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Mostrando postagens de Janeiro 5, 2009

Um Crime não justifica o outro

Já escrevi isto centenas de vezes aqui no Blog.

Tenho convicção disto, como tenho convicção de que uma guerra é uma estupidez e uma perda de vidas inocentes inaceitável.

Dito isto, não posso aceitar a posição da esquerda festiva brasileira com relação ao conflito na Palestina.

Primeiro, aparentemente, os lulopetistas não têm conhecimento da história de Israel e as causas do conflito que lá se desenrola, onde não há um só culpado.

No ano 70 Depois de Cristo, os Romanos, que naquela época dominavam a Palestina, resolveram que a melhor forma de se combater a resistência do povo que ali vivia, os judeus, era espalha-los pelo mundo. Este fato é conhecido na história como diáspora.

O templo em Jerusalem foi destruido e o povo espalhado pelas demais provincias romanas.

No entanto, com a finalidade de manter sua identidade e como forma de resistência contra o imperialismo Romano, os judeus se conservaram unidos e conservaram sua religião. Muitos retornaram a Palestina após a queda do Império Roman…

A mais sanguinária ditadura das Américas

Com relação ao meu post sobre Cuba um anônimo escreveu:

Anônimo disse...
Se a maioria do povo cubano apoia o regime lá porque então não é uma democracia?


Democracia não é o regime que representa a vontade da maioria?
5 de Janeiro de 2009 21:48


O Anônimo tem razão sobre o que diz com respeito a democracia, mas demonstra total desconhecimento sobre o regime cubano.

Só para esclarecer, há mais de 50 anos não há eleições livres em Cuba.

As ditas eleições em Cuba só tem um candidato por vaga, e todos do partido Comunista. Não existe oposição organizada em partidos políticos em Cuba, e todos os opositores de Fidel Castro ou estão na cadeia ou exilados no exterior.

Democracia é o regime que representa a vontade da maioria e que respeita as opiniões das minorias.

Democracia é o regime em que a oposição pode livremente se organizar em partidos políticos e disputar o poder com a situação, como no Brasil de hoje.

Democracia é o que podemos fazer aqui hoje. Falo mal do governo Lula sem ter medo de ser pres…

Estadão entrevista Zé Dirceu

Recomendo a leitura da entrevista que José Dirceu deu ao Estadão.Leia a íntegra aqui.

Es la hora de la politica

Escribo estas notas en Roma, horas antes de partir para Washington, donde el día 15 de noviembre voy a participar en la reunión de líderes mundiales, mientras la comunidad internacional está evaluando aún los daños provocados por la más grave crisis financiera desde 1929.Las respuestas a los desafíos actuales no pueden provenir de los especialistas, que durante tres décadas han aplicado las recetas que nos han llevado al actual colapso de la economía mundial. Lo que necesitamos son otros consejos, provenientes de hombres y mujeres con acusada sensibilidad social, preocupados por la producción, por el empleo y por un orden global más equilibrado y democrático. Como dije en mi reciente discurso ante la Asamblea General de la ONU, ha llegado la hora de la política.

El pensamiento neoconservador y recetas como las del Consenso de Washington consagraron la autorregulación de los mercados, la hegemonía del capital especulativo y la práctica inutilidad del Estado. El predominio de semejantes …

A roseirinha torta

Era uma vez um homem que possuía um grande jardim, onde foram cultivadas as mais variadas flores. Perto desse jardim morava um menino que amava muito as plantas. Muitas vezes ele abandonava os brinquedos e encostava o rosto na cerca para olhar o jardim e admirar o colorido das flores. O garoto também tinha o seu canteirinho na frente da casa. Possuía uma pá, um regador mas não tinha ainda nenhuma muda de flor para plantar. 

O dono desse grande jardim é muito estranho - pensou o menino. Ele não tem o menor cuidado com as suas plantas. Não limpa os canteiros, não afofa a terra e nem a rega com freqüência. 

Um dia, quando o homem visitava o seu jardim, parou em frente a uma pequena roseira torta com apenas umas poucas folhinhas verdes. Chamando o empregado, disse-lhe: 
- Arranque esta roseirinha. Ela nunca produzirá flores. Atire-a para fora da cerca. 

E o empregado fez exatamente como ele mandou. Naquele dia, quando o garoto voltava da escola, viu a roseirinha arrancada na beira da cerca e …

A roseirinha torta

Era uma vez um homem que possuía um grande jardim, onde foram cultivadas as mais variadas flores. Perto desse jardim morava um menino que amava muito as plantas. Muitas vezes ele abandonava os brinquedos e encostava o rosto na cerca para olhar o jardim e admirar o colorido das flores. O garoto também tinha o seu canteirinho na frente da casa. Possuía uma pá, um regador mas não tinha ainda nenhuma muda de flor para plantar. 

O dono desse grande jardim é muito estranho - pensou o menino. Ele não tem o menor cuidado com as suas plantas. Não limpa os canteiros, não afofa a terra e nem a rega com freqüência. 

Um dia, quando o homem visitava o seu jardim, parou em frente a uma pequena roseira torta com apenas umas poucas folhinhas verdes. Chamando o empregado, disse-lhe: 
- Arranque esta roseirinha. Ela nunca produzirá flores. Atire-a para fora da cerca. 

E o empregado fez exatamente como ele mandou. Naquele dia, quando o garoto voltava da escola, viu a roseirinha arrancada na beira da cerca e …

Explicando a Felicidade

Felicidade não é um verbo, mas se fosse, bem poucos saberiam conjugá-lo na sua essência. Felicidade é o estado de quem é feliz, não o Estado e se fosse, seria um Estado pequeno e não teria capital. Felicidade não se explica, é preciso senti-la. Qualquer um pode ser feliz e não precisa, necessariamente, ser rico, ter poder, não. Felicidade vem do latim, felicitate,e pode ter, como sinônimo, bem-estar, contentamento, que são estados de espírito que não são localizados por GPS nem por bússola, são estado íntimos. Bem poucos são aqueles que se viciam em felicidade, mas existem parasitas que nunca desistem quando sentem a presença de alguém feliz. Faz tempo, que tenho prometido a mim mesmo, ser feliz, desde o caminhar cedo pela avenida à beira da praia, durante os encontros contumazes com os filhos a quem me dá prazer dizer ´eu te amo´, às companhias sinceras que aprendi a querer bem com raízes profundas e amigos com quem divido as minhas gargalhadas em volta das molecagens que faço à bord…

Do Blog do Alon

Unilateralismo nos olhos dos outros (04/01)

De volta à ativa, após uns dias de férias (em que postei algumas sugestões de leitura).
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A Folha de S.Paulo publicou dias atrás um texto traduzido do britânico The Independent com o título Guerra [entre Israel e o Hamas] é movida puramente por razões políticas. O artigo é ruim. O título, um sintoma da sua baixa qualidade. Mostrem-me uma guerra que não seja politicamente motivada. Ou uma que não tenha sido. Sabe-se disso desde pelo menos Clausewitz.
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A guerra é a continuação da política por outros meios.
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A situação das relações entre Israel e seus vizinhos parece complicada, mas vista de um ângulo político é relativamente simples. Existe Israel. Existem também as nações árabes que já admitem a existência de Israel. E há os países e grupos políticos que mantêm o projeto de destruir Israel. Há três atores que assumem o projeto sem rodeios: a atual cúpula iraniana, o Hamas e o Hezbollah.
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Então, naturalmente, o conflito atual na Faixa de Gaza é…