescimento desse mercado é estratégico para o desenvolvimento e sustentabilidade da própria Companhia. Revertemos o ciclo de estagnação do investimento em refino e planejamos construir cinco novas refinarias nos próximo s anos.


Afirmei e reafirmo que a Engenharia e o sistema de Pesquisa e Desenvolvimento da empresa (principalmente o Cenpes) estavam inibidos no seu crescimento por uma falsa ilusão de que o mercado poderia fornecer as soluções tecnológicas necessárias para enfrentar os desafios de uma atividade como a nossa, na qual o conhecimento é vital para a sustentabilidade do crescimento. Felizmente, essa política também foi revertida desde os tempos de José Eduardo Dutra na Presidência da Petrobras, com o reerguimento da importância da engenharia e da pesquisa desenvolvidos internamente, o que impediu a continuidade de mais um elemento da morte por inanição que a orientação da DE anterior levaria a empresa.


Afirmei e reafirmo que parte dos programas de termoelétricas era extremamente nocivo à Petrobras. Inquestionável que todos os ônus ficavam com a Petrobras e os benefícios eram repassados para os sócios privados. A Diretoria dos últimos oito anos reverteu esse processo e as termoelétricas hoje apresentam riscos e benefícios justos para a empresa que investiu na construção de um importante parque gerador no País.


Afirmei e reafirmo a ausência da Petrobras na área dos biocombustíveis. A Petrobras Biocombustível é a prova do sucesso da reversão dessa política.


Afirmei e reafirmo que a exacerbação do conceito de unidades de negócio, como forma básica de organização da empresa, levaria a uma perda de sinergia do sistema corporativo, fragmentando sua ação, criando condições para a repartição do sistema em unidades isoladas mais facilmente privatizáveis. A Diretoria da Petrobras nos últimos oito anos fortaleceu o sistema, em lugar das partes, enfatizou a atuação sistêmica e agora avança na separação das unidades de operação dos ativos em relação às unidades que são responsáveis pela implantação dos novos projetos, uma vez que a empresa aumentou exponencialmente seus investimentos.


Afirmei e reafirmo que o regime de concessões aplicado a áreas de baixo risco exploratório, como é o Pré-Sal brasileiro, implica maior parcela da renda petroleira às empresas que aí investirem. Defendo que o regime de partilha de produção para esses casos permite uma melhor repartição dessa renda futura com o Estado e, portanto, é socialmente mais justa. Nesse sentido, a defesa do regime atual para as áreas do Pré-Sal é, em certa medida, a defesa de sua privatização sim.


Esses foram meus argumentos. Poderia ter falado da preparação para a privatização das fábricas de fertilizantes (Fafens), da política ofensiva aos movimentos sindicais dos petroleiros, da internacionalização equivocada, das políticas de patrocínios sociais, culturais e ambientais sem critérios e sem transparência, e outras ações que indicavam a orientação do governo do presidente FHC para preparar a privatização da empresa.


Você pode discordar de cada ponto por mim tratado, mas não pode desqualificar apenas com adjetivos e contextualização exclusivamente eleitoral. O que discuti foram pontos relevantes para a gestão da maior empresa brasileira e uma das maiores do mundo, que tem desafios gigantescos para implementar um dos maiores programas de investimento do planeta.


Miriam, a defesa do fortalecimento da Petrobras não pode ser classificado como negligência em relação às tarefas do seu presidente. Ao contrário, defender esses princípios é parte inerente e importante da função que exerço.


Muito obrigado.

Jose Sergio Gabrielli de Azevedo


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Presidente da Petrobras responde a David Zylbersztajn

“Para o governo FHC, a Petrobras morreria por inanição. Os planos do governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso eram para desmontar a Petrobras e vendê-la”, diz o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo. “Em 2003, quando a atual diretoria assumiu a gestão da Petrobras, havia em curso um plano claro de desmonte e esvaziamento de setores estratégicos da Companhia. Se essa tendência não fosse interrompida e revertida, a Petrobras praticamente extinguiria sua atividade de exploração, porque suas áreas exploratórias para buscar novas reservas de petróleo estavam se reduzindo, suas refinarias seriam desmembradas e as plantas de energia elétrica dariam prejuízos, sem perspectivas de recuperação do capital investido. A engenharia e a pesquisa e desenvolvimento da Petrobras seriam extintos”. As afirmações são do presidente da Petrobras em resposta às declarações de David Zylbersztajn, presidente da Agência Nacional do Petróleo no governo de Fernando Henrique Cardoso.


Para o presidente da Petrobras, não restam dúvidas quanto aos objetivos do governo anterior de “preparar” a Petrobras para ser privatizada. “Gradativamente, todas as atividades da Petrobras estavam sendo preparadas para serem passadas para a iniciativa privada, com a exacerbação do conceito de unidades de negócio, praticamente autônomas”, completou, numa breve análise do quadro que a atual gestão encontrou na Petrobras em 2003 e das conseqüências maléficas que a privatização da maior empresa da América Latina traria para a economia brasileira.


José Sergio Gabrielli diz que a Petrobras teve sua participação nos leilões de novas áreas exploratórias limitada pelo Governo, para atrair outras empresas privadas na aquisição dessas novas áreas, ficando, portanto, fora da disputa por novos campos. Sem novas áreas, a sustentabilidade da Petrobras estaria completamente comprometida, contando com mais 4 ou 5 anos de atividade exploratória e deixando toda a riqueza do subsolo brasileiro para empresas estrangeiras. Já no início de 2003, no primeiro Plano Estratégico da Companhia da atual gestão, esse processo foi totalmente revertido: a Petrobras voltou a disputar áreas novas, dobrou suas reservas, e ampliou significativamente o portfólio exploratório, hoje com investimentos em exploração de mais de US$ 4 bilhões, enquanto em 2002 esses investimentos foram de menos de US$ 500 milhões.


A Petrobras, frisa o presidente da empresa, perdia substantivamente em competência, economia, valor, inteligência. “Além dos aspectos econômicos, o desmonte da Companhia transformada em um conjunto de unidades de negócios trazia perdas em tecnologia, engenharia, pessoal”. Limitava-se o crescimento do Cenpes, o maior centro de pesquisas aplicadas da América Latina e um dos maiores do mundo, e da engenharia básica da Companhia, na “ilusão” de que toda a ciência, tecnologia e engenharia poderiam ser “adquiridas no mercado”. A gestão posterior a 2003 modificou essa tendência, fortalecendo a engenharia da empresa e seu sistema de pesquisa e desenvolvimento, além de estimular a criação de redes temáticas, que articulam centenas de pesquisadores de dezenas de universidades e instituições de pesquisa no país.


“Na área de geração de energia elétrica, com as termoelétricas a gás natural, não foi diferente. Os contratos, no governo Fernando Henrique Cardoso, garantiam lucros aos empresários donos das térmicas, ficando todo suprimento, pendências, problemas e financiamento do prejuízo para a Petrobras. Os investimentos em refino, mesmo para melhoria da qualidade dos nossos produtos e para aumentar a capacidade de processamento do petróleo brasileiro nas refinarias estava limitado. Nos últimos oito anos esse panorama se transformou e os investimentos no setor de refino cresceram. Hoje estão programadas cinco novas refinarias a serem construídas. Em 2002 não havia investimentos em biocombustíveis e hoje a Petrobras é uma das maiores produtoras de biodiesel e etanol”, diz o presidente.


Em relação ao novo marco regulatório para o pré-sal, Gabrielli também contestou as palavras de Zylbersztajn. Ele diz que o regime de concessões atrai empresas privadas que aceitam o risco de encontrar petróleo em áreas de alto risco exploratório em troca de altos retornos futuros no caso de descobertas. “Para o pré-sal, o risco exploratório é mínimo e o sistema de partilha de produção, em discussão no Congresso, permite, como o próprio nome indica, uma melhor divisão (partilha) entre as empresas e o Governo dos ganhos futuros das potenciais descobertas. Defender o regime de concessões para o pré-sal é defender que a maior parte dos ganhos da atividade sejam apropriados pelo setor privado e nesse sentido é defender, sim, a privatização do pré-sal”, conclui Gabrielli.


Clique aqui para ler “Bancos, PiG e Serra unidos para desconstruir a Petrobrás”.

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Petrobras: uma capitalização de R$ 115,05

A maior capitalização de recursos no mercado acionário mundial renderá R$ 115,05 bilhões (66,9 bilhões) aos cofres da Petrobras. O anuncio foi feito pelo presidente da companhia, José Sérgio Gabrielli, em discurso no pregão da BM&F/Bovespa. Gabrielli explicou que parte dos recursos servirá para pagar a cessão da União para explorar a camada do pré-sal. Outra parcela irá para o caixa da estatal com finalidade de fazer frente ao plano de investimentos 2010/2014 de US$ 224 bilhões.
“Estou limitado ao que a CVM [Comissão de Valores Mobiliários] me permite falar. Portanto, vou ler o que a CVM me permite falar. Nesses quases oito anos do governo do presidente Lula a Petrobras teve avanços em suas operações. Atingimos autossuficiência na produção de petróleo. Tivemos também a descoberta na áerea do pré-sal. Nessa manhã, aqui na sede da Bovespa, lançamos a maior oferta pública que o mercado de capitais teve notícia. Estou certo que ficará registrada para sempre na história do Brasil e do mundo.”
Gabrielli explicou que todo o processo seguiu à risca as recomendações da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). No dia anterior, segundo ele, o Conselho de Administração da empresa fixou os valores das ações da Petrobras no processo de capitalização. Cada título ordinário (com direito a voto) ficou em R$ 29,65 e a ação preferencial (sem direito a voto), R$ 26,30. Já as ADRs lançadas no mercado externo valem respectivamente US$ 34,49 (com direito a voto) e US$ 30,59 (sem direito a voto).

Uma nota à imprensa da Petrobras informa o calendário do processo de capitalização. Até o dia 24 de março de 2011, data máxima para publicação do anúncio de encerramento do procedimento, ocorrerão o início da negociação das ações da oferta brasileira na BM&Bovespa (na próxima segunda-feira, 27/9) e o encerramento do prazo (28/9) para entrega de LFT para liquidação da oferta prioritária. No dia seguinte (29/9) é o prazo fixado para a liquidação das ações deste oferta.
A empresa detalhou também a destinação do dinheiro que entrará no caixa: a companhia pretende utilizar os recursos líquidos captados na distribuição de ações, no contexto da oferta, com o seguinte propósito: aproximadamente 68% em contrapartida à cessão onerosa; e aproximadamente 32% para financiar os investimentos da companhia, que, de acordo com o seu plano de negócios para 2010-2014, são da ordem de US$224 bilhões, assim como para manter uma estrutura de capital e índices de alavancagem adequados.

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A reinvenção de uma nação

No Huffington Post, “Os países mais felizes do mundo”. Megapesquisa Gallup com 136 mil pessoas de 132 países, publicada pelo “Journal of Personality and Social Psychology”, ouviu dos nórdicos as notas mais altas para “suas vidas” (7,7). Os EUA surgem em 12º lugar (7,2). O Brasil, em 14º, com 7.
Jornais e televisões americanos, do “Washington Post” à ABC, destacaram que o levantamento prova que “dinheiro pode comprar felicidade ou pelo menos uma forma de felicidade: a satisfação com a vida”. O coordenador do estudodeclara que, “sim, o dinheiro traz felicidade” -e que “a forte relação entre renda e felicidade é observada ao redor do mundo”.

Ainda melhor Na terça, o “Financial Times” deu seu quarto caderno sobre o país em um ano, “The New Brazil”, sobre pré-sal, Olimpíada etc. Na capa do jornal, “Lula, petróleo e esporte: a reinvenção de uma nação”. Nos dias seguintes, textos como “PIB do Brasil pode ficar ainda melhor?” e “Apostando no Brasil”. E, no sábado, “Pearson cerca Anglo no Brasil”, com a notícia de que a empresa que publica o próprio “FT” quer comprar o grupo educacional.
Inveja No “New York Times”, “Economias na América Latina correm à frente”. Abrindo o texto, “enquanto EUA e Europa se lamentam pelo alto deficit, a região surpreende” e traz “inveja aos parceiros do norte”.
Ressalta que “o Brasil, a potência regional em ascensão, comanda a recuperação”. E ouve de David Rothkopf, da “Foreign Policy”, que o país “encarna o crescimento das potências emergentes, um dos maiores temas do novo século”.
PETROBRAS LÁ
No site de estratégia Stratfor, Lula e o presidente da Petrobras
Nas manchetes de Folha.com e UOL, ontem, “Petrobras estudará prospecção em Cabo Verde, afirma Lula”. O primeiro-ministro do país “demonstrou entusiasmo com a exploração em águas ultraprofundas”. Na BBC, chamou Lula de “defensor da África”.
No site Stratfor, “Angola e Brasil: uma linha de crédito e uma mão”, sobre o financiamento de US$ 1 bilhão anunciado na visita do presidente angolano a Lula -com o fortalecimento da presença da Petrobras nos “depósitos de petróleo da plataforma angolana”.
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